REVISTA DA FOLHA ATRAVESSA NO SARAU DA COOPERIFA
Neste domingo o jornal Folha de São Paulo veio com uma matéria sobre escritores da periferia comandada pelo escritor Joca R. Terron. Ele teve a missão de contar a história de alguns deles, no caso, eu, Alessandro Buzo (que conseguiu a matéria), Sacolinha e a Dinha. Até aí tudo bem, pois a única mancada foi um problema de edição, em que parece que somos nós os criadores da FLAP, mas que ele se explica no seu blog (www.heelhotel.blogger.com.br) e dá os devidos creditos a quem merece, Ana Rusche e o pessoal do projeto identidade.
As fotos do João Wainer ficaram muito loucas. Rara sensibilidade. Ele entendeu como poucos o que é realmente o sarau da Cooperifa e seus poetas.
Já a jornalista, Marianne Piemonte, que esteve no sarau e escreveu a matéria "Salve, guerreiros"- na mesma revista-, parecia que estava em outro lugar, tamanha falta de sensibilidade. Começa dizendo que os documentários que a gente apresenta antes do sarau "entretém" as pessoas, quando na verdade educa. O cine becos e vielas tem apresentado vários curtas e documentários para nos suprir a falta de cinema e nos desentoxicar do excesso de filme americano que nos enfiam goela abaixo. Entendeu?
O sarau vai completar cinco anos de vida, por isso, quando ela diz que os curiosos começam a rondar desconfiados (com o quê, com a poesia?), recebem um salve e não atravessam. Ali ninguém atravessa e nunca atravessou, aliás, nós que atravessávamos a ponte para ter cultura, e hoje, alguns amigos estão fazendo o caminho contrário, só para nos ver. Eu disse os amigos.
Diz também que ao ouvirmos um barulho de uma brasília velha lançamos olhares poucos amistosos para o veículo. Nós não temos olhares poucos amistosos, nós somos amistosos! Apesar de tudo e de todos, nós somos amistosos. Apesar da nossa poesia contundente, somos amistosos. O que não pode ser confundido com exóticos. Nunca, nós não permitimos isso.
Quando ela se refere ao que eu disse referente à USP comete outro equívoco. Não quero colocar a malandragem lá (que malandragem?), muito pelo contrário, gostaria que a malandragem saísse de lá.
As mulheres negras são enaltecidas, mas há também loiras por lá, que também são bem-vindas, mesmo depois da reportagem que afirma que elas não frequentam o sarau. Todos são bem-vindos: poetas, escritores, branco, preto, amarelo, atores e atrizes, cineastas, músicos, artistas em geral, e principalmente, a comunidade, a nossa razão de ser.
Nós que sofremos tantos preconceitos não somos capazes de cometê-los. Nem com jornalistas.
O envolvimento dela com o sarau foi tanto que me chama de Sandro na matéria, o mc Sandro Vaz. "Eu só quero é ser feliz...". Esse tal de Sandro até que me ajudou a se defender das críticas que estou recebendo pelo telefone e pelos imeios que não param de chegar.
O povo tá indignado, alguns acham que, por conta das palavras inseridas no texto da matéria -truta, ronda, olhares poucos amistosos, capuz, desconfiados, ficam de boa, não atravessam, etc.-, mais parecia uma reportagem do Brasil Urgente, do Datena, e não um sarau de poesia.
Se ela soubesse o quanto a gente tem feito e faz por um mundo melhor na periferia...
Aos que conhecem e frequentam o sarau da Cooperifa, e que já leram e viram outras matérias positivas sobre nós, peço que desconsiderem essa deselegância cometida pela jornalista na revista da folha. Seguiremos, mesmos com as pedras no nosso caminho.
A todos que se sentiram ofendidos com a falta de sensibilidade da matéria, eu peço desculpas, foi eu quem deixou a porta aberta.
No mais, todos são bem-vindos. Todos!
Sérgio Vaz
poeta
Assine o manifesto:
Sacolinha-escritor
Jeferson De-Cineasta
Alessandro Buzo-escritor
Sõnia Heloisa- frequentadora do sarau
Mariana Gramacho- frequentadora do sarau
Juliana Santos - Becos e vielas
Lilian Santiago - Cineasta
Eduardo Toledo - jornalista
Toni - site: vermelho.org
Elizandra Batista - poeta
Márcio Batista - Poeta
Cocão - Rapper
Sales Azevedo - Rapper
Rose - Poeta
Rose - Poeta
João Santos - poeta
José Neto - Poeta
Valmir Vieira - Poeta
José Pompeu - frequentador do sarau
Doca - frequentadora do sarau
Camila - frequentadora do sarau
Ferréz - escritor
Karina Nóbrega - advogada
Mariana Reade - jornalista
Patricia - frequentadora
Rose nogueira
Neide Lopes
Euller Alves - Casa de Cultura m´boi mirim
Mário Cesar - poeta
Augusto
Allan da Rosa - poeta
Carlos Silva - cantor e compositor
Wésley Noog - cantor e compositor
Robson Canto - escritor
Bruno Ribeiro - jornalista
Ademir de Almeida - Cia. teatral Manicômicos
Ligia Maria - atriz
Danilo Cesar- historiador
Beso e Harume - poetas
Rodrigo Ciríaco - poeta
Daniela - manicômicos
João Henrique - grafiteiro
Euzebio Santos Silva - pesquisador
Arnaldo Chaim- cineasta
Marcelo Ribeiro - produtor cultural
Rera Tavares
Sonia Pereira - escritora
Fabiana - frequentadora
Nego Marco - ponte preta
Juliana Vaz - frequentadora
Mônica Martinez- educadora
José Donizete Barbosa
Zinho Trindade - músico
Nilton Franco-historiador
Monday, July 31, 2006
Friday, July 28, 2006
ESCRITORES DA PERIFERIA NA FLAP
Sábado 29.07
O que é a FLAP?
Seguindo o tema Embates, com a proposta de debater visões distintas sobre literatura e manter vivo um terreno fértil de questionamentos, a FLAP! 2006 acontece em dois fins de semana de julho. Dias 29 e 30 o Espaço dos Satyros I, teatro localizado na Praça Roosevelt, em São Paulo, recebe diversos debates com a presença de escritores, professores, editores, cineastas e muito outros participantes.
A novidade neste ano é que a FLAP! também acontece no Rio de Janeiro, nos dias 22 e 23 de julho na UniverCidade (Unidade Ipanema). Como sempre, o evento é gratuito e aberto ao público em geral. Em ambas as cidade a programação inclui debates sobre políticas culturais, periferias e ainda mesas de debate em esquema de arena livre, abrindo espaço para uma reflexão sobre o presente e o futuro da literatura (“onde estamos?” e “para onde vamos?”).
O intuito da FLAP! é, ainda, evitar uma certa acomodação de opiniões nas mesas de discussão, quando todos parecem concordar com todos (e as discordâncias acabam sendo relegadas ao plano da fofoca). Vamos criar um espaço em que fiquem mais claros critérios e distintas nuances entre posições.
Por fim, a FLAP! não quer dizer nada em específico e haverá novamente um concurso para o público criar significados para a sigla.
Programação:
São Paulo, 29 e 30 de julho
Espaço dos Satyros I Pça. Roosevelt, 214 -
Centro SP:
Sábado, dia 29, 10h Arena Livre – Onde Estamos?
Mesa: Eduardo Lacerda Poeta, Editor do O Casulo - José Antonio Pasta Jr. (a confirmar) Prof. de Lit. Brasileira, FFLCH-USP - Frederico Barbosa Poeta e Diretor da Casa das Rosas - Manuel da Costa Pinto Crítico Literário - Xico Sá Escritor - Tarso de Melo Poeta
SP:Sábado, dia 29, 12h Periferias?
Mesa: Allan da Rosa Poeta, Edições Toró - André du Rap (a confirmar) Rapper e escritor - Bruno Zeni Escritor e crítico literário - Ferréz Escritor - Sérgio Vaz Poeta - Sérgio Bianchi Cineasta
SP: Sábado, dia 29, 15:30h Gestão de Políticas Culturais
Mesa: Victor del Franco Poeta - Donny Correia Poeta, Coordenador Cultura, Casa das Rosas - Carlos Augusto Machado Calil (a confirmar) Secretário Municipal de Cultura (SP) Prof. Audiovisual ECA-USP - Maria Silvia Betti Depto. Letras Modernas, FFLCH-USP - Ademir Assunção Poeta - Soninha Francine Vereadora
SP: Domingo, dia 30, 12h “...malditosneobarrocoslanguagemarginais neoconcretosmalarmaicosdrummondanos diluidores..." Mesa: Marcelo Rezende Jornalista e Escritor - Luiz Ruffato Escritor - Claudio Willer Poeta - Cláudio Daniel Poeta, Editor da Zunái
SP: Domingo, dia 30, 15:30h Arena Livre – Para Onde Vamos?
Mesa: Daniela Oswald Ramos Poeta - Ivan Marques Jornalista, Editor do Entrelinhas, TV Cultura - Andréa Catropa Poeta, crítica literária, editora do O Casulo - Nelson de Oliveira Escritor - Dirceu Villa Poeta
O que é a FLAP?
Seguindo o tema Embates, com a proposta de debater visões distintas sobre literatura e manter vivo um terreno fértil de questionamentos, a FLAP! 2006 acontece em dois fins de semana de julho. Dias 29 e 30 o Espaço dos Satyros I, teatro localizado na Praça Roosevelt, em São Paulo, recebe diversos debates com a presença de escritores, professores, editores, cineastas e muito outros participantes.
A novidade neste ano é que a FLAP! também acontece no Rio de Janeiro, nos dias 22 e 23 de julho na UniverCidade (Unidade Ipanema). Como sempre, o evento é gratuito e aberto ao público em geral. Em ambas as cidade a programação inclui debates sobre políticas culturais, periferias e ainda mesas de debate em esquema de arena livre, abrindo espaço para uma reflexão sobre o presente e o futuro da literatura (“onde estamos?” e “para onde vamos?”).
O intuito da FLAP! é, ainda, evitar uma certa acomodação de opiniões nas mesas de discussão, quando todos parecem concordar com todos (e as discordâncias acabam sendo relegadas ao plano da fofoca). Vamos criar um espaço em que fiquem mais claros critérios e distintas nuances entre posições.
Por fim, a FLAP! não quer dizer nada em específico e haverá novamente um concurso para o público criar significados para a sigla.
Programação:
São Paulo, 29 e 30 de julho
Espaço dos Satyros I Pça. Roosevelt, 214 -
Centro SP:
Sábado, dia 29, 10h Arena Livre – Onde Estamos?
Mesa: Eduardo Lacerda Poeta, Editor do O Casulo - José Antonio Pasta Jr. (a confirmar) Prof. de Lit. Brasileira, FFLCH-USP - Frederico Barbosa Poeta e Diretor da Casa das Rosas - Manuel da Costa Pinto Crítico Literário - Xico Sá Escritor - Tarso de Melo Poeta
SP:Sábado, dia 29, 12h Periferias?
Mesa: Allan da Rosa Poeta, Edições Toró - André du Rap (a confirmar) Rapper e escritor - Bruno Zeni Escritor e crítico literário - Ferréz Escritor - Sérgio Vaz Poeta - Sérgio Bianchi Cineasta
SP: Sábado, dia 29, 15:30h Gestão de Políticas Culturais
Mesa: Victor del Franco Poeta - Donny Correia Poeta, Coordenador Cultura, Casa das Rosas - Carlos Augusto Machado Calil (a confirmar) Secretário Municipal de Cultura (SP) Prof. Audiovisual ECA-USP - Maria Silvia Betti Depto. Letras Modernas, FFLCH-USP - Ademir Assunção Poeta - Soninha Francine Vereadora
SP: Domingo, dia 30, 12h “...malditosneobarrocoslanguagemarginais neoconcretosmalarmaicosdrummondanos diluidores..." Mesa: Marcelo Rezende Jornalista e Escritor - Luiz Ruffato Escritor - Claudio Willer Poeta - Cláudio Daniel Poeta, Editor da Zunái
SP: Domingo, dia 30, 15:30h Arena Livre – Para Onde Vamos?
Mesa: Daniela Oswald Ramos Poeta - Ivan Marques Jornalista, Editor do Entrelinhas, TV Cultura - Andréa Catropa Poeta, crítica literária, editora do O Casulo - Nelson de Oliveira Escritor - Dirceu Villa Poeta
HOJE TEM PANELAFRO
PANELAFRO PROMOVER, DIFUNDIR, CULTIVAR E PRESERVAR A CULTURA AFRO BRASILEIRA.
Toda última sexta feira do mês
sexta: á Espírito de zumbi
Cooperifa
Cia. teatral Manicomicos
maculelê, Ijéxa, samba de roda,côco, ciranda, capoeira, maracatu, bumba m´boi, rap, MPB, poesia...
Quando: sexta feira 28/07 Horas - a partir das 19hs
Local: Casa popular de cultura do m´boi mirim
Rua Inácio Dias da Silva s/n Largo de Piraporinha
Inf. 5514 3408 / / 8124 8025
Parceiros: Projeto VAI (valorização de iniciativas culturais) Casa popular de cultura m´boi mirim Sub prefeitura M´boi mirim Bloco do Beco Rainha da paz Organização: Espírito de Zumbi. http://www.espiritodezumbi.blogspot.com/
Toda última sexta feira do mês
sexta: á Espírito de zumbi
Cooperifa
Cia. teatral Manicomicos
maculelê, Ijéxa, samba de roda,côco, ciranda, capoeira, maracatu, bumba m´boi, rap, MPB, poesia...
Quando: sexta feira 28/07 Horas - a partir das 19hs
Local: Casa popular de cultura do m´boi mirim
Rua Inácio Dias da Silva s/n Largo de Piraporinha
Inf. 5514 3408 / / 8124 8025
Parceiros: Projeto VAI (valorização de iniciativas culturais) Casa popular de cultura m´boi mirim Sub prefeitura M´boi mirim Bloco do Beco Rainha da paz Organização: Espírito de Zumbi. http://www.espiritodezumbi.blogspot.com/
Thursday, July 27, 2006
Vlado convida para o sarau sopa de letrinhas
SOPA DE LETRINHAS (O SARAU DO CAIUBI)
ENTRADA: 1 QUILO DE RANGO NÃO PERECÍVEL OU 3 PILAS
RUA PEIXOTO GOMIDE 1052 - PISO SUPERIOR (RIO BOTEQUIM - ENTRE AS ALAMEDAS SANTOS E JAÚ)
POETA HOMENAGEADO WILSON LUQUES
POESIA & AFINS
LUIZ AZEVEDO
ZÉ
EDU CAMARGO
CARLOS SAVASINI
LEOPOLDO SKOLBERG
IEDA ABREU
DÊNIS FERREIRA
VALDIR PEREIRA
DANIEL VICOLLI
LUIZ CLETE
SÉRGIO VAZ
PAULO VACA
PAULINHO DAS FRASES
ELDER BRAGA
DHARA
JOSÉ ROBERTO XAVIER
LÚCIA HELENA
NILTON BUSTAMANTE
EDMILSON
FELIPE
JOEL
SIMONE TEIXEIRA
VLADO LIMA
TATIANA FRAGA
MARCELO SHITARA
LIRA
MÚSICA PERSEPTON
ÁLVARO CUEVA O LORD DA MPB, BOM GOSTO E CLASSE NA DOSE CERTA
AYRTON MUGNAINI O MESTRE DO BOM HUMOR E DA TIRAÇÃO DE SARRO, REPRESENTANTE MÁXIMO DA TOSQUEIRA MUSIC
DISTRIBUIÇÃO DE LIVROS CDS E BREJAS SOPA NA FAIXA
AO SOAR DAS 12 BADALADAS NOTÚRNICAS SERVIREMOS A NOSSA FAMOSA E DELICIOSA SOPA DE LETRINHAS
TODA GRANA ARRECADADA SERÁ USADA PRA COMPRAR RANGO NÃO PERECÍVEL, QUE SERÁ DOADO, JUNTO COM O RANGO ENTREGUE NA ENTRADA,
PARA A AAEB (ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS DO BROOKLIN)
28/07/2006 21 HORAS
RUA PEIXOTO GOMIDE 1052 - PISO SUPERIOR (RIO BOTEQUIM - ENTRE AS ALAMEDAS SANTOS E JAÚ)
POETA HOMENAGEADO WILSON LUQUES
POESIA & AFINS
LUIZ AZEVEDO
ZÉ
EDU CAMARGO
CARLOS SAVASINI
LEOPOLDO SKOLBERG
IEDA ABREU
DÊNIS FERREIRA
VALDIR PEREIRA
DANIEL VICOLLI
LUIZ CLETE
SÉRGIO VAZ
PAULO VACA
PAULINHO DAS FRASES
ELDER BRAGA
DHARA
JOSÉ ROBERTO XAVIER
LÚCIA HELENA
NILTON BUSTAMANTE
EDMILSON
FELIPE
JOEL
SIMONE TEIXEIRA
VLADO LIMA
TATIANA FRAGA
MARCELO SHITARA
LIRA
MÚSICA PERSEPTON
ÁLVARO CUEVA O LORD DA MPB, BOM GOSTO E CLASSE NA DOSE CERTA
AYRTON MUGNAINI O MESTRE DO BOM HUMOR E DA TIRAÇÃO DE SARRO, REPRESENTANTE MÁXIMO DA TOSQUEIRA MUSIC
DISTRIBUIÇÃO DE LIVROS CDS E BREJAS SOPA NA FAIXA
AO SOAR DAS 12 BADALADAS NOTÚRNICAS SERVIREMOS A NOSSA FAMOSA E DELICIOSA SOPA DE LETRINHAS
TODA GRANA ARRECADADA SERÁ USADA PRA COMPRAR RANGO NÃO PERECÍVEL, QUE SERÁ DOADO, JUNTO COM O RANGO ENTREGUE NA ENTRADA,
PARA A AAEB (ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS DO BROOKLIN)
Wednesday, July 26, 2006
SACOLINHA DISPARA UM NOVO LIVRO

LANÇAMENTO DO NOVO LIVRO DO ESCRITOR SACOLINHA "85 LETRAS E UM DISPARO", DIA 08 DE AGOSTO - TERÇA-FEIRA - 20HS.
LOCAL:
CENTRO DE EDUCAÇÃO E CULTURA
"FRANCISCO CARLOS MORICONI"
RUA BENJAMIN CONSTANT, 682
CENTRO - SUZANO- SP
O FAROL DO FUTURO
Que venham os novos poetas da periferia, e que se espalhem por esse país com seus poemas maravilhosos. Salve, Robson Canto, Cocão, Sales, Lu, Elizandra, Sales, Akins, Valmir Vieira, Márcio Batista, Augusto, PH, José Neto, Casulo, Daniela, Mavotsric, as Roses, Timbó,Helber, Lili, Beso, Harume, Roberto Ferreira, Kênia, Serginho poeta, Seu Lourival, Rodrigo, Dinho Love, Dinha, Allan da Rosa, Sacolinha, Buzo, Fábio, David, Laureart, Vilma Negra Drama e tantos outros espalhados por esse beco chamado Brasil. Salvem-nos com suas poesias! Que tragam novos livros! A juventude é o farol do futuro.
"É essa gente que as pessoas fazem questão de esquecer, que a gente faz questão de lembrar."
Povo lindo, povo inteligente, não me abandonem sou nada sem vocês.
É tudo nosso!
Sérgio Vaz
Mulheres guerreiras
25 de Julho - Dia da Mulher Afro-latina e Caribenha ..
Paz e Resistência
Realeza
Mulher preta
De tranças exóticas
Pele brilhosa
Tem olhos de ameixa
Lábios carnudos
E que bela voz!
Algumas são altas,
Outras nem tanto
Que perfeita criação!
Gosta de tecidos coloridos
De colares bonitos
De banhasse com ervas cheirosas
Umas são cozinheiras,
Outras não saem do lar
Outras sonham com os livros
Que pesam carregar.
Outras ainda menina já enche a barriga
E que dura será sua vida.
Meninas mulheres
Mulheres meninas
São todas rainhas
Sem trono e sem jóias
São perolas perdidas
Nessas estradas empoeiradas
De vida sofrida..
Elizandra Batista de Souza
Paz e Resistência
Realeza
Mulher preta
De tranças exóticas
Pele brilhosa
Tem olhos de ameixa
Lábios carnudos
E que bela voz!
Algumas são altas,
Outras nem tanto
Que perfeita criação!
Gosta de tecidos coloridos
De colares bonitos
De banhasse com ervas cheirosas
Umas são cozinheiras,
Outras não saem do lar
Outras sonham com os livros
Que pesam carregar.
Outras ainda menina já enche a barriga
E que dura será sua vida.
Meninas mulheres
Mulheres meninas
São todas rainhas
Sem trono e sem jóias
São perolas perdidas
Nessas estradas empoeiradas
De vida sofrida..
Elizandra Batista de Souza
HOJE TEM CINEMA NO SARAU DA COOPERIFA
SARAU DA COOPERIFA E BECOS E VIELAS Z/S -
APRESENTAM:
CURTA NA PERIFERIA (CINEMA NO SARAU)
DUAS MARIAS - Saúde e Meio Ambiente, documentário produzido pelos alunos da oficina de vídeo da Associação Rainha da Paz onde o problema do lixo e das enchentes no Jardim Fim de Semana é abordado.
Coordenador: Roberto QT e Rosangela A. dos Santos
A VIAGEM, filme produzido pelo projeto Cinema de Guerrilha. Contraste social retratado através de um simples desejo, fazer uma viagem.
Direção: Rômulo Santos
20h - GRÁTIS
Sarau da Cooperifa Becos e Vielas Z/S - A Voz da PeriferiaRua Bartolomeu dos Santos, 797 fone: 5831 5954 Piraporinha - São PauloTel.:(11) 5891-7403
NOVA GERAÇÃO
O Passado
Um dia caminhava sem pensar em nada,
Porem o meu Eu insistia e pensava
Pensando ou não eu caminhava...
Sem destino, sem rumo.
Talvez em busca das origens
Das origens do mundo.
O passado tirava de mim
A visão do futuro, do presente.
Só enxergava o passado enfim
Fotos me faziam lembrar
Uma música antiga que me fazia chorar
De volta ao presente não consigo aceitar
Como seria bom seu passado pudesse mudar.
Mas que não fosse o passado
Na época em que éramos crianças
Apenas nos momentos em que ele
Entristece minhas lembranças
Tantas pessoas perdi em vida, em morte.
Será o destino ou então a sorte
Ou será a lei do mais forte
Seja no poder físico ou aquisitivo
Mais um impasse indecisivo.
Pessoas que perdi em morte não vão sofrer
As que perdi em vida
Essas sim não consigo mais ver
As corrompidas pelo poder não falam comigo
As corrompidas pelo vício
Encontram no vício seu melhor amigo
Ignoram os amigos, ignoram as lembranças.
Ignoram o passado e no passado
Os amigos de infância.
Resende-RJ Novembro 1996
Sales de Azevedo
Um dia caminhava sem pensar em nada,
Porem o meu Eu insistia e pensava
Pensando ou não eu caminhava...
Sem destino, sem rumo.
Talvez em busca das origens
Das origens do mundo.
O passado tirava de mim
A visão do futuro, do presente.
Só enxergava o passado enfim
Fotos me faziam lembrar
Uma música antiga que me fazia chorar
De volta ao presente não consigo aceitar
Como seria bom seu passado pudesse mudar.
Mas que não fosse o passado
Na época em que éramos crianças
Apenas nos momentos em que ele
Entristece minhas lembranças
Tantas pessoas perdi em vida, em morte.
Será o destino ou então a sorte
Ou será a lei do mais forte
Seja no poder físico ou aquisitivo
Mais um impasse indecisivo.
Pessoas que perdi em morte não vão sofrer
As que perdi em vida
Essas sim não consigo mais ver
As corrompidas pelo poder não falam comigo
As corrompidas pelo vício
Encontram no vício seu melhor amigo
Ignoram os amigos, ignoram as lembranças.
Ignoram o passado e no passado
Os amigos de infância.
Resende-RJ Novembro 1996
Sales de Azevedo
Tuesday, July 25, 2006
2º ENCONTRO DE EDUCAÇÃO, CULTURA E INCLUSÃO SOCIAL
TERÇA-FEIRA POÉTICA
Hoje vou ministrar uma oficina de poesia para os educadores da rede estadual de ensino em Taboão da Serra.
25.07 terça-feira às 14hs
Faculdade de Taboão da Serra_sp
Centro
Sunday, July 23, 2006
Saturday, July 22, 2006
COLECIONADOR DE PEDRAS, 20 ANOS DE POESIA!!
Esta foto foi tirada no sarau da Cooperifa que se realizava ainda no bar do Garajão, em Taboão da Serra, onde o tudo começou. O marcelo ficou sabendo dos nossos encontros e resolveu ir até lá nos conhecer, então aproveitou e fez uma excelente matéria para o jornal Folha de São Paulo. Depois continuamos o contato, e ele acabou doando uns duzentos livros para a biblioteca comunitária "Zumaluma" na favela do inferninho em Embu das Artes-SP, e dirigida pelo Vulto (diagnóstico). Foi um dos primeiros a enchergar o potencial do nosso movimento cultural que ainda buscava uma idendidade. Ele faz parte dos meus vinte anos de poesia. Já é.
abraços,
sérgio vaz
Friday, July 21, 2006
ALESSANDRO BUZO FALA SOBRE LITERATURA NA PERIFERIA
A LITERATURA É NOSSA.
Por Alessandro Buzo
2006 já passou da metade, mas esse fim de ano promete.A literatura das ruas está mais forte do que nunca, apesar de ser muito pouco divulgado na mídia, que tenta fingir que a gente não existe. (salve raras excessões).
Mas os escritores e poetas a cada dia criam mais e mais textos, crônicas, poesias e estão em vários sites e blogs. O clímax desse movimento é sem duvida o encontro semanal para comungar a poesia, falo claro, do SARAU DA COOPERIFA na zona sul de SP, onde toda quarta centenas de pessoas vão a um bar para recitar e ouvir poesia, faça chuva ou lua.
Aqui no Itaim Paulista eu também faço das minhas para incentivar a leitura e a escrita, montei a Biblioteca Suburbano Convicto na quadra do Bloco Carnavalesco Unidos de Santa Bárbara (não administro, doei para eles); oficina de Leitura na Febem do bairro e crianças do bairro;
produzo zine e distribuo gratuitamente e por aí vai.
Em Suzano temos outro que não pára, falo do escritor Sacolinha que hoje trabalha na Sec. de Cultura do Município de Suzano e faz por lá varias atividades literárias.
Os muitos Cooperiféricos estão pouco a pouco produzindo também seus livros e muitos deles devem lançar até 2007, entre eles Robson Canto que já escreveu a obra e já cuida da capa.
Alguns livros que chegarão em 2006 são: GUERREIRA de Alessandro Buzo;COLECIONADOR DE PEDRAS do Sérgio Vaz; 85 LETRAS E UM DISPARO do Sacolinha.
Sem grandes editoras por traz (elas boicotam a gente mais que a mídia), seguimos na luta.
Talvez a literatura aliada ao hip hop seja uma forma de tirar vários da rota da ROTA, uma forma de não cair no jogo sujo do sistema que nos quer ver presos ou mortos.
Allan da Rosa com o seu VÃO, Dinha com DE PASSAGEM MAS NÃO A PASSEIO, levam poesia para as favelas.
Enquanto o estado e o crime organizado medem força e se matam (de ambos os lados), um exército de escritores da periferia luta para mudar a mentalidade da molecada, mostrar que podemos tudo, a elite que tem colégio particular e dinheiro não vê seus filhos escrevendo, mas do sofrimento do dia a dia nasceu um quilombo literário capaz de romper as barreiras, assim como eu, o Sérgio Vaz, Sacolinha e Ferréz fizemos esse ano, participando da 19a Bienal do Livro.
Quando a mídia abrir mais espaço, o povo vai pedir e as livrarias serão obrigadas a colocar a gente ao lado do Paulo Coelho na vitrine, ao lado do Harry Pother.
Não estamos de brincadeira, não escrevemos em vão, viemos para narrar a realidade do gueto.
O Ferréz já lançou seus livros até na Europa, quando os intelectuais de plantão se ligarem nós já teremos dominado o pico e ai vai ser nóis por nóis.
EXISTE LITERATURA NO GUETO, E DA MELHOR QUALIDADE.
Alessandro Buzo
autor de 3 livros: O TREM - BASEADO EM FATOS REAIS (2000), SUBURBANO CONVICTO - O COTIDIANO DO ITAIM PAULISTA (2004) e O TREM - CONTESTANDO A VERSÃO OFICIAL (2005), lança ainda esse ano GUERREIRA.
www.suburbanoconvicto.blogger.com.bralessandrobuzo@terra.com.br
Palestras: Fone/Fax: (11) 6567-9379 / 8218-7512.
Thursday, July 20, 2006
POVO LINDO! POVO INTELIGENTE! É TUDO NOSSO!
Sarau da Cooperifa (quilombo cultural da periferia)

Sarau da Cooperifa no acampamento Chico Mendes

Sarau da Cooperifa

Periferia, uma nação em ebulição.
O Sarau da Cooperifa de ontem mais uma vez mostrou a sua importância como movimento cultural da periferia. Numa noite linda, e que infelizmente o estado de Israel bombardeava o povo libanês, quatrocentas pessoas, em paz, lotaram o nosso quilombo cultural para assistir o melhor da poesia periférica produzida em São Paulo. Contra fuzis e canhões, poemas. Palmas!
O bar do Zé Batidão estava lotado, em frente ao bar as pessoas se aglomeravam para poder ouvir o mínimo que fosse, dos artistas que ali se apresentavam. Imaginar que um dia, na perifa, as pessoas iam lotar um bar para ouvir poesia, e o que é muito melhor, em silêncio e degustando cada verso como quem degusta um beijo da mulher amada, é quase um sonho. "Quem sonhou só vale se já sonhou demais..."(Beto Guedes).
Começamos a noite exibindo um documentário produzido pelo MTST, que narra a luta do acampamento Chico Mendes em Taboão da Serra. No curta, também tem algumas cenas do sarau da Cooperifa apresentado no acampamento quando estivemos por lá oferecendo a nossa poesia como solidariedade aos trabalhadores. Muita emoção. Muito respeito aos guerreiros e guerreiras, e palmas, muitas palmas. Estão ouvindo os aplausos?
Depois da sessão de cinema, os poetas tomaram conta da noite e passaram duas horas ocupando os espaços vazios dos corações e mentes maravilhosas que estavam por lá. Só de poetas tinha mais de cinquenta, e cada qual com um poema mais lindo que o outro. A emoção rolou pelas faces dos mais desavisados, e alguns foram às lágrimas. Chorar sem dor. Palmas pra emoção. Mais palmas!
Wésley Noóg, poeta com violão em vez de caneta, tocou duas músicas bacanas pra gente, mas nesse caso foi ele quem chorou. O cd dele está pronto, e para quem não o conhece, ele e o Carlos Silva, são os músicos da MPB mais generosos que a gente conhece. É comum vê-los doando suas vozes na periferia, nos campos de várzea, quermesses, presídios, barzinhos, e principalmente no nosso sarau. "Cantar é mover o dom...(Djavan)". Palmas pra eles. Palmas em Si bemol, por favor.
Para terminar, uma esquete teatral com os irmãos Carozzi, tem gente rindo até agora. Consegue ouvir o nosso riso?
Na primeira vez que teve teatro no sarau, foi a primeira vez de muita gente.
Os irmãos Carozzi foram muito gentis com a gente cedendo o talento deles pra nós, e recebendo em troca apenas o nosso peito em chamas. Bravo! Bravo!
Poesia, cinema, teatro e música numa única noite, num único lugar, no sarau da Cooperifa, e acima de tudo, na periferia, o nosso centro do universo. Para esse povo lindo e inteligente, palmas, mais palmas!
A todos,
muito amor. É tudo nosso!
Sérgio Vaz
Veja fotos no blog:
www.colecionadordepedras.blogspot.com
MULHERES DA COOPERIFA
Escavação
Escavo-me todo dia
Tentando encontrar-me
Ora acho ouro,
Ora acho trapo,
Nesse embaraço
Acho diamante bruto
Mas procuro o lapidado
Cristais, pedras preciosas
Acontece...Mas sempre me deparo
Com escombros, caquinhos
Resíduos do que já foi...
Nessa procura de mim mesmo
Ora me encontro,
Ora me perco...
Elizandra B. Souza
Escavo-me todo dia
Tentando encontrar-me
Ora acho ouro,
Ora acho trapo,
Nesse embaraço
Acho diamante bruto
Mas procuro o lapidado
Cristais, pedras preciosas
Acontece...Mas sempre me deparo
Com escombros, caquinhos
Resíduos do que já foi...
Nessa procura de mim mesmo
Ora me encontro,
Ora me perco...
Elizandra B. Souza
Wednesday, July 19, 2006
PARA O LÍBANO
Na periferia do mundo
Enquanto escrevo, o estado de Israel bombardeia o país dos familiares dos meus amigos, Ali Sati, Walter e Fauez, o Líbano. Se já não bastassem as duzentas mil vidas libanesas desperdiçadas em outras guerras estúpidas, o estado judeu quer mais, e para o Hizbollah, tanto faz. Mas o povo, esse que ninguém ouve, pede Paz.
Sinto-me fraco, pois, contra fuzis e canhões, só tenho um poema para oferecer à comunidade Árabe do Brasil, e, principalmente a que reside no Pirajussara, em Taboão da Serra. Na minha opinião o Brasil e o Líbano ficam na periferia do mundo, acho que é por isso que a gente se identifica tanto, e é por isso que as nossas guerras não doem no primeiro mundo da humanidade.
Nosso suor, nosso sangue, nossas lágrimas não são bem-vindas no coração dos poderosos, que vêem na morte a única saída para a paz. O silêncio também mata.
É apenas um poema, só um poema, sei da insignificância desse poema, mas também sei da grandeza desse povo que trata todo amigo como se fosse majestade, mesmo sendo um poeta tão pequeno como eu.
Apesar da dor, lembrei-me do poeta Mário Quintana “... eles passarão, vocês passarinho”.
Aceitem um poema,
Aceitem minhas lágrimas.
Em respeito aos que não lerão,
Sérgio Vaz
Poeta da periferia
A GUERRA DOS BOTÕES
Permito-me sonhar
Vendo soldados plantados nas trincheiras
Descansando sob as sombras
De um enorme cogumelo de pétalas
Explodindo no céu.
A primavera
Invadindo campos minados
Com suas guerreiras margaridas,
Fardadas pela seda pura da manhã,
Marchando para um novo dia.
E os senhores da guerra
Aguardando ansiosos
O momento de apertarem seus botões...
Lindos botões de rosas
Estampados na lapela.
Sérgio Vaz
Enquanto escrevo, o estado de Israel bombardeia o país dos familiares dos meus amigos, Ali Sati, Walter e Fauez, o Líbano. Se já não bastassem as duzentas mil vidas libanesas desperdiçadas em outras guerras estúpidas, o estado judeu quer mais, e para o Hizbollah, tanto faz. Mas o povo, esse que ninguém ouve, pede Paz.
Sinto-me fraco, pois, contra fuzis e canhões, só tenho um poema para oferecer à comunidade Árabe do Brasil, e, principalmente a que reside no Pirajussara, em Taboão da Serra. Na minha opinião o Brasil e o Líbano ficam na periferia do mundo, acho que é por isso que a gente se identifica tanto, e é por isso que as nossas guerras não doem no primeiro mundo da humanidade.
Nosso suor, nosso sangue, nossas lágrimas não são bem-vindas no coração dos poderosos, que vêem na morte a única saída para a paz. O silêncio também mata.
É apenas um poema, só um poema, sei da insignificância desse poema, mas também sei da grandeza desse povo que trata todo amigo como se fosse majestade, mesmo sendo um poeta tão pequeno como eu.
Apesar da dor, lembrei-me do poeta Mário Quintana “... eles passarão, vocês passarinho”.
Aceitem um poema,
Aceitem minhas lágrimas.
Em respeito aos que não lerão,
Sérgio Vaz
Poeta da periferia
A GUERRA DOS BOTÕES
Permito-me sonhar
Vendo soldados plantados nas trincheiras
Descansando sob as sombras
De um enorme cogumelo de pétalas
Explodindo no céu.
A primavera
Invadindo campos minados
Com suas guerreiras margaridas,
Fardadas pela seda pura da manhã,
Marchando para um novo dia.
E os senhores da guerra
Aguardando ansiosos
O momento de apertarem seus botões...
Lindos botões de rosas
Estampados na lapela.
Sérgio Vaz
Para os amigos da Cooperifa
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Cooperifa, foto tirada em Suzano-SP
Poeminha da saudade
Hoje
não posso ir
à casa do meu amor.
Vou mandar um dos meus poemas-
aquele com asas de condor-,
voando visitá-la.
Um que tenha a boca grande
com o céu todo estrelado
que na certa vai beijá-la.
Um que tenha as mãos macias
que teça carinhos
para que possa acariciá-la.
Quem sabe
um poema do meu corpo
demorado e louco,
daqueles que fogem
ao controle da calma
e viajam pelo universo
como estrelas sem alma.
Um dos meus poemas
talhados pelo vento,
que penteiam cabelos
e rodopiam sentimentos.
Um poema de calças-curtas
desses bem moleque, traquina,
que andam lépidos pelas ruas
roubando beijos das meninas.
Um poeminha qualquer
pequenininho, mas com sinceridade,
desses mimados
que dormem no colo
e choram quando sentem saudade.
Sérgio Vaz
NOVA GERAÇÃO
Estupro
Comeu-me com os olhos
Dilacerando minha alma
Trepou com violência
Em minha mente,
Despregou meu peito
Coitou meu coração
Recato dolorido amor
Te acuso de atentado ao pudor.
Akins
Comeu-me com os olhos
Dilacerando minha alma
Trepou com violência
Em minha mente,
Despregou meu peito
Coitou meu coração
Recato dolorido amor
Te acuso de atentado ao pudor.
Akins
Tuesday, July 18, 2006
COLECIONADOR DE PEDRAS, 20 ANOS DE POESIA!!
Foto: Sidney Vaz
O Presidente Lula feliz ao meu lado no lançamento do meu livro "A margem do vento" na Bienal do livro, no começo dos anos 90, não lembro exatamente a data. O Futuro presidente estava num estande ao lado autografando um livro que contava sua trajetória, agora a memória me furta o nome, mas lembro-me da alegria que foi conversar com ele. É muito difícil contar exatamente o que eu senti, pois na época ele representava muito pra mim, e ainda representa. Um dos caras mais importantes da história desse país, abraçado com um dos poetas menos importantes que a literatura produziu, só podia pensar numa coisa: "ainda a gente chega lá". Depois de tudo que aconteceu pensei em abandoná-lo, mas depois que eu vi o neto do Antônio Carlos Magalhães e um Senador do PSDB dizendo que queria bater na cara dele, eu pensei "nem fodendo que vou largar o barba sozinho, depois me acerto com ele, mas apanhar da elite sozinho, não. Pelo menos não na minha frente".
Ou seja "o Lula é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo".
Entendo todos os que se foram e os seus motivos, mas respeitem os que ficaram.
Amigo meu não apanha sozinho, aprendi isso na periferia, e nesses vinte anos que faço poesia.
"...Pode vim que tem, mano que é mano não tira ninguém"(preto jota).
Tô com medo da Regina Duarte.
Chamando no rodo,
Sérgio Vaz
20 anos de poesia
Sarau no Rio de Janeiro
Saba Sauers
apresentam: Movimento inVerso
O Encantador de Palavras Geraldo Carneiro
autor do recém-lançado Balada do Impostor
A Infinitude Singular de Salgado Maranhão
autor de Sol Sanguíneo e compositor do CD Amoragio
A Palavra Cantada de Manuel Bandeira - voz e piano Clarice Prietto & Jacqueline Luporini Sexta, 21 de julho - 20h - $5 Barteliê
R. Vinicius de Moraes, 190 - apto 03 - RJ Ipanema
apresentam: Movimento inVerso
O Encantador de Palavras Geraldo Carneiro
autor do recém-lançado Balada do Impostor
A Infinitude Singular de Salgado Maranhão
autor de Sol Sanguíneo e compositor do CD Amoragio
A Palavra Cantada de Manuel Bandeira - voz e piano Clarice Prietto & Jacqueline Luporini Sexta, 21 de julho - 20h - $5 Barteliê
R. Vinicius de Moraes, 190 - apto 03 - RJ Ipanema
Para o Jardim Leme em Taboão da Serra
Foto: Eduardo Toledo
Morro das nuvensNo coração das nuvens
A pátria se esconde
Atrás da cortina de madeira.
Mas os homens,
Das casas simples
E almas bravias,
Mantêm as portas abertas
E as vidraças limpas
Para o deleite do amanhecer.
Ferida aberta,
A vida,
Essa nuvem passageira
Cortada em fatias,
Deixa sempre a parte menor
Pra quem acorda
Perto do anoitecer.
Sérgio Vaz
Monday, July 17, 2006
SARAU DA COOPERIFA E JORNAL BECOS E VIELAS APRESENTAM
CINEMA NA COOPERIFA
"Quem tem olhos de ver que veja
Quem tem ouvidos de ouvir que ouça"
Documentário: Direitos Esquecidos: Moradia na Periferia
Semi- Produzido: MTST ( Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)- Acampamento Chico Mendes.
Exibido por determinação da Justiça em setembro de 2005 na Rede TV,como forma de punição ao Apresentador João Kleber..
Um registro da luta do povo pobre que respira dignidade.
Apoio: VAI / Selco - Festival Latino da Causa Obreira
Local: Cooperifa - Bar do Zé Batidão
Dia 19/07 às 20:00
ÀS 21HS O SARAU ROLA NORMAL
"Quem tem olhos de ver que veja
Quem tem ouvidos de ouvir que ouça"
Documentário: Direitos Esquecidos: Moradia na Periferia
Semi- Produzido: MTST ( Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)- Acampamento Chico Mendes.
Exibido por determinação da Justiça em setembro de 2005 na Rede TV,como forma de punição ao Apresentador João Kleber..
Um registro da luta do povo pobre que respira dignidade.
Apoio: VAI / Selco - Festival Latino da Causa Obreira
Local: Cooperifa - Bar do Zé Batidão
Dia 19/07 às 20:00
ÀS 21HS O SARAU ROLA NORMAL
Saturday, July 15, 2006
Caros amigos
Acordo sexta-feira cheio de apetite, mil coisas me esperam, além do inesperado da periferia. Passo no Inca estúdio de artes no capão redondo para falar com o South, sobre algumas idéias. Lá tá o tico e o Atrês, muitos planos pro futuro. Saindo encontro o Férrez, e resolvemos trocar umas idéias na padaria para tomar umas cervejas, aliás, só eu tomei, ele tomou chá, café e guaraná (argh!). Falamos de muitas coisas, periferia, são paulo, literatura, gente, rap, enfim. Fazia muito tempo que a gente não conversava tanto, e sobre tantas coisas. Mil fitas acontecendo e a gente no meio de tudo, muita responsa, muita informação. Sai fortalecido.
À noite encontro cleone, amigo da antiga, para dar corda no passado e suspirar sobre o futuro, mais fortaleza, Ah, antes falei com o Buzo e o K2 pelo telefone, mais progresso. De lá saimos para uma pizzaria no Jardim Roberto, periferia de Taboão da Serra, para comemorar o aniversário de outro amigo, Aladim. Fomos eu, Sônia, Cema, o próprio aniversariante, serginho e a cida, sua esposa. A noite estava propicia para um rolê com a família, então nos deixamos levar.
Sábado pela manhã olho a agenda e tem alguns lugares que tenho que ir, responsa.
Mas antes tem um jogo de futebol com o pessoal do projeto samba da hora na piraporinha, com certeza iria rolar um samba. São amigos de longa data, décadas. Carai, tô na maior adrenalina, faz tempo que não converso com eles.
Miltinho, Samuca, Chuca, petróleo, junior, zueba, asduba, nerinho, marcos, putz, uma viagem ao passado. Mais papo bom, mais respeito, mais amizade. Pensei como a vida tem sido generosa comigo, apesar de tudo e de todos. A periferia continua linda, só por causa que essas pessoas existem. Palmas pra eles! Mais Palmas!
Só no final falaram do meu novo livro, como se eu nunca fosse poeta, apenas amigo. Também foi bom esta falta de massagem no ego. Porque também não falamos dos empregos que eles têm. Nada mais justo. A vaidade ficou sem assunto, mais progresso.
Amo meus amigos, amo a periferia, são tudo que eu tenho, e foi tudo que eu consegui, e é tudo que ninguém pode me roubar, tributar, julgar.
Amor: amigos e periferia, antídoto, para tudo o que São Paulo se tornou.
no centro do universo,
sérgio vaz
À noite encontro cleone, amigo da antiga, para dar corda no passado e suspirar sobre o futuro, mais fortaleza, Ah, antes falei com o Buzo e o K2 pelo telefone, mais progresso. De lá saimos para uma pizzaria no Jardim Roberto, periferia de Taboão da Serra, para comemorar o aniversário de outro amigo, Aladim. Fomos eu, Sônia, Cema, o próprio aniversariante, serginho e a cida, sua esposa. A noite estava propicia para um rolê com a família, então nos deixamos levar.
Sábado pela manhã olho a agenda e tem alguns lugares que tenho que ir, responsa.
Mas antes tem um jogo de futebol com o pessoal do projeto samba da hora na piraporinha, com certeza iria rolar um samba. São amigos de longa data, décadas. Carai, tô na maior adrenalina, faz tempo que não converso com eles.
Miltinho, Samuca, Chuca, petróleo, junior, zueba, asduba, nerinho, marcos, putz, uma viagem ao passado. Mais papo bom, mais respeito, mais amizade. Pensei como a vida tem sido generosa comigo, apesar de tudo e de todos. A periferia continua linda, só por causa que essas pessoas existem. Palmas pra eles! Mais Palmas!
Só no final falaram do meu novo livro, como se eu nunca fosse poeta, apenas amigo. Também foi bom esta falta de massagem no ego. Porque também não falamos dos empregos que eles têm. Nada mais justo. A vaidade ficou sem assunto, mais progresso.
Amo meus amigos, amo a periferia, são tudo que eu tenho, e foi tudo que eu consegui, e é tudo que ninguém pode me roubar, tributar, julgar.
Amor: amigos e periferia, antídoto, para tudo o que São Paulo se tornou.
no centro do universo,
sérgio vaz
Friday, July 14, 2006
COLECIONADOR DE PEDRAS, 20 ANOS DE POESIA!!
POESIA CONTRA A VIOLÊNCIA
Poesia contra a violência é o nome do projeto que comecei a realizar nas escolas públicas da periferia de São Paulo, desde 1997. Esta escola é em Taboão da Serra (EE Nicodemos Denoel Eler) no Jardim Panorama. A partir destes encontros com a molecada que eu resolvi escrever o livro " A poesia dos deuses inferiores", totalmente voltado para as pessoas que nunca tiveram contato com a literatura. O tamanho da letra, a diagramação e, principalmente, a humildade da poesia que foi totalmente dedicado a esta turma da perifa.
No começo do projeto, eu, arrogantemente, achava que estava ajudando a rapaziada a se interessar por literatura e pensava que estava ajudando alguém, tolo engano, depois de tanto tempo realizando os bate-papos, foi eu quem mais aproveitou, quem mais recebeu em troca. Depois de tanto tempo, essa molecada me transformou num homem melhor, devo muito a esses encontros. Outro dado importante foi que eu descobri que todos eles gostam de poesia, mesmo sem saber, e que a maioria dos professores é que não gostam de ler, por isso não incentivam. Aprendi que o professor da periferia, na sua grande maioria, não basta ensinar, tem que aprender também, e muito, e todo dia. Há professores ruins ( o estado incentiva essa minoria), mas os bons, os educadores, são sonhadores, autênticos poetas. Fodam-se os maus.
Nada me deixa mais contente quando tenho que ir às escolas da periferia, por isso até hoje o projeto está de pé, e por incrível que pareça, hoje falo muito mais aos professores do que alunos.
Obrigado aos bons professores pelo sucesso do projeto.
À molecada, muito amor.
Muito amor.
A gente se encontra no futuro.
O Projeto POESIA CONTRA A VIOLÊNCIA faz parte dos meus vinte anos de poesia.
Sérgio Vaz
Poesia contra a violência é o nome do projeto que comecei a realizar nas escolas públicas da periferia de São Paulo, desde 1997. Esta escola é em Taboão da Serra (EE Nicodemos Denoel Eler) no Jardim Panorama. A partir destes encontros com a molecada que eu resolvi escrever o livro " A poesia dos deuses inferiores", totalmente voltado para as pessoas que nunca tiveram contato com a literatura. O tamanho da letra, a diagramação e, principalmente, a humildade da poesia que foi totalmente dedicado a esta turma da perifa.No começo do projeto, eu, arrogantemente, achava que estava ajudando a rapaziada a se interessar por literatura e pensava que estava ajudando alguém, tolo engano, depois de tanto tempo realizando os bate-papos, foi eu quem mais aproveitou, quem mais recebeu em troca. Depois de tanto tempo, essa molecada me transformou num homem melhor, devo muito a esses encontros. Outro dado importante foi que eu descobri que todos eles gostam de poesia, mesmo sem saber, e que a maioria dos professores é que não gostam de ler, por isso não incentivam. Aprendi que o professor da periferia, na sua grande maioria, não basta ensinar, tem que aprender também, e muito, e todo dia. Há professores ruins ( o estado incentiva essa minoria), mas os bons, os educadores, são sonhadores, autênticos poetas. Fodam-se os maus.
Nada me deixa mais contente quando tenho que ir às escolas da periferia, por isso até hoje o projeto está de pé, e por incrível que pareça, hoje falo muito mais aos professores do que alunos.
Obrigado aos bons professores pelo sucesso do projeto.
À molecada, muito amor.
Muito amor.
A gente se encontra no futuro.
O Projeto POESIA CONTRA A VIOLÊNCIA faz parte dos meus vinte anos de poesia.
Sérgio Vaz
SE LIGA NA PROGRAMAÇÃO LITERÁRIA!
FLAP
A FLAP é uma proposta independente para fazer um contraponto à FLIP, ou seja, uma proposta para a discussão e a manifestação da nova literatura que está sendo feita por novos autores que estão à margem das grandes editoras. Uma tentativa de abrir espaços para as novas vozes que estão surgindo.
FLAP!
Rio de Janeiro
Dias 22 e 23 de julho
RJ: Sábado, dia 22, 10h
Arena Livre – Onde Estamos?
Mesa: Thiago Ponce
Poeta
- Antonio Vicente Pietroforte
Prof. da Lingüística, FFLCH-USP
- Marcus Alexandre Motta
Prof. de Literatura Portuguesa e Artes, UERJ
- Virna Teixeira
Poeta
- André Gardel (a confirmar)
Poeta. Prof. de Lit. Brasileira e Portuguesa na UniverCidade
RJ: Sábado, dia 22, 12h
Periferias?
Mesa: Pedro Tostes
Escritor, Poesia Moloque(i)rista
Conferência:
Cultura Contemporânea: Redefinição do Centro e da Periferia
Affonso Romano de Sant'Anna
Escritor e Crítico Literário
RJ: Sábado, dia 22, 15:30h
Gestão de Políticas Culturais
Mesa: Raphael Vidal
Revista Bagatelas
- Jorge Rocha
Escritor e Jornalista
- Anna Paula Martins
Editora, Dantes
- Arnaldo Niskier (a confimar)
Jornalista, educador, administrador
- Carlos Machado (a confimar)
Curadoria, CCBB
RJ: Domingo, dia 23, 12h “...malditosneobarrocoslanguagemarginais neoconcretosmalarmaicosdrummondanos
diluidores..."
Mesa: Priscila Andrade
Poeta
- Marcelo Diniz (a confirmar)
Poeta e Professor
- Afonso Henriques Neto
Poeta
- Sérgio Cohn
Poeta, Editor da Azougue Editorial
- Chacal
Poeta
- Leila Míccolis (a confirmar)
Escritora de livros, cinema, teatro e TV. Co-editora de Blocos Online
RJ: Domingo, dia 23, 15:30h
Arena Livre – Para Onde Vamos?
Mesa: Marcelino Freire
Escritor
- Claudia Roquette-Pinto
Poeta
- Maria Rezende
Poeta
- Fabio Aristimunho Vargas
Poeta
- Francisco Bosco
Ensaísta
FLAP!
São Paulo
Dias 29 e 30 de julho
SP: Sábado, dia 29, 10h
Arena Livre – Onde Estamos?
Mesa: Eduardo Lacerda
Poeta, Editor do O Casulo
- José Antonio Pasta Jr.
Prof. de Lit. Brasileira, FFLCH-USP
- Frederico Barbosa
Poeta e Diretor da Casa das Rosas
- Manuel da Costa Pinto
Crítico Literário
- Xico Sá
Escritor
- Tarso de Melo
Poeta
SP: Sábado, dia 29, 12h
Periferias?
Mesa: Allan da Rosa
Poeta, Edições Toró
- André du Rap (a confirmar)
Rapper e escritor
- Bruno Zeni
Escritor e crítico literário
- Ferréz
Escritor
- Sérgio Vaz
Poeta
- Sérgio Bianchi
Cineasta
SP: Sábado, dia 29, 15:30h
Gestão de Políticas Culturais
Mesa: Victor del Franco
Poeta
- Donny Correia
Poeta, Coordenador Cultura, Casa das Rosas
- Carlos Augusto Machado Calil (a confirmar)
Secretário Municipal de Cultura (SP)
Prof. Audiovisual ECA-USP
- Maria Silvia Betti
Depto. Letras Modernas, FFLCH-USP
- Ademir Assunção
Poeta
- Soninha Francine
Vereadora
SP: Domingo, dia 30, 12h “...malditosneobarrocoslanguagemarginais neoconcretosmalarmaicosdrummondanos
diluidores..."
Mesa: Marcelo Rezende
Jornalista e Escritor
- Ricardo Lísias
Escritor e Crítico Literário
- Luiz Ruffato
Escritor
- Claudio Willer
Poeta
- Cláudio Daniel
Poeta, Editor da Zunái
SP: Domingo, dia 30, 15:30h
Arena Livre – Para Onde Vamos?
Mesa: Daniela Oswald Ramos
Poeta
- Ivan Marques
Jornalista, Editor do Entrelinhas, TV Cultura
- Andréa Catropa
Poeta, crítica literária, editora do O Casulo
- Nelson de Oliveira
Escritor
- Dirceu Villa
Poeta
Endereço: Espaço Satyros I
Praça Roosevelt, 214 Centro
São Paulo
*Não há necessidade de inscrição na FLAP, isso é opcional, faz quem quiser.
A inscrição serve como um cadastro das pessoas interessadas no evento.
Para assistir as palestras é só comparecer ao local no horário marcado.
Não precisa comprar ingresso e nem precisa reservar lugar antecipadamente.
A FLAP é uma proposta independente para fazer um contraponto à FLIP, ou seja, uma proposta para a discussão e a manifestação da nova literatura que está sendo feita por novos autores que estão à margem das grandes editoras. Uma tentativa de abrir espaços para as novas vozes que estão surgindo.
FLAP!
Rio de Janeiro
Dias 22 e 23 de julho
RJ: Sábado, dia 22, 10h
Arena Livre – Onde Estamos?
Mesa: Thiago Ponce
Poeta
- Antonio Vicente Pietroforte
Prof. da Lingüística, FFLCH-USP
- Marcus Alexandre Motta
Prof. de Literatura Portuguesa e Artes, UERJ
- Virna Teixeira
Poeta
- André Gardel (a confirmar)
Poeta. Prof. de Lit. Brasileira e Portuguesa na UniverCidade
RJ: Sábado, dia 22, 12h
Periferias?
Mesa: Pedro Tostes
Escritor, Poesia Moloque(i)rista
Conferência:
Cultura Contemporânea: Redefinição do Centro e da Periferia
Affonso Romano de Sant'Anna
Escritor e Crítico Literário
RJ: Sábado, dia 22, 15:30h
Gestão de Políticas Culturais
Mesa: Raphael Vidal
Revista Bagatelas
- Jorge Rocha
Escritor e Jornalista
- Anna Paula Martins
Editora, Dantes
- Arnaldo Niskier (a confimar)
Jornalista, educador, administrador
- Carlos Machado (a confimar)
Curadoria, CCBB
RJ: Domingo, dia 23, 12h “...malditosneobarrocoslanguagemarginais neoconcretosmalarmaicosdrummondanos
diluidores..."
Mesa: Priscila Andrade
Poeta
- Marcelo Diniz (a confirmar)
Poeta e Professor
- Afonso Henriques Neto
Poeta
- Sérgio Cohn
Poeta, Editor da Azougue Editorial
- Chacal
Poeta
- Leila Míccolis (a confirmar)
Escritora de livros, cinema, teatro e TV. Co-editora de Blocos Online
RJ: Domingo, dia 23, 15:30h
Arena Livre – Para Onde Vamos?
Mesa: Marcelino Freire
Escritor
- Claudia Roquette-Pinto
Poeta
- Maria Rezende
Poeta
- Fabio Aristimunho Vargas
Poeta
- Francisco Bosco
Ensaísta
FLAP!
São Paulo
Dias 29 e 30 de julho
SP: Sábado, dia 29, 10h
Arena Livre – Onde Estamos?
Mesa: Eduardo Lacerda
Poeta, Editor do O Casulo
- José Antonio Pasta Jr.
Prof. de Lit. Brasileira, FFLCH-USP
- Frederico Barbosa
Poeta e Diretor da Casa das Rosas
- Manuel da Costa Pinto
Crítico Literário
- Xico Sá
Escritor
- Tarso de Melo
Poeta
SP: Sábado, dia 29, 12h
Periferias?
Mesa: Allan da Rosa
Poeta, Edições Toró
- André du Rap (a confirmar)
Rapper e escritor
- Bruno Zeni
Escritor e crítico literário
- Ferréz
Escritor
- Sérgio Vaz
Poeta
- Sérgio Bianchi
Cineasta
SP: Sábado, dia 29, 15:30h
Gestão de Políticas Culturais
Mesa: Victor del Franco
Poeta
- Donny Correia
Poeta, Coordenador Cultura, Casa das Rosas
- Carlos Augusto Machado Calil (a confirmar)
Secretário Municipal de Cultura (SP)
Prof. Audiovisual ECA-USP
- Maria Silvia Betti
Depto. Letras Modernas, FFLCH-USP
- Ademir Assunção
Poeta
- Soninha Francine
Vereadora
SP: Domingo, dia 30, 12h “...malditosneobarrocoslanguagemarginais neoconcretosmalarmaicosdrummondanos
diluidores..."
Mesa: Marcelo Rezende
Jornalista e Escritor
- Ricardo Lísias
Escritor e Crítico Literário
- Luiz Ruffato
Escritor
- Claudio Willer
Poeta
- Cláudio Daniel
Poeta, Editor da Zunái
SP: Domingo, dia 30, 15:30h
Arena Livre – Para Onde Vamos?
Mesa: Daniela Oswald Ramos
Poeta
- Ivan Marques
Jornalista, Editor do Entrelinhas, TV Cultura
- Andréa Catropa
Poeta, crítica literária, editora do O Casulo
- Nelson de Oliveira
Escritor
- Dirceu Villa
Poeta
Endereço: Espaço Satyros I
Praça Roosevelt, 214 Centro
São Paulo
*Não há necessidade de inscrição na FLAP, isso é opcional, faz quem quiser.
A inscrição serve como um cadastro das pessoas interessadas no evento.
Para assistir as palestras é só comparecer ao local no horário marcado.
Não precisa comprar ingresso e nem precisa reservar lugar antecipadamente.
Thursday, July 13, 2006
Foto: Eduardo Toledo www.otaboanense.com.br
Deixa o sol
secar as lágrimas
das tuas dúvidas
para que possa tragar
o lume das estrelas
que ostenta na escuridão.
Sorria,
para delírio das sombras
espalhadas pelo vento
ao longo da caminho,
só então entenderá o porque do brilho.
Sérgio Vaz
COLECIONADOR DE PEDRAS, 20 ANOS DE POESIA!!
Esta foto foi tirada na Rocinha no Rio de Janeiro no ano 2000, onde lancei meu livro Pensamentos Vadios a convite do Jocelino, da rádio rocinha. Carlos Costa, da ONG rocinha 21, Soca Fagundes e o fotógrafo Nando Dias, todos da comunidade, também deram muita força para o evento. Fui três vezes na Rocinha, esta foi a segunda. Ainda guardo o carinho desses amigos que foram tão gentis com a minha poesia e com o meu trabalho. Hoje troquei umas palavras com o Carlinhos Costa pela internet, por isso bateu esta saudade.
Não podia falar de 20 anos de poesia sem falar do lançamento do meu livro na Rocinha...Tenho até hoje o boné da escola de samba, cujo o símbolo é uma borboleta, nada mais poético. Rocinha, parece que foi ontem. Saudades.
SV
TEATRO NA PERIFERIA
Manicômicos recebendo o prêmio Cooperifa

A Cia. Teatral ManiCômicos
apresenta o espetáculo
Perfeição – Quando a Tempestade Nasce das Luzes
no pátio da UBS Parque Santo Antônio no próximo sábado, dia 15/07 às 15h.
LOCAL: Pátio da UBS Parque Sto Antonio
(Rua Manoel Bordalo Pinheiro, 100, Pq. Santo Antonio
LOCAL: Pátio da UBS Parque Sto Antonio
(Rua Manoel Bordalo Pinheiro, 100, Pq. Santo Antonio
SARAU DA COOPERIFA, NOITE DE GLÓRIA.
Mais uma vez , apesar de toda violência que o estado nos enfia goela abaixo, o Sarau da Cooperifa se supera, e transforma uma simples noite de quarta-feira em feriado espiritual. Quase quatrocentas pessoas se renderam a paz, que em São Paulo, só a poesia pode oferecer. Dentro do bar o o lugar estava tomado, na rua em frente, na praça... quanta gente linda.
Gente de todo lugar, Dinho K2 do Rio de Janeiro, Alessandro Buzo e o pessoal da DGT filmes do Itaim Paulista, uma Vã veio de Campinas com o pessoal da CPFL, Alunos da escola Gil Vicente ( da quebrada) e os poetas de sempre, 50. Sim 50 poetas! E a estrela maior, a comunidade.
Em chamas somente os corações dos poetas, que em cinzas derramavam seus poemas nos quatro cantos do Zé Batidão, que, de propósito, não levou extintores. Queima! Queima!
O sarau acabou às 11hs15 e tinha gente pra falar, gente chegando para desfrutar apenas o finalzinho antes de chegar em casa. Dormir sem ouvir os poetas da cooperifa, nem pensar. Que sintonia!
Páginas da Vida. Ontem escrevemos a nossa. Será que a regina Duarte sentiu a falta da gente em frente ao televisor? Lembrei-me de Cazuza "Brasil mostra a sua cara, quero ver quem paga... "
Ontem também distribuimos Livros, Revistas e Fanzines gratuitamente, ou seja, traficamos informação à luz do luar. Isto se chama REVOLUÇÃO, sem a letra R.
Aos teóricos que adoram filosofar sobre a vida, e que de braços cruzados conseguem apontar os erros das pessoas que lutam, e não se cansam do discurso vazio e retórico para as moscas que gravitam na órbita da bosta - que é o "discurso sem a prática"-, cuidado, O tempo é o senhor de todas as respostas!
Sorrisos largos, mas pronto para briga,
Sérgio Vaz
poeta e órfão de pátria
Wednesday, July 12, 2006
COLECIONADOR DE PEDRAS, 20 ANOS DE POESIA!!
Este ano comemoro vinte anos de poesia, e, em breve, sai o livro Colecionador de pedras, para comemorar em grande estilo esta data. Até lá vou colocar no meu blog algumas passagens destas duas décadas dedicadas à poesia e à periferia, tema constante dos meus versos, para que todos possam entender o porque do livro se chamar colecionador de pedras.
O nome do livro é uma idéia simples que eu vi no pára-choque de caminhão "Com as pedras que me atiraram vou construir o castelo da minha morada", parece brega, né? Mas não é. É a mais pura verdade. Este quinto livro é o meu castelo, feito com todas as pedras(dificuldades) que o destino me atirou. É uma coleção de todos os "nãos" que a vida me impôs. É uma coleção de lágrimas e também de sorrisos que conquistei no cochilo do acaso.
Por isso, até o lançamento, vou contar um pouco dessa história e dos personagens que fizeram e fazem parte dessa grande pedreira que é estar vivo, e mais do que estar vivo, ser um sonhador.
Condutor dos meus dias,
Sérgio Vaz
Dá-lhe Poesia!
SARAU DA ALDEIA
dia 15 de julho a partir das 18hs
Em frente à Biblioteca Municipal
Rua Nossa Senhora do Rosário, 245
- centro - Embu das artes - SP
F.4785.3563
CINEMA NA COOPERIFA
"Quem tem olhos de ver que veja
Quem tem ouvidos de ouvir que ouça"
Documentário: Direitos Esquecidos: Moradia na Periferia
Semi- Produzido: MTST ( Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)- Acampamento Chico Mendes.
Exibido por determinação da Justiça em setembro de 2005 na Rede TV,como forma de punição ao Apresentador João Kleber..
Um registro da luta do povo pobre que respira dignidade.
Apoio: VAI / Selco - Festival Latino da Causa Obreira
Local: Cooperifa - Bar do Zé Batidão
Dia 19/07 às 20:00
Quem tem ouvidos de ouvir que ouça"
Documentário: Direitos Esquecidos: Moradia na Periferia
Semi- Produzido: MTST ( Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)- Acampamento Chico Mendes.
Exibido por determinação da Justiça em setembro de 2005 na Rede TV,como forma de punição ao Apresentador João Kleber..
Um registro da luta do povo pobre que respira dignidade.
Apoio: VAI / Selco - Festival Latino da Causa Obreira
Local: Cooperifa - Bar do Zé Batidão
Dia 19/07 às 20:00
Tuesday, July 11, 2006
Sunday, July 09, 2006
Cotidiano - "Todo dia ela faz tudo sempre igual..."
Cotidiano
O destino é o jogo dos deuses.
Sabendo disso
O peão montou no cavalo
Subiu na torre
E seqüestrou a rainha,
Na frente do bispo
Para surpresa do rei,
Que se distraía
Numa partida de dominó
Quando tudo isso acontecia.
Sérgio Vaz
O destino é o jogo dos deuses.
Sabendo disso
O peão montou no cavalo
Subiu na torre
E seqüestrou a rainha,
Na frente do bispo
Para surpresa do rei,
Que se distraía
Numa partida de dominó
Quando tudo isso acontecia.
Sérgio Vaz
Guerreiras da Cooperifa
Harume, poeta da CooperifaNo quintal da minha casa, bem ali, observo um fenômeno
Aquela árvore seca de vida agora tem folhas daquele verde
E flores amarelas que gostam de grudar nos cabelos do cavaleiro
Tem exércitos de formigas achatadas
Tem de novo o carinho do vento
E sons de visitantes voadores
O vôo das andorinhas são
melodia
que preparam o dia
pra chuva
As libélulas
Acreditam em tudo o que brilha
Para por seus ovos.
Harume
Friday, July 07, 2006
SEGUNDA-FEIRA TEM CAFÉ LITERÁRIO
A SECRETARIA DE EDUCAÇÃO, CULTURA, CIÊNCIA E TECNOLOGIA
APRESENTA:
CAFÉ LITERÁRIO DE TABOÃO DA SERRA
RECITAL, LEITURAS DE TEXTOS, PROSA E INTERVENÇÕES LÍTERO-MUSICAIS.
APRESENTAÇÃO DO POETA SÉRGIO VAZ
Dia 10 de julho (segunda-feira) 19hs
LOCAL: AUDITÓRIO DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
RUA ELZABETA LIPS, 166 TABOÃO DA SERRA- CENTRO
ENTRADA FRANCA
Thursday, July 06, 2006
Sarau da Cooperifa, mil e uma noites numa só.

SARAU DA COOPERIFA, MIL E UMA NOITES NUMA SÓ.
Povo lindo, povo inteligente,
o Sarau da Cooperifa de ontem estava pura magia, muito amor! muito amor!
Umas terezentas pessoas atenderam o chamado da poesia e se espremeram no quilombo cultural que se tornou o boteco do zé Batidão.
A Comunidade e os poetas da periferia se comportaram como deuses, tamanho respeito e comunhão para um com o outro. Acho que é isso que os intelectuais (argh!) chamam de humanidade.
Não teve pra ninguém, a perifa , ontem, viveu uma das noites mais lindas que o universo produziu. Precisava ver a lua suspensa no céu, toda molhada, tamanha excitação.
Caralho mano, tô feliz demais. A gente tá aprendendo a gozar!
Pois, apesar de tudo, e de todos, estamos achando uma brecha pra sorrir, abraçar, organizar; falar da vida, com ternura e raiva, mas sem rancor, sem se achar, sem aquele dircurso de merda "do revolucionário" de botequim.
Os teóriocos, como diaria o poeta Carlos Silva:" vão pra puta que os pariu!"
Estamos descobrindo, através da poesia, que podemos ser nós mesmos sem a interferência de outras pessoas, parece loko? Nem tanto. Ser "nós mesmos", significa não ser o Prozac de uma parte da classe média. Pra nós já um grande avanço.
A certa altura do sarau era possível identificar a alma de cada um que se despreendia do corpo para conhecer outras almas. Era possível ver as faíscas incandescentes salpicando nos olhos das pessoas que pareciam estar num transe coletivo, tamanha harmonia. Deus, se existe, acho que estava lá, pois no meio de tudo isso e de tantas pessoas, tinha uma cadeira vazia, tenho quase certeza que era ele. Que os fanáticos doentes me perdoem, mas se ele existe, ele estava lá.
Outros deuses e deusas também estavam lá, e se pronunciaram através da poesia, da música, do teatro, ou, simplesmente, pelo respeito e na humildade do aplauso.
Falando em divindades, as nossas Deusas(guerreiras) estão cada dia mais maravilhosas e são as que mais chegam perto do ser humano ideal. A postura feminina do sarau é a coisa mais linda do mundo. Elas são o nosso milagre: beleza e dignidade. (Estou de joelhos enquanto escrevo sobre elas).
Pra finalizar, pois a felicidade é efêmera, encerramos com um autêntico Blues do Mississipi tocado na gaita do nosso amigo Peu, acompanhado das cordas de Wésley Noog, e improvisos de Zinho Trindade, Cocão, William e Jairo. B B king também estava lá. Aliás, acho que muita gente que estava lá, está lá até agora.
No mais, nada mais justo que festejar pequenas batalhas e se preparar para as guerras maiores, que venham!
Apesar do sorriso nos lábios, nossos punhos estão cerrados. Mas pra todos aqueles que nos amam, e não importa quem e nem de onde, nossos corações estão de braços abertos pedindo pra abraçar. "Tristeêza, por favor vai emboóra..."
"Ei, Parreira, vai tomar no cu". ha ha ha ha ha.
Muito amor.
Tomado de esperança por um Brasil melhor,
Sérgio Vaz
poeta da periferia
Wednesday, July 05, 2006
TV RAP BRASIL
NO AR: TV RAP BRASIL!!!!www.magazinerapbrasil.com
Agora você pode assistir entrevistas, matérias, shows, videoclipes e muito mais na Internet.
É o site da revista RAP Brasil trazendo as ruas online.
Acesse www.magazinerapbrasil.com para ver a cultura Hip-Hop na Internet.
Obs: Na TV RAP Brasil o espaço está aberto para os interessados em divulgar o seu material audiovisual, é só entrar em contato!
AJUDE-NOS A DIVULGAR ESSE NOVO VEICULO DE COMUNICAÇÃO!!!!!
PASSE PARA SEUS AMIGOS!!!!
O HIP-HOP AGRADECE!!!!
85 LETRAS E UM DISPARO
SACOLINHA LANÇA SEGUNDO LIVRO EM AGOSTO.
Dia 08 de agosto (terça),
lançamento do segundo livro do escritor periférico SACOLINHA,
"85 Letras e um Disparo", um livro de contos.
Prefácio de Moacyr Scliar.
Editora Ilustra
Agende-se
Local: Centro Cultural de Suzano Rua Benjamin Constant, 682
Centro - Suzano - S.P
Informações: (11) 4747-4180
Dia 08 de agosto (terça),
lançamento do segundo livro do escritor periférico SACOLINHA,
"85 Letras e um Disparo", um livro de contos.
Prefácio de Moacyr Scliar.
Editora Ilustra
Agende-se
Local: Centro Cultural de Suzano Rua Benjamin Constant, 682
Centro - Suzano - S.P
Informações: (11) 4747-4180
Tuesday, July 04, 2006
TERÇA-FEIRA POÉTICA
POESIA CONTRA A VIOLÊNCIA
Hoje vou estar na E.E. JULIETA CALDA FERRAZ, em Taboão da Serra às 19hs.
Vai rolar um bate-papo, recital, incentivo à leitura e cidadania com os alunos.
Mas também é aberto ao público.
Alguém tá afins?
Abs.
sérgio Vaz
Rua Avelina Nogueira do Prado, 257 Jd. Monte Alegre
Taboão da Serra-SP
F: 4701.4673
Hoje vou estar na E.E. JULIETA CALDA FERRAZ, em Taboão da Serra às 19hs.
Vai rolar um bate-papo, recital, incentivo à leitura e cidadania com os alunos.
Mas também é aberto ao público.
Alguém tá afins?
Abs.
sérgio Vaz
Rua Avelina Nogueira do Prado, 257 Jd. Monte Alegre
Taboão da Serra-SP
F: 4701.4673
Monday, July 03, 2006
IRONIA
BençãoHoje
Dalmo
é pastor da igreja do universo.
Mas antes do divino chamar
Foi bandido muito perigoso.
Roubou
Matou,
E gaba-se
de nunca ter sido preso.
Diz que sempre
Foi abençoado por Deus.
Já as suas vítimas,
sempre comeram o pão
Que o diabo amassou.
Sérgio Vaz
Sunday, July 02, 2006
MESTRE SALA DOS MARES
João Cândido (a chibata da revolta)João
Nasceu Candido,
Mas de Candido não tinha nada.
Seu corpo
Teve a benção do sul
O coração,
Sobre o mar azul,
Veio da África.
Ainda moleque
Descobriu que era galo de rinha
O negrinho sem breque
Sem vento e sem leque
Teve aos seus pés, a marinha.
No barco da morte
Encontrou o destino dos pais
Um tronco no sul
Outro no norte,
Assim era o Bahia
E o navio Minas Gerais.
Era chicote no almoço
Açoite na janta
Os negros no calabouço
Os brancos por cima da prancha.
Mas nem toda dor é perene
Ou se vai com as marés,
A mão negra
Conspirou contra o leme
E a revolta surgiu do convés.
Ao som das trombetas
Os marujos de baionetas
Tomaram os cascos
Onde era servidos água com pão.
Onde rugia o som do carrasco
E grito de capitão
Nesse dia só se ouvia,
a voz do porão.
O rufar dos tambores
De couro e de lata
De todas as dores
Por todas as datas,
Ao som de canhão
Ou em doce serenata,
Vão contar a história de João
Um negro almirante
Que ultrajou a chibata.
Sérgio Vaz
COLECIONADOR DE PEDRAS, O LIVRO
Jujú carabinaNão acredito em bruxas
Nem acredito em duendes,
Mas conheço uma menina
Que come cristais
E boceja estrelas.
Ela planeja o sorriso
Como quem maneja
Uma vara de condão.
A porta dos olhos-
Sempre aberta-,
São para levá-la a outros
Planos astrais.
satélite
Com asas de borboletas,
Ela navega pelo universo
Lépida como um poema
Que acaba de acordar.
Mas o que quer a espoleta
É o verso encabular
Desarrumar os teoremas
Só pra gravitar
Na órbita dos mortais.
No mundo da lua
Todos conhecem essa fada traquina
Que encarnou na plenitude
A sua alma de menina
Para a infinitude
Dos seus ancestrais.
Por aqui
É comum vê-la,
Quando despenca das nuvens,
Dando nome as flores
Ou, simplesmente,
Regando sonhos nos quintais.
Sérgio Vaz
Saturday, July 01, 2006
SENAC PENHA APRESENTA:
ENCONTRO - LEITURA E INCLUSÃO SOCIAL
Programação:
Dia 07.06 Sexta-feira
10 horas: Abertura
10h40: Palestra: Incentivo à Leitura no Cotidiano
Allan das Rosas (Ação Educativa)Articulador do Núcleo de Literatura Periférica da organização social Ação Educativa, historiador e autor do livro VÃO (Poesia, 2005).
14 horas: Palestra: Leitura e Inclusão Silnia Prado (Fundação Educar)Historiadora e coordenadora editorial da Fundação Educar DPaschoal.
Atua no desenvolvimento e na produção de literatura Infanto-juvenil, voltada à distribuição gratuita de livros à escolas públicas, organizações sociais e bibliotecas.
16 horas: Palestra: Biblioteca Viva - Mudando a HistóriaMaria do Carmo Krehan (Fundação Abrinq) Socióloga e coordenadora do Projeto Mudando a História, da Fundação Abrinq.
Workshop: jovens mediadores participantes dos projetos Biblioteca Viva
19 horas: Sarau Sergio Vaz
Criador da Cooperifa (cooperativa cultural da periferia), movimento cultural que realiza saraus em bares da periferia da zona sul de São Paulo. Autor do projeto Poesia contra a violência, realizado em escolas públicas.
Senac Penha
Endereço: Rua Francisco Coimbra, 403. Penha SP-SP
(11) 2135-0300 /2135-0348
Programação:
Dia 07.06 Sexta-feira
10 horas: Abertura
10h40: Palestra: Incentivo à Leitura no Cotidiano
Allan das Rosas (Ação Educativa)Articulador do Núcleo de Literatura Periférica da organização social Ação Educativa, historiador e autor do livro VÃO (Poesia, 2005).
14 horas: Palestra: Leitura e Inclusão Silnia Prado (Fundação Educar)Historiadora e coordenadora editorial da Fundação Educar DPaschoal.
Atua no desenvolvimento e na produção de literatura Infanto-juvenil, voltada à distribuição gratuita de livros à escolas públicas, organizações sociais e bibliotecas.
16 horas: Palestra: Biblioteca Viva - Mudando a HistóriaMaria do Carmo Krehan (Fundação Abrinq) Socióloga e coordenadora do Projeto Mudando a História, da Fundação Abrinq.
Workshop: jovens mediadores participantes dos projetos Biblioteca Viva
19 horas: Sarau Sergio Vaz
Criador da Cooperifa (cooperativa cultural da periferia), movimento cultural que realiza saraus em bares da periferia da zona sul de São Paulo. Autor do projeto Poesia contra a violência, realizado em escolas públicas.
Senac Penha
Endereço: Rua Francisco Coimbra, 403. Penha SP-SP
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