Wednesday, November 29, 2006
LANÇAMENTO DO LIVRO COLECIONADOR DE PEDRAS
Prêmio Hutuz: amigos premiados
VALEU. Vocês fazem por merecer.
Miltão do MNU.
OI Sergio. Parabéns à você e a todo o pessoal que faz do Cooperifa um dos movimentos mais representativos da cultura popular brasileira neste momento. Abraços.
Haroldo Oliveira.
Oi Sergio!!!!
Fiquei super feliz que vocês receberam o Prêmio Hutuz - também me senti premiada, afinal...
É TUDO NOSSO!!!!!!!!!
Bjks
Lilian Santiago
parabéns pelo premio hutuz sergião.merecido pelo trabalho da cooperifa.
abraços
MC Preto viela 17
VALEU POETA.
King Nino Brow
Rosi Campos
Meus LemonsParabénzzz Sergião e toda Cooperifa.
Pela premiação do HUTUZ.Muiita PAZ aê meus brothers !!!!!
Walter Limonada
sergio em poucas palavras vos digo parabéns pelo premio Coperifa tamo junto truta!!!!!!!!
José Arnaldo
já parabenizei pessoalmente, mas queria parabenizar novamente pelo hutuz... Parabéns
Nando Tau
Tuesday, November 28, 2006
A COOPERIFA GANHA PRÊMIO HUTUZ
Monday, November 27, 2006
COOPERIFA GANHA PRÊMIO HUTUZ
Wednesday, November 22, 2006
PRÊMIO HUTUZ
Tuesday, November 21, 2006
COLECIO NADOR DE PEDRAS, 20 ANOS DE POESIA
Esta aí o menino que já vai nascer com vinte anos de idade. Um dos motivos das noites mal dormidas e a falta de tempo para muitas coisas que eu gosto de fazer. Muitos dias sem ver algumas pessoas que amo demais, e muitas ausências em lugares que era necessário ir, e eu não fui. Que todos saibam me perdoar.
Eis a cara da minha coleção de pedras, que, por arrogância, chamo de poemas, feita pelo pincel do artista BNE (vadiagi) que mora no Jardim leme, em Taboão da Serra. O livro ainda tem textos de Nelson Maca (Blackitude-Ba), Toni C. (vermelho). Produção da capa do Jornalista Eduardo Toledo e fotos do Jefferson dias. A Diagramação ficou por conta da Harumi e a revisão de Marcelo Beso, ambos poetas da Cooperifa. Com esse time, mais em casa impossível.
Queria dizer que a produção espiritual ficou por conta da família Cooperifa.
O apoio de Ali Sati, Eurotur Turismo, foi fundamental.
A força da família, que soube empinar pipa comigo nos dias sem vento.
às ruas que sempre foram fonte de inspiração para a minha transpiração, eis as pedras encarnadas em poesia.
Tá para ouvir o baticum do meu coração?
Caralho, não foi fácil esperar a minha vez, que puta ano para a literatura marginal e da periferia, como a quiserem chamar.O mais importante é que estamos aí e chegamos pra ficar.
Apesar do cerol do dia-a-dia, tô muito feliz.
Sintam-se abraçados.
É tudo nosso!
Sérgio Vaz
HAMILTON BORGES - BA
Para os Combatentes da Cooperifa
Cada um combate como pode, alguns combatem como querem, outros combatem se quiserem e esse é o jogo. Sobreviver, sempre depende de saber jogar o jogo, para nós os negros e as negras. Combater toda sorte de opressão para continuarmos vivos e vivas. Combater essas coisas que nos eliminam dia após dia, desde o espírito. Seu espírito fica fraco se alguém te desconhece, te desqualifica, te nega a historia que seus antepassados deixaram pelo planeta afora, esta é a senha, combatemos por temos um compromisso com nossos e nossas ancestrais.
Alguns combatem no parlamento, outros combatem nos tribunais, existem aqueles que combatem nas chamadas estruturas, por dentro delas, silenciosos, gentis, bem educados “pelas tais das beiradas”.
Para nós o recurso último do combate são as ruas, o enfrentamento cara a cara com o inimigo, de frente, as vezes vamos desarmados, frágeis, mas vamos, não nos resta nada, apenas o combate franco, estamos fartos e fartas dessa boa educação que nos mutila.
Existe uma onda que transforma tudo em mercadoria, é a abolição das idéias, é a catalogação do espírito é a cotação da coragem na bolsa de valores espúrias, que não pretende mudança alguma, é tudo miragem. Não combatemos por ibope, para ter nossas fotos em uma camisetinha de uma loja de departamentos na próxima década, é mais que isso,é arrebento e, é claro, saímos com nossas seqüelas da guerra, não temos mais saída.
Fazemos parte da campanha Reaja, uma campanha que nasceu da sensibilidade política e necessidade de arrebento do MNU-BA, de um ódio acumulado pelo silêncio cínico dos covardes, muitos liberais e negrinhos integrados, que enquanto percebem levas de corpos pretos assassinados, refestelam-se na festa da igualdade racial. O Reaja caminha pela contramão do integracionismo atônito, os de boa vontade e péssima atitude frente a nossa tragédia cotidiana, esses títeres de retórica refinada nas salas arejadas por ar condicionado, café granulado e muito recurso captado. O Reaja optou pela rua, pela Ira coletiva organizada, pelo brado e expôs a ferida do sistema, e não sem fundamento o Reaja descobriu que a dor é nossa e que ninguém vai chorar nossa dor, só nós, é nós, viva nós, Êa nós.
Entramos descalços na côrte, mal educados, esfarrapados e livres. Sempre soubemos que não seriamos ouvidos facilmente, chamamos a atenção dos inimigos e seus soldados prontos a nos abater, desafiamos o estado a todo tempo, como Desdemona, como Zumbi.
Como Dexter Omena, O mano encarcerado do 509-E, que desafiou os senhores feudais do sistema carcerário, ele que é nosso parceiro e que terá nossa participação na luta por sua liberdade. Somos desse jeito.
Queremos caminhar livremente sem ser achacado pela policia a cada festa de rua (Cassetete, choque elétrico e empurrão)
Queremos que os irmãos e as irmãs do sistema carcerário, sejam tratados com respeito e dignidade, independente do crime que cometeram e que tenham um tratamento jurídico justo.
Queremos que os jovens negros tenham acesso a educação de qualidade, a brincadeira, ao esporte, a diversão.
Queremos uma política cultural descentralizada em nossas cidade que permita a fruição cultural, a formação e a circulação cultural em nossas comunidades.
Queremos o fim do extermino;
O fim da brutalidade policial;
Atendimento digno na saúde;
Emprego;
Respeito aos idosos;
O fim da homofobia;
O fim da drenagem de recursos de nossas comunidades;
Queremos a reforma agrária;
O fim da violência no campo;
A imediata punição dos grupos de extermínio e seus mandantes engravatados, olhos azuis e cachinhos louros;
Queremos a CPI Nordeste para investigar os crimes de extermínio;
A liberdade de Dexter...
A liberdade de Murilo...
A liberdade de Doda.
Queremos ser ouvidos e ouvidas, como sujeitos políticos dentro dessa sociedade corrompida , racista, sexista e homofóbica.
Queremos uma nova sociedade nova.
Simples, desse jeito, nós combatemos.
Hamilton Borges Walê – MNU/BA
Monday, November 20, 2006
FOGO NO PAVIO! FOGO NO PAVIO !

Amor Versus A Guerra
Gog
E bem mais fácil, falar da dor.
E bem mais fácil que dizer que perdoou.
Da mais ibope, chama atenção pros parceiros do mundão, não e não?
Meu vizinho, vacilou se entregou não tive pena,
na seqüência dependência, choro, algema.
Seu refugio, um canto do banheiro,
na porta gritaria,mãe, civil, 6 bombeiros.
Nessa hora realmente o que se faz mais ausente,
nessa hora o melhor se livrar do presente,
e mirar no futuro pra se sentir mais seguro.
Procurar uma luz que clareia esse escuro
Na saída de casa começa o desafio
olhares que condenam inquisidores no cio.
Eu de cá do meu sobrado ganhando a cena,
amizade e amizade, esquema e esquema.
Tava aqui em casa ele quem pediu, quem quis.
Não fui oferecer ele colou com o nariz.
Agora vou dizer, não tenho o mínimo remorso.
Se ele fosse cabeça podia ate ser sócio.
Veja só o que eu consegui com meu trabalho.
Casas, jóias, conta corrente, carros,
nacionais e importados, todos caros,
altos sapatos, casacos raros.
O que cansa e o entra e sai constante,
cliente que conversa expressa bastante
Futrica, pergunta, quem não deve
não aguarda ali mesmo se serve.
Me apresento sou comerciante,
membro da comunidade atuante,
homem que amarra dinheiro com barbante,
sem receio odeio o nome traficante.
Pega mal, parece mercado informal,
me esforço pra ser um bom profissional.
Fornecedores, compradores com horário na agenda,
amizade e amizade, e esquema e esquema.
Consegui sair da fome e da miséria,
sem precisar usar um caderno 10 matérias.
E você com esse olhar estranho....
Pergunta o que eu ganho, o que e que ganho?
-Prestigio, muito fama, sobre a cama mulher dama,
muitos trutas, muita grana, sai do pó, sai lama.
Nunca perde, sempre ganha,
sempre bate, nunca apanha,
ninguém chama pro combate,
ameaça te estranha.
Seu nome corre trecho, na quebrado só respeito,
ate seus erros são aceitos, mandou, falou ta feito.
E pouco pra você?
Parar porque?
Quer me convencer?
O que você tem pra oferecer?
Sou fruto aqui dessa terra.
O amor versus a guerra
REFRAO
O amor, o amor versus a guerra.
O amor, versus a guerra.....
E bem mais fácil, guardar rancor,
e bem mais fácil que dizer que perdoou.
Da mais ibope, chama a atenção,
mas faz mal pro coração.
Esses dias numa festa na favela aqui em cima.
Uma dona me olhou, com olhos tipo quem intima
A moleca era linda, dormi e acordei com aquele olhar.
Bem cedinho subi o morro fui me informar.
Uma convidada mora ali ao lado, vamos lá.
Chegando lá aquele mesmo olhar.
Me apresentei não disse uma palavra.
Sabe quando parece que você não agrada?
Mas que nada, a noite tem balada.
Varias baladas todas, virando a madrugada,
tem pra fumar, pra cheirar nunca falta.
Tem quente, tem gelada.
Segurança, muita arma.
Mas aquela mulher não me saia da cabeça,
vou lá na casa dela aconteça o que aconteça.
Bati palmas, ela saiu,
na seqüência, só acredita, quem viu.
Me tratou mal, me chamou de dito cujo,
disse que não se renderia ao meu dinheiro sujo,
Que não estava em seus planos,
um homem que não viveria ate os 30 anos,
Sem pausa, despejou toda sua ira.
Perguntou se algo como eu respira?
Fúria no olhar, desprezo, palavras cortantes,
o pior adiante, me chamou de traficante.
Sai arrasado, quase bati o carro.
Bebida,bebida, cigarro, cigarro.
- Eu apaixonado por uma moradora da favela?
Alem de petulante, vendedora de panela?
A gente constrói os castelos de areia,
e descobre os erros no frio da cadeia.
Ate acreditava que fosse sujar e eu cair,
mas calculava, tem acerto eu pago pra sair.
Agora aqui, lençol fino, chão gelado,
sem dentes com o rosto deformado.
Todo dolorido, por fora e por dentro,
aqui tortura tem o nome de depoimento.
Adivinha quem me visita no fim de semana?
Quem eu amo sem ter levado pra cama.
Quem?Domingo passado realizou meu desejo,
nosso primeiro beijo.
Paguei o que devia pra justiça do homem,
pro verdadeiro juiz, meu pecado foi ontem.
Uma geração de dependentes foram meus clientes,
presos, mortos, agonia pros parentes.
Lembrei na hora do meu antigo vizinho,
sem contatos 11 anos, mas sei o caminho.
Tremulo, bati palma, entrei tomei café ,
me emocionei com humildade.
Morei anos aqui e nunca notei isso,
vegetei anos aqui eu era um morto vivo.
Demorei, mas perguntei pelo Fabio.
Internado em uma casa de recuperação de drogados.
Só não desmoronei pois já estava preparado.
Diferente, agora me sinto culpado.
A semana toda passei agoniado.
Lá estava eu, madrugada de sábado.
O encontrei no jardim aguando as plantas.
Ali mesmo tivemos uma conversa franca,
ali mesmo ensopei minha camisa branca.
Me senti aliviado, tirei um no da garganta,
a violência com atitude impensada gera.
Não sou mais um entre a ganância e a capela.
(Ah o Fabio, hoje e gerente na fabrica de panela,
também e padrinho da minha filha mais nova, a Gabriela)
Escapei e to aqui só pra concluir,
relatos como o meu são milhares ai.
Faço parte de uma historia que nunca se encerra.
E ate aqui...
O amor venceu a guerra.
REFRAO
O amor, o amor venceu a guerra.
O amor, venceu a guerra..
GOG
PRETO JOTA , Sabedoria de vida, sempre
Coisas da Vida (terra em transe)
Hoje
Eu vi uma criança acordada
comendo pão dormido.
Um homem desempregado
empregando uma arma.
Uma mulher vestida em trapos
lavando roupa cara.
Um policial desalmado
separando um corpo da alma.
Uma menina desnutrida
com a barriga cheia.
Uma bala perdida
procurando uma veia.
Senhoras de joelhos
andando sem destino.
Velhos com olhos vermelhos
chorando como menino.
Poetas loucos
cuspindo razão.
Anjos e demônios
na mesma religião.
A miséria na coleira da fartura
a vida fácil
às custas da vida dura.
Gente sorrindo
com o coração em pranto
surdos ouvindo
a canção dos falsos santos.
Vi mãos calejadas
beijando mãos macias
José nas enxadas
no cabo delas, Maria.
Com mansos olhos de fel
E a boca dura de fera
vi um país no céu
E o inferno na terra.
Sérgio Vaz
UM BOM LUGAR...
SABOTAGE (O INVASOR)MAURO
ERA UM NEGRO DE ASAS.
UM PÁSSARO
COM OS PÉS NO CHÃO.
SOM DE ÉBANO
COM PELE DE COURO,
O MOURO FEZ NINHO NO CANÃO.
O PASSADO,
QUE O FUTURO QUERIA
ESCRITO EM CARVÃO,
DEIXOU DE SER PÓ
PRA SER PÃO,
AO SE VICIAR EM POESIA.
O POETA
DE PLUMAS NEGRAS
E VOZ DE PEDRA
CRAVOU TEU CANTO
PRETO E BRANCO
NAS VIDRAÇAS
DO MUNDO COLORIDO.
FILHO BANTO
EM CARBE E CARCAÇA
SERVIU A TAÇA
COM VIDRO MOÍDO
AOS TRAIDORES DA RAÇA.
NAVEGANTE
DE MARES INSOLENTES
SUA BÚSSOLA
APONTAVA SEMPRE PARA A PERIFERIA.
A RIMA ERA O RUMO
O REMO DA SINA.
NO AR,
COMO FUMAÇA DE FUMO
E VERMELHA RETINA,
ERA FRIO
ERA QUENTE,
MAS NUNCA BANHO-MARIA.
UM DIA
NUM VÔO CURTO
DEPOIS DE UMA LONGA METRAGEM
UM DISPARO SEM ROSTO
UMA BALA SEM GOSTO
CALOU O PERSONAGEM.
DIANTE DISSO
E SEM NOS ESRERAR
DESFEZ O COMPROMISSO
SEGUIU DE VIAGEM
E FOI CANTAR EM OUTRO LUGAR,
NUM BOM LUGAR.
SÉRGIO VAZ
O HOMEM NA ESTRADA
O colecionador de pedrasPedro
Nasceu em dia de chuva,
No ventre da tempestade.
Deus deu-lhe a vida
A mãe, luz a pele escura.
Dona Ana era jardineira
Plantava flores sobre pedras.
O pai, espinho de trepadeira,
Apenas doou o esperma.
Pedra preciosa
Foi recebido pelo destino
Com quatro pedras na mão.
A fome, de forma desonrosa
Transformou em homem, o menino
Que brincava com os pés no chão.
Por causa da pobreza,
A pedra do seu sapato,
Vendeu pedra de gelo
Com gosto de chocolate.
Humilde,
mas só se curvou de joelhos
quando foi engraxate.
Pedra lascada
Construiu edifícios,
Varreu ruas, escreveu poemas.
Mestre sem nenhum ofício
Tornou-se pedregulho, no rim do sistema.
Rocha,
Onde a vida queria grão de areia,
O poeta canta sua dor
rima a dor alheia.
E sem deixar pedra sobre pedra
Do rancor, o amor ele sampleia.
Sérgio Vaz
SOLANO TRINDADE

Tem gente com fome
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo pra dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Piiiii
estação de Caxias
de novo a dizer
de novo a correr
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Vigário Geral
Lucas
Cordovil
Brás de Pina
Penha
Circular
Estação da Penha
Olaria
Ramos
Bom Sucesso
Carlos Chagas
Triagem, Mauá
trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Tantas caras tristes
querendo chegar
em algum destino
em algum lugar
Trem sujo da Leopoldina
correndo correndo
parece dizer
tem gente com fome
tem gente com fome
tem gente com fome
Só nas estações
quando vai parando lentamente
começa a dizer
se tem gente com fome dá de comer
se tem gente com fome dá de comer
se tem gente com fome dá de comer
Mas o freio do ar todo autoritário manda o trem calar
Psiuuuuuuuuuu
Solano Trindade
VALEU MARTINHO !

Valeu Zumbi!
Unidos de Vila Isabel carnaval de 1988
Valeu, Zumbi!
O grito forte dos Palmares
Que correu terras, céus e mares
Influenciando a aboliçao
Zumbi valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e maracatu
Vem, menininha,
pra dançar o caxambu
Ô ô, nega mina
Anastácia nao se deixou escravizar
Ô ô, Clementina
O pagode é o partido popular
O sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento q congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção
Esta Kizomba é nossa constituição
Que magiaReza, ajeum e orixás
Tem a força da cultura
Tem a arte e a bravura
E o bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais
Vem a lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o apartheid se destrua
Valeu!
UM SAMBA DA MANGUEIRA

CEM ANOS DE LIBERDADE, REALIDADE OU ILUSÃO
Autor(es):
Hélio Turco, Jurandir e Alvinho
SERÁ...
QUE JÁ RAIOU A LIBERDADE
OU SE FOI TUDO ILUSÃO
SERÁ...
QUE A LEI ÁUREA TÃO SONHADA
HÁ TANTO TEMPO ASSINADA
NÃO FOI O FIM DA ESCRAVIDÃO
HOJE DENTRO DA REALIDADE
ONDE ESTÁ A LIBERDADE
ONDE ESTÁ QUE NINGUÉM VIU
MOÇO NÃO SE ESQUEÇA
QUE O NEGRO TAMBÉM CONSTRUIU
AS RIQUEZAS DO NOSSO BRASIL
PERGUNTE AO CRIADOR
QUEM PINTOU ESTA AQUARELA
LIVRE DO AÇOITE DA SENZALA
PRESO NA MISÉRIA DA FAVELA
SONHEI...
QUE ZUMBI DOS PALMARES VOLTOU
A TRISTEZA DO NEGRO ACABOU
FOI UMA NOVA REDENÇÃO
SENHOR...
EIS A LUTA DO BEM CONTRA O MAL
QUE TANTO SANGUE DERRAMOU
CONTRA O PRECONCEITO RACIAL
O NEGRO SAMBA
NEGRO JOGA
CAPOEIRA ELE É O REI
NA VERDE E ROSA DA MANGUEIRA
MESTRE SALA DOS MARES

João Cândido (a chibata da revolta)
João
Nasceu Candido,
Mas de Candido não tinha nada.
Seu corpo
Teve a benção do sul
O coração,
Sobre o mar azul,
Veio da África.
Ainda moleque
Descobriu que era galo de rinha
O negrinho sem breque
Sem vento e sem leque
Teve aos seus pés, a marinha.
No barco da morte
Encontrou o destino dos pais
Um tronco no sul
Outro no norte,
Assim era o Bahia
E o navio Minas Gerais.
Era chicote no almoço
Açoite na janta
Os negros no calabouço
Os brancos por cima da prancha.
Mas nem toda dor é perene
Ou se vai com as marés,
A mão negra
Conspirou contra o leme
E a revolta surgiu do convés.
Ao som das trombetas
Os marujos de baionetas
Tomaram os cascos
Onde era servidos água com pão.
Onde rugia o som do carrasco
E grito de capitão
Nesse dia só se ouvia,
a voz do porão.
O rufar dos tambores
De couro e de lata
De todas as dores
Por todas as datas,
Ao som de canhão
Ou em doce serenata,
Vão contar a história de João
Um negro almirante
Que ultrajou a chibata.
Sérgio Vaz
VALEU ZUMBI !

Que a pele escura
Não seja escudo para os covardes
Que habitam na senzala do silêncio.
Porque nascer negro é conseqüência
Ser, é consciência.
Sérgio Vaz
INTIMAÇÃO
Lançamento do livro COLECIONADOR DE PEDRAS,
20 anos de poesia do poeta SÉRGIO VAZ
AGENDE-SE:
NO SARAU DA COOPERIFA
Dia 6 de dezembro a partir das 20hs
Local: Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
São Paulo - Zona Sul
Ref: atrás da igreja de Piraporinha
Inf. 5891.7403
EM TABOÃO DA SERRA
Dia 14 de dezembro a partir das 19hs
Local: Auditório da Secretaria da Educação
Rua Elizabeta Lips, 166 Jd. Bom Tempo
Taboão da Serra - SP
Ref: entre o teatro Cemur e o pachá
Inf. 83585965
Apoio Cultural:
Eurotur Turismo e Cooperifa
Friday, November 17, 2006
TÁ NO FORNO
AGORA É MINHA VEZ
Thursday, November 16, 2006
CURSINHO EDUCAFRO APRESENTA:
SARAU DA COOPERIFA: A NOITE MAIS LINDA DO MUNDO.
Ferréz lança site
Roubei esta foto do site do Ferréz (www.ferrez.com.br) que acaba de ser lançado. Esse foi o primeiro encontro de literatura marginal realizado na barraca do saldanha. Acesse o site.COLECIONADOR DE PEDRAS, 20 ANOS DE POESIA
Colecionador de pedras, meu quinto livro, para comemorar vinte anos de poesia.
Tuesday, November 14, 2006
CAFÉ LITERÁRIO EM TABOÃO DA SERRA
Ontem nós recebemos a visita dos alunos do EJA da escola Paulo Freire, chegaram de ônibus -para ouvir poesia-, como quem chega a um estádio de futebol, lindo! O auditório estava lotado.
Queria agradecer aos educadores que participaram, principalmente a educadora Débora que articulou o encontro, à secretária Marta de Betânia, por acreditar, aos poetas participantes...
Como eu disse anteriormente, a poesia é moda na periferia, e por mim esta moda vai durar uma vida inteira.Tô fazendo a minha parte. Mês que vem tem mais.
De olho no futuro,
Sérgio Vaz
20 anos de poesia
A poesia ocupando espaço no coração das crianças
A poesia está na moda na periferia, que me perdoem os jogadores de futebol e os pagodeiros, os poetas chegaram pra ficar. Tomara que os que estão chegando entendam o momento, que, sem o leitor nã há razão para o poeta existir. E que também entendam que a maioria do leitor tem que ser seduzido em seu habitah, sem frescura, sem o pedestal da pseudo-intelectualidade(argh!). Ou a gente cuida das nossas crianças, ou elas dançam na boquinha da garrafa.
Quando o poeta vive no mundo da lua as crianças vão para o planeta xuxa.
Poetas do mundo, ao ataque! Por uma periferia melhor.
Alguns se matando pra ser Che Guevara, e eu me contentando em ser o Chaves. Ops,"Foi sem querer querendo".
Sérgio Vaz












































