Tuesday, July 31, 2007

ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA


1º SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA
ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA
85 anos depois, a versão da periferia sobre a arte produzida no Brasil.
Literatura
Teatro
Cinema
Artes plásticas
Dança
Música
do dia 4 a 11 de novembro de 2007
Periferia-Brasil
Informações: nos becos e quebradas.

Monday, July 30, 2007

A POESIA DE VOLTA ÀS AULAS


SARAU NAS ESCOLAS
ESCOLA MARIA ALICE BORGES GHION
dia 31 de julho (terça-feira) 19hs30
Rua Helena Moraes de Oliveira, 596
Pq. Pinheiros(perto do condomínio Serra verde)
Taboão da Serra-SP
fone/4701.0722

*atenção poetas, saída até às 19hs da secretaria de educação


VEM AÍ

1ª SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA
ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA

Thursday, July 26, 2007

O CÉU QUE NOS PROTEGE

Foto: Marcelo min

O céu que nos protegeSérgio Vaz


O homem chega no céu e vai logo ter uma conversa com São Pedro. Acertar detalhes da admissão.O santo lhe recebe já com quatro pedras na mão:
“ Aí, Já vou logo te dizendo, se tu não tiver indicação, vai ter que fazer os testes.
O homem não teve nem tempo de pensar em uma resposta que amenizasse aquele encontro curto e ríspido. De bate pronto respondeu:
“Quem me mandou aqui foi o Antônio”
“ Rapá, quem é este Antônio, é lá do Borel?”, antes que eu me esqueça, Pedro era carioca. Zé povinho meio assustado e com um medo danado de dizer as coisas erradas no momento certo - quem procura emprego sabe que uma das maiores dificuldades de arrumar emprego é a entrevista. Mas como o padrinho era forte, encheu o pulmão e disse: “Não senhor, é da Bahia. O senhor sabe onde fica Salvador?”.
O pior é que Pedro sabia onde ficava Salvador. Terra de poetas e escritores importantes. Povo lutador. Palco de grandes levantes contra a Casa-grande. Nelson Maka, Gil, Caetano,Gal... Em compensação, terra do Grupo “É O TCHAN”. Ao se lembrar do nome do grupo o santo fez o sinal da cruz.
Sim, pedro sabia onde ficava Salvador e também já sabia quem era o tal de Antônio. Não era o primeiro afilhado que chegava com a mesma indicação
“Pode entrar sangue bom, tem um lugar pra você aqui também”, já carimbando a passagem para a vida eterna. Zé povinho ficou muito feliz, e pensou como foi bom ter passado uma vida inteira fazendo parte do curral de Antônio. Santo Homem!
Adentrando ao recinto perguntou ao chefe do RH divino: “Seu Antônio está aqui também?”.
Com um olhar irônico Pedro respondeu: “Ô nêgo véio, o Lugar de Toninho não é aqui não, por aqui só ficam as pessoas que ele indica. Só as pessoas que acreditam em gente como ele”. Zé encheu o peito de orgulho e pensou : ” Deve tá lá com o supremo... Se bobear fica até no lugar dele”, e riu baixinho enquanto caminhava.
Quando já estava atravessando o pátio que dava para a vida eterna o santo lhe fez a última pergunta: “ Zé, só uma curiosidade minha. Aqui diz que tu se despediu de lá às 18hs30 e agora são 19hs, como que tu chegou aqui tão rápido?”.
“Vim de avião...”, respondeu.
Pedro ficou espantado como uma pessoa simples como Zé pudesse andar de avião, com os preços das passagens.... Mas antes que o santo lhe perguntasse como, zé terminou de responder:
“... Antônio foi quem deu a passagem”.
Novamente o santo fez o sinal da cruz.

QUERO SABER O QUE VOCÊ PENSA SOBRE ISSO. DEIXE SEU RECADO.



Governo libera captação de quase

R$ 1 MILHÃO para

DVD de Vanessa da Mata

DÉBORA BERGAMASCO

da Folha Online


O Ministério da Cultura liberou na última sexta-feira (20) a captação de R$ 900 mil, por meio de leis de isenção fiscal, para a gravação de um DVD de Vanessa da Mata. O DVD vai registrar ao vivo as músicas do álbum "Sim", que será distribuído pela gravadora Sony BMG, uma das gigantes da indústria fonográfica mundial.
João Sal/Folha Imagem

DVD ao vivo da cantora Vanessa da Mata não tem data de gravação
A proposta inicial da produtora carioca Conteúdo Digital Filmes, responsável pelo DVD, solicitava um valor de quase R$ 1,5 milhão (exatamente R$ 1.478.445,68) para o projeto --dos quais o ministério aprovou R$ 900 mil pela Lei do Audiovisual.
A lei autoriza quem investir no DVD (ou em produções culturais) a deduzir os gastos posteriormente no Imposto de Renda. Assim, os R$ 900 mil que seriam destinados ao erário vão para a produção do DVD. O assunto desperta polêmica porque se trata de um produto altamente comercializável e com previsão de lucro. Além disso, tem por trás uma multinacional da indústria fonográfica.

O disco "Sim", que agora vai virar DVD, vendeu 27 mil cópias desde o lançamento em dois meses e chegou a integrar a lista dos dez discos mais vendidos no Brasil.

A Secretaria do Audiovisual, vinculada ao Minc (que determina quem merece o benefício), justificou a autorização do projeto. Para a secretaria, tudo está dentro da legislação. "Saliento que o objetivo apresentado pelo proponente foi a gravação de um DVD para fomentar a nova geração da música popular brasileira", diz a secretária substituta do audiovisual, Tania Leite.
Ela ressalta que o show (aquele em que será feita a gravação) será gratuito. Diz ainda que "serão distribuídos gratuitamente 3.500 exemplares dos 25 mil que serão produzidos". Não foi informado quantos desses exemplares "gratuitos" serão destinados a divulgação em rádios, TVs, sites etc.

Perguntado sobre o motivo da solicitação junto ao Minc, Nadym de Cassar Netto, um dos diretores da Conteúdo, disse apenas que "a legislação determina que projetos audiovisuais, para fazerem jus a qualquer tipo de incentivo, devem ser apresentados, analisados e aprovados pelo Ministério da Cultura".
Gravações
De acordo com a solicitação ao MinC, as gravações devem ser realizadas na cidade histórica de Tiradentes (MG) até julho de 2007. No entanto, produtora e a gravadora não confirmam a informação.

"Vanessa vai estrear sua turnê apenas em agosto. Antes de gravarmos o DVD, o show tem de estar amadurecido", informou a assessoria de imprensa da Sony BMG (a mesma de Vanessa), que declarou não saber detalhes do projeto --confirma apenas que a cantora consentiu no uso de seu nome para a proposta enviada ao MinC.
Caso a data e o local sejam diferentes dos apresentadas no projeto, a empresa terá de pedir alteração junto ao ministério. A assessoria afirmou ainda que Vanessa não comentaria o assunto, pois a responsabilidade "é da produtora".
Cirque du Soleil

No ano passado, outro caso polêmico envolveu as leis de incentivo fiscal. O Cirque du Soleil conseguiu liberação para captar R$ 9,4 milhões para suas apresentações. A operação foi feita pela Lei Rouanet. O ministro da Cultura, Gilberto Gil, chamou a liberação de "distorção".

Wednesday, July 25, 2007

POESIA DAS RUAS


POESIA DAS RUAS
Projeto “Poesia das Ruas”Ritmo e Poesia
O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadoras doRap.
É um espaço para o exercício da criação poética.
Sem música, MCsdeclamarão suas letras, compartilhando talento literário.
DIA 26 de JULHO (QUINTA-FEIRA) 19HS30
As inscrições para declamar
começam às 19h30, podendo ter até 50 poetas declamando por noite.
Ação EducativaRua: General Jardim, 660 – Vila Buarque - SP
Centro - SP

Tuesday, July 24, 2007


Feitiço da fome


O Passarinho morreu de fome
Dizem que o tempo não pára,
Mas o tempo parou
E todo dia um passarinho morre novamente.
O pai do passarinho chorou
Dizem que homem não chora,
Mas o homem chorou
E todo dia um homem chora novamente.
A mãe do passarinho se desmanchou em dor
Dizem que mãe não desmancha,
Mas todo dia uma mãe se desmancha novamente.
A asa de passarinho não voa mais
Dizem que vento não quebra,
Mas o vento quebrou,
E todo dia uma asa quebra novamente.
O dia triste do passarinho mão morre
E dizem que quando um dia triste morre
ele ressuscita novamente.
Sérgio Vaz

Monday, July 23, 2007

Colecionador de pedras, 20 anos de poesia


Bengalas e muletas


Um cego
Com o polegar sujo
Recebe o R.G.
Vê a letra A
E não entende nada.
Olha a letra
N
Com desconfiança
E esbarra novamente
Na letra A.
Indignado
Tateia a letra
L
Triste,
Como é
F
Não enxergar.
Sem óculos,
Tropeça de novo
Na letra
A
No dorso da letra
B
E
pensou em se matar
Na letra
T
Com o nó da letra O.
Aleijados,
Tiramos de letra,
Ao darmos as costas.


Sérgio Vaz

COLECIONADOR DE PEDRAS

Foto: vermelho.org.br
Aristeu, Otorrino


Ari era dono de uma boca pequena
E de um olho bem grande.
Zeca era dono de uma boca grande
Falava pelos cotovelos,
Mas não ouvia direito.
Então Ari
Meteu-lhe uma pernada
bem no meio da cara.
Sem dentes pra cuspir
Zeca perdeu a cabeça.
Agora com duas bocas
Ari trata melhor o nariz alheio.



Sérgio Vaz

LANÇAMENTO DO FUZZIL NO SARAU DA COOPERIFA

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SORTILÉGIO - EDSON CRUZ

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TERRA DA GAROA


Temporal

A
mulher
repleta de lama, chora.

O homem
feito de barro
desaba em lágrimas.

De aço mesmo,
só a vida
-essa lâmina cega
que corta
sempre do mesmo lado.

Sérgio Vaz

TERRA DA GAROA


Coragem


Uma nuvem cinzenta
Persegue-me desde a infância.
Sem medo da chuva
Aprendi a cuspir raios e trovões.


Sérgio Vaz

TERRA DA GAROA

Emiliano
Mil graus na terra da garoa - Sérgio Vaz


São Paulo é uma cidade no cio. Por isso, transa com todo mundo e em todos os lugares. É bonita porque é feia, e como toda feia que se preza, beija mais gostoso. Que os Vínicius me perdoem, mas feiúra é fundamental.
Do alto do prédio ou na superfície da alvenaria, a cidade dói nos olhos dos inocentes que transitam nas calçadas. De onde eu a vejo, minhas retinas são seletas e de como eu a vejo, as esquinas são espertas.
A cidade de São Paulo, que está no mapa, não é todo daquele tamanho, muita gente já tirou um pedaço, que faz muita falta na mesa do jantar, ou depositou em conta corrente, que nada contra a corrente, de quem ama esse lugar.
Essa maçã mordida que a massa não come, constrói o luxo que alimenta o lixo escondido debaixo do tapete. Essa cidade não é minha e não devia ser de ninguém, mas ela existe, e todo ano faz aniversário.
Longe do estupro a céu aberto eu costuro meu poema sobre a torre de babel, que samba o rock triste, deste carnaval de concreto e de garrafas fincadas no chão. O cartão postal do meu coração não despreza o centro, nem esconde a periferia.
São Paulo pra mim é pagode com feijoada nos botecos que brotam nas ladeiras. É samba de quinta e samba da vela na segunda feira. É ser Rap soul funk ou metal de primeira. É sarau da Cooperifa no quilombo da Piraporinha, onde a poesia nasce das ruas sem asfalto, em plena quarta-feira. A literatura do morro arranhando os céus da cidade.
É comprar livros nos sebos e ensebar nos bancos da praça ou do metrô. É ler caros amigos e Becos e vielas dentro do ônibus ou na fila de espera. É ser Um da sul, da norte, da leste ou oeste, deixa a bússola te levar.
É participar do favela toma conta, no Itaim paulista, ou dançar samba de côco no Panelafro, onde Zumbi impera.
É jogar futsal nas quadras das escolas públicas, quase abandonadas pelo alfabeto. É conspirar tomando cerveja gelada no bar do Zé Batidão. É Carolina de Jesus de Jéferson De, saindo da tela. É as mina de vestidinho e chinelo de dedo no churrasco em cima da laje.
É a rapaziada nos campos de várzea de canela em punho maltratando a bola ou maltratada por ela. É ser preto ou branco, tanto faz, mas principalmente verde, que é a esperança da paz. É o ensaio da vai-vai e das outras escolas. É ouvir Belchior na voz do ceará. É comer peixe na barraca do Saldanha.
É Levar os espinhos na Casa das rosas para colher cravos e margaridas. É não ouvir cd pirata nem original, quando o mesmo for caro. É ser enquadrado somente pelas lentes do Marcelo Min, QSL?
É ser “nóis vai”, mesmo quando a gente não for. É Falar errado, mas agir correto. É curtir o sol – mesmo quando ele não vem-, e encontrar sempre as mesmas pessoas no muro das lamentações. É Empinar pipa nos dias sem vento. É viver mil fitas e ser mil graus na terra da garoa.
Enfim, São Paulo é isso, mas também tem outros lugares.




Sérgio Vaz

Saturday, July 21, 2007

SEMANA DE CULTURA HIP HOP

Release Ação Educativa – VII Semana de Hip Hop

De 23 a 27/7 acontece a "VII Semana de Cultura Hip Hop", em São Paulo (SP) e traz como tema "Brasil-África e suas identidades".

A ONG Ação Educativa em parceria com diversos grupos e posses de hip hop da cidade de São Paulo promove de 23 á 27 de julho a VII Edição da Semana de Cultura Hip Hop.
O objetivo é realizar uma mostra com o hip hop produzido pelos grupos que desenvolvem atividades sociais em suas comunidades na periferia de São Paulo.
Neste ano, o tema central do evento é "Brasil-África E Suas Identidades" e conta com apresentações artísticas, mostras de vídeos, debates e oficinas além de um torneio de basquete de rua. A idéia da atividade é afinar a reflexão sobre o hip hop, juntamente com a ancestralidade africana, contemplando diferentes visões e formas de expressão e pensando em novos caminhos. Essa reflexão não deixa para trás o ponto principal da cultura de rua, que é a interação dos quatros elementos: MC, DJ, Graffite e Dança.

Em sua 7º. Edição, a Semana de hip hop traz algumas novidades, como a busca da ancestralidade africana aliada a cultura urbana, palestras sobre alguns temas que incluem Desenvolvimento Étnico, Auto Gestão e Economia Solidária, além do projeto Poesia das Ruas, sarau literário dirigido a rimadores e rimadoras do rap, liderado pelo poeta Sergio Vaz, que ocorre desde o mês de abril na Ação Educativa.

O público tem a chance de participar da VII edição da Semana de Hip Hop de segunda à sexta-feira, em diferentes horários: das 14h às 16h, ocorrem torneios de basquete, das 16h às 17h 30 oficinas e das 18h às 19h, mostras de vídeo. As apresentações artísticas ocorrerão das 19h às 20h e logo após as apresentações iniciam-se os debates e as palestras. Cada elemento do hip hop terá um dia de destaque de segunda à quinta feira, e uma grande integração no encerramento.
O grande encerramento acontece na sexta feira dia 27, e, esse ano, será realizado em parceria com o Centro Cultural da Juventude Vila Nova Cachoeirinha – CCJ. A partir das 17h, o CCJ, que fica na região norte de São Paulo, abrigará atividades como basquete de rua, apresentações de dança de rua e africana, interação de free style e repente, batalha de DJ´s interagindo com percussão e exposição de graffite .

Todas as atividades serão gratuitas e acontecerão nas instalações da ONG Ação Educativa, Biblioteca infanto-juvenil Monteiro Lobato e o encerramento no CCJ (Centro Cultural da Juventude – Vila Nova Cachoeirinha).
Serviço:7ª. Semana de Cultura Hip Hop De 23 á 27 de Julho, a partir das 14hEntrada FrancaAção Educativa: Rua General Jardim, 660 - Vila BuarqueBiblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato: Rua General Jardim,485Centro Cultural da Juventude: Av. Deputado Emilio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha.
Assessoria de Imprensa e Credenciamento: Adriana Barbosa - 11 3151.2333 ramal 142/ cel.: 8336.1012, Mais informações: 3151 2333 ramais 165/166 Site: www.acaoeducativa.org.br Email: adriana.barbosa@acaoeducativa.org

Confira Abaixo a Programação
De 2ª. A 5ª. Das 14h às 16h – Biblioteca Monteiro Lobato – Partidas de Basquete de Rua.

23/07/2007 – Segunda-Feira
2ª Das 16h às 17h 30 – Ação Educativa – Oficina de Grafite com Emol
2ª Das 18h às 19h - Ação Educativa – Mostra de vídeo ( Mexi nos livros e me lambuzei na merda toda)
2ª Das 19h às 20h - Ação Educativa – Apresentações artísticas com o grupo Julgados Culpados, performances de DJ Davi e Free Style com Arqueiro versus G Box.
2ª Das 20h às 23h - Ação Educativa – Palestrantes: Cristian (Historiador) e Luciane Silva (Pesquisadora de Antropologia – Unicamp), Tema: Brasil-África e Suas Identidades.

24/07/2007 – Terça-Feira
3ª Das 16h às 17h 30 – Ação Educativa – Oficina de DJ com Kurts e Choquito
3ª Das 18h às 19h - Ação Educativa – Mostra de vídeo (Cabeça, Consciência Negra – acervo Casa das Áfricas)
3ª Das 19h às 20h - Ação Educativa – Apresentações artísticas com DJ Dri e Elétrico Break (dança) .
3ª Das 20h às 23h - Ação Educativa – Debate – Tema: Hip Hop: Articulações e Ações, debatedores: Anderson da Silva (Nação Hip Hop), Alexandre (Rap Brasil), Adunias (Estação Hip Hop), Onere (Hausa).

25/07/2007 – Quarta-Feira
4ª Das 16h às 17h 30 – Ação Educativa – Oficina de Dança com Jefferson (Swat)
4ª Das 18h às 19h - Ação Educativa – Mostra de vídeo (Mandiga em Manhattan, acervo Casa das Áfricas.)
4ª Das 19h às 20h - Ação Educativa – Apresentações artísticas com o grupo Família Nacional, DJ Evelyn, Batalha de Beat Box com Jé Versátil versus Borracha.
4ª Das 20h às 23h - Ação Educativa – Palestrantes: Paulo Edson (Fórum Articulação do Comércio Justo e Solidário), Alessandro Buzo (Escritor da Periferia), Guilherme Marin (Instituto Voz), Temas: Etno Desenvolvimento, Auto Gestão e Economia Solidária

26/07/2007 – Quinta-Feira
5ª Das 16h às 17h 30 – Ação Educativa – Oficina de MC com Toro-K e Shary Laine
5ª Das 18h às 19h - Ação Educativa – Mostra de vídeo (A cidade das Mulheres, acervo Casa das Áfricas.)
5ª Das 19h às 20h - Ação Educativa – Apresentações artísticas com DJ Kurts, Interação dos 4 elementos do Hip Hop e ainda Poesia das ruas ( sarau do rap ), com Sérgio Vaz e convidados.
5ª Das 20h às 23h - Ação Educativa – Debate – Tema: Relação do Hip Hop com a Lei 10.639. Debatedores: Richard (Casa de Acolhida), Tânia (Pesquisadora Ação Educativa), Franilson (Professor/Aliança Negra), Chupin (PQU), Maurício Waldeman( Sociólogo e Antropólogo).

27/07/2007 – Sexta-Feira ( encerramento ) – Centro Cultural da Juventude
Das 17h às 22h

Graffiti: Bonga, Maumex, Tota, Tikka, Emol, Bocão, Rodrigão, Nega Zica
Dança: Estilo de Rua, The Funk´s Men e Estilo Louco, Famy Break Crew, Dança Afro: Companhia Abieré.
MC: Thiago (Beat Box), Submundo Racional, Shari Laine Sil, Camila Poetiza, Negro Willa e Br, Costa Senna e Max Musicalmente (Rap Cordel Free Style).
DJ: DJ Ed X Dj Eric Jay (Batalha), DJ MF X DJ RM ( Batalha ), DJ Dipper ( Performance), DJ Erry G ( Performance ) e Clã Leste ( Performance )
Percussão: Tiely e Zé Benedito
Basquete: Exibição de Basquete de Rua
DJ Residente: Kurts
MC Residente: Kurts

Friday, July 20, 2007

Artigo do jornal ' O POVO' (uma pequena homenagem ao Zagatti)

Foto: Marcelo Min
José Luiz Zagatti
O grande mini-cine Tupy - Sérgio Vaz


Esses dias assisti a um filme brasileiro chamado “Tapete vermelho” do diretor Luiz Alberto Pereira que conta a saga de um pai que promete ao filho leva-lo ao cinema para ver um filme do Mazzaropi.
Ao sair da roça, em sua busca, percorre várias cidades do interior e descobre que as salas de cinemas já não são tão populares como nos tempos do seu pai (a maioria delas virou templos evangélicos). Um filme para quem ama a sétima arte, e para quem curte o impagável Matheus Nacthergaele, um dos melhores atores do país.
Estou falando disso porque sou amante do cinema e porque também me lembrei de uma outra paixão: as pessoas simples que atuam na realidade.
Cinema + pessoas simples = Zagatti. Luz!
Para quem não conhece, no horário comercial Zagatti é catador de papel, e, por conta disso, seus dias são quase invisíveis nas grandes salas coloridas onde são decididos nossos papéis de coadjuvantes, nesse curta-metragem que é a vida. Nada disso! Isso é para quem interpreta o filme errado. O Mazzaropi de Taboão achou um projetor no lixo, criou o mini-cine Tupy para que as crianças da periferia também possam sonhar aos domingos com o mundo dentro de um saquinho de pipoca. Já é até filme. Câmera !
Zagatti é um ser humano como poucos, por isso sofre como muitos. Arte é sofrimento e ser uma pessoa boa atrai muitas pessoas ruins. Sabe como é... nessa vida tem muito vilão no papel de mocinho, e é muito difícil chegar ao fim da película sem que alguém sangre no final.
Sendo o que é, Zagatti é um dos melhores personagens da vida real dessa cidade e de outras cidades do mundo. As crianças que lotam seu cinema sabem do que eu estou falando. Aliás, um sorriso no rosto é o valor da entrada.
O seu mini-cine Tupy é o nosso cinema Paradiso, que é outro filme belíssimo sobre amor ao cinema. Esse longa, de Giuseppe Tornatore, conta a história de Toto, um menino que amava ir ao cinema, e se torna amigo do velho Alfredo, projecionista do local no único cinema na cidade. Aí segue uma verdadeira história de amizade e amor ao cinema. O filme é lindo, assista.
A história maravilhosa do Zagatti passa diante dos nossos olhos, sem cortes e sem efeitos especiais, conheça. Ação !

DVD/DOCUMENTÁRIO SARAU DA COOPERIFA

Foto: João Wainer
Vem aí, o DVD do sarau da Cooperifa, DGT Filmes

Thursday, July 19, 2007

SARAU DA COOPERIFA, É OURO !!

Tô sem tempo para escrever, mas ontem, naquela noite fria, que só São Paulo tem, o sarau da Cooperifa estava mais do que lotado. MAIS DE TREZENTAS PESSOAS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Wednesday, July 18, 2007

Um poema para desembaçar o dia

AFOGADOS


São Paulo
está por conta
de São Pedro.

Os dois santos
estão presentes
nas enchentes
dos meus olhos.

O vidro embaçado
embaça a vida
dos pingos de gente
que garoam
no barranco ameaçado.

E chove chuva...
nos dias molhados,

E chove chuva...
nos sonhos afogados.

Sérgio Vaz

NELSON MACA - BLACKITUDE/COOPERIFA-BA

Toda sorte - para Ségio Vaz

meu sempre muito obrigado
pela moral que têm dado,
a esse neguinho aloprado
livre da marcação cerrada
voando baixo sem asa
driblando no campo da várzea
solto na pequena área
que solta a bomba descalço
dos dedo sem unha
dos joelho ralado
de tanto chutar errado
nos arranca toco animado
nas quatro linha do asfalto
das bola batida na trave
nos jogo de vida baldia
nos barro da periferia
da alegria que não distancia
das tarde passando vadia,
das rua nunca vazia
do choque de toda energia
nas vidraça quebrada de dia
na algazarra que vaza sadia
no flagrante gozo de noite... no quase delírio de dia!

NELSON MACA-BA
Blackitude

Tuesday, July 17, 2007

A LUTA CONTINUA

LANÇAMENTO DO LIVRO COLECIONADOR DE PEDRAS

III ENCONTRO DE EDUCAÇÃO, CULTURA E INCLUSÃO SOCIAL
DE
TABOÃO DA SERRA
Dias 23, 24 e 25 de julho de 2007
CEMUR - Centro M. de Recreação e Cultura
(Pça. NIcola Viviléchio, 16)
F T S - Faculdade Taboão da Serra
(Taboão - centro)
Dia 23 (segunda)
07hs30 - Cemur
17hs - F T S
18hs - Cemur
Dia 24 (terça)
07hs30 - F T S
17hs - Cemur
18hs - Cemur
Dia 25 (quarta)
07hs30 - F T S
17hs - Cemur

Sunday, July 15, 2007

O suor e a lágrima

Carlos Heitor Cony

Fazia calor no Rio, 40 graus e qualquer coisa, quase 41. No dia seguinte, os jornais diriam que fora o mais quente deste verão que inaugura o século e o milênio.
Cheguei ao Santos Dumont, o vôo estava atrasado, decidi engraxar os sapatos. Pelo menos aqui no Rio, são raros esses engraxates, só existem nos aeroportos e em poucos lugares avulsos.
Sentei-me naquela espécie de cadeira canônica, de couro de abadia pobre, que também pode parecer o trono de um rei desolado de um reino desolante.
O engraxate era gordo e estava com calor — o que me pareceu óbvio. Elogiou meus sapatos, cromo italiano, fabricante ilustre, os Rosseti. Uso-o pouco, em parte para poupá-lo, em parte porque quando posso estou sempre de tênis.
Ofereceu-me o jornal que eu já havia lido e começou seu ofício. Meio careca, o suor encharcou-lhe a testa e a calva. Pegou aquele paninho que dá brilho final nos sapatos e com ele enxugou o próprio suor, que era abundante.
Com o mesmo pano, executou com maestria aqueles movimentos rápidos em torno da biqueira, mas a todo instante o usava para enxugar-se — caso contrário, o suor inundaria o meu cromo italiano.
E foi assim que a testa e a calva do valente filho do povo ficaram manchadas de graxa e o meu sapato adquiriu um brilho de espelho à custa do suor alheio. Nunca tive sapatos tão brilhantes, tão dignamente suados.
Na hora de pagar, alegando não ter nota menor, deixei-lhe um troco generoso. Ele me olhou espantado, retribuiu a gorjeta me desejando em dobro tudo o que eu viesse a precisar nos restos dos meus dias.
Saí daquela cadeira com um baita sentimento de culpa.
Que diabo, meus sapatos não estavam tão sujos assim, por míseros tostões, fizera um filho do povo suar para ganhar seu pão.
Olhei meus sapatos e tive vergonha daquele brilho humano, salgado como lágrima.

FAVELA TOMA CONTA

Clique no cartaz para ampliar

COISAS JA DITAS


Abra os braços
respire fundo
e corte os laços
todos desse mundo.
Não temos que ser imundos.
Higienópolis?
Sou mais Heliópolis.
Paraisópolis...
Quero o mel e o própolis.
Se pintou mel
pode pintar perigo.
E logo aqui no meu quintal...
Cuidado.
Pode pintar formiga, viu?
E como diz o Cocão
essa é a nossa profisão.
Trabalho de sauva.
No açucar
faz muvuca,
formando um ideal.
Isso é tudo que me resta.
Viver vai ser
a minha ultima obra.
Não me toquem nessa dor.
Me aceite do jeito que eu sou.
Descabelado, malucado, doido;
mas muito integrado nessa nossa dor.
Que há de virar o Amor
do qual o Mavot falou.
Não desista.
Seja um cientista.
Tenha um papo futurista.
Seja lunático.
Acima de tudo
seja simpático
à evolução da energia.
Um dia
o cume calmo do meu olho que vê
acentará a sombra sonora de um disco voador.


Augusto

Friday, July 13, 2007

LITERATURA PERIFÉRICA

À VENDA NAS LIVRARIAS
Pois é, o livro Colecionador de pedras já pode ser encontrado na maioria das livrarias do país, ó só que progresso!!! Se você estiver afim de conhecer um pouco sobre os meus vinte anos de poesia...
Para quem não sabe, o Colecionador de pedras é o primeiro livro da Coleção literatura periférica a ser lançado pela editora Global.
A Coleção também vai contar com mais quatro autores da periferia: Alessandro Buzo, Sacolinha, Alan da Rosa e a Dinha.
É isso. Uma nova etapa com a velha pegada. É tudo nosso!
Tamoaí, se quiser é só chegar,
Sérgio Vaz
Colecionador de pedras

CONGRESSO DE LEITURA EM CAMPINAS

Foto: Marilda Borges
Mari, eu e o Renan do grupo Inquérito

Ontem fomos participar do Congresso de leitura de Campinas, na UNICAMP. Lancei o livro "Colecionador de pedras", que faz parte da coleção Literatura periférica da Ed. Global às 19hs. Ao lado, no Stand da Ação Educativa, mais escritores da periferia: Alessandro Buzo, Sacolinha, Allan da Rosa, Ridson Duguetto. É isso, a luta não pára.

Dinha chama para o sarau no Maloca

SARAU NO MALOCA
Dia 14 de julho a partir das 16hs
Rua particular 556, Parque Bristol
* haverá sarau e feira de trocas, a partir das 16hs.
Troco poemas por roupas de neném... mas troco também carregador de pilhas por liquidificador ou roupas de grávida... ehe hehe.
Bjs.
Dinha

SACOLINHA AGITA SUZANO

Escritor Sacolinha










Últimas notícias de Suzano-SP

Pavio da Cultura – É NESTE SÁBADO14/7 – 20h



Quem participar do Pavio da Cultura deste sábado (14/7), às 20h, no Centro de Educação e Cultura Francisco Carlos Moriconi, será surpreendido pelo número de atividades que estão programadas. A informação é do coordenador de Literatura da Prefeitura de Suzano, Ademiro Alves, o Sacolinha. De acordo com ele, serão realizadas apresentações de rap com Don Graka, Mano Rodolfo e Aliados; samba com o grupo Terreiro de Aruanda; dança-afro com o grupo Ponto 5; dois monólogos interpretados por Ferreira Santos; cordel e repente com Francis Gomes; leitura dramática de textos de Bertolt Brecht, e um mural com mais de 200 poesias.O Pavio da Cultura é um sarau cultural que mistura música, cinema, teatro, literatura e dança. Nesta 33ª edição, o projeto prestará uma homenagem ao escritor baiano Jorge Amado, um dos maiores autores brasileiros. Ainda na programação do sarau, haverá o lançamento do livro “Punga”, de Akins Kinte e Elizandra Souza, que reúne poesias dos autores sobre a literatura negra e afro-descendente. Durante as atividades, serão distribuídos ao público o fanzine Literaturanossa, edição 8, da Associação Cultural Literatura no Brasil.



O Centro de Educação e Cultura “Francisco Carlos Moriconi”

(Rua Benjamin Constant, 682 – Centro).

A entrada é gratuita e os interessados em participar com algum trabalho devem se inscrever com 30 minutos de antecedência.



Local: Centro Cultural de SuzanoRealização: Associação Literatura no Brasil e Secretaria de Cultura de SuzanoGRATUITO


COLEÇÃO LITERATURA PERIFÉRICA


Dia 05 de julho foi lançado o primeiro livro da Coleção Literatura Periférica. “Colecionador de Pedras” – Poesia de Sérgio Vaz, já está em todas as livrarias do Brasil. E ainda vem por aí:

2- 85 Letras e um Disparo – Contos - Sacolinha (agosto)3- Guerreira – Romance – Alessandro Buzo (agosto)4 – Da cabula – Dramaturgia – Allan da Rosa (setembro)5- De passagem mas não á passeio – Poesia - Dinha (outubro)
INFORMAÇÕES: (11) 4747-4180

*Últimas notícias é um boletim informativo da Associação Cultural Literatura no Brasil. Caso não deseje mais receber, envie um e-mail para
literaturanobrasil@bol.com.br

________________________________________
Associação Cultural Literatura no Brasil
Fones: (11) 4747-7059 / 7615-4394
http://www.literaturanobrasil.blogspot.com/

GASPAR, CONVOCAÇÃO GERAL



HIP HOP QUILOMBOLA


DOS TAMBORES AOS TOCA DISCOS


DIA 14 DE JULHO DE 2007 A PARTIR DAS 15H00


ÀS 20H00 - ENCONTRO DA FAMÍLIA HIP HOP QUILOMBOLA

ABORDANDO OS QUATRO ELEMENTOS


APRESENTAÇÃO MC GASPAR - ZÁFRICA BRASIL E DJ ERRY-G


PARTICIPAÇÃO ESPECIAL MC JORGE HILTON DO GRUPO SIMPLES REPORTAGEM E DA ZULU DE SALVADOR - BAHIA E COOPERATIVA DE GRAFITEITOS - CONG


TOTALMENTE GRATUITO LOCAL : SEDE DO SAJU RUA FRANKLIN TÁVORA, 433 - JARDIM UMUARAMA


SUBIR A RUA DO POSTO ESSO DA ESTRADA DO CAMPO LIMPO SENTIDO SANTO AMARO


REALIZAÇÃO: PROJETO OFÍCIO SOCIAL SECRETÁRIA DE PARTICIPAÇÃO E PARCERIA COORDENADORIA DA JUVENTUDE SELO ELEMENTAL

PRO CINEMA SAMBAR


CineBecos, Esse Teatro Dá Samba e Bloco do Beco

Convidam para a estréia do evento

Pro Cinema Sambar - Películas sobre Sambas e outros ritmos

Nosso primeiro filme será uma homenagem ao samba paulista trazendo um documentário de 52min.

Filme: Geraldo Filme
de Carlos Cortez

Antes e depois curtiremos o Samba de Roda e Roda de Samba
com Grupo Umojah e Band´Doido

Será servido um delicioso Caldo de Feijão com torresmo.

Venha para este cinema ao ar livre e se quiser trazer colchonetes, almofadas, poltronas sinta-se à vontade.

Dia 19/07 - Quinta Feira
A partir das 19h30
No Beco em Frente ao Bloco do Beco.
Próx ao Ponto final do ônibus Jd. Ibirapuera.
Rua Salgueiro do campo, 383
5851-3326
Gratuito

Realização: VAI – Valorização das Iniciativas Culturais

A CIDINHA MANDOU CHAMAR TODO MUNDO

HISTÓRIA E CULTURAS AFRICANAS


Promoção:

CECAFRO/PUCSP – Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora e
Lato Sensu História Sociedade e Cultura
PUC-SP – Programa de Estudos Pós-Graduados em História
Apoio: Associação de Ex-Bolsistas da Fundação Ford



Este curso constitui mais uma atividade para atender demandas em torno de temáticas, materiais de ensino, abordagens teórico-metodológicas, discussões historiográficas desencadeadas pela Lei 10.639, que introduziu História e Culturas Afro-Brasileiras e Africanas em todos os níveis, em caráter de currículo transversal. Será ministrado pelo renomado Prof. Dr. Toyin Falola, nigeriano formado pela Universidade de Ifé, tendo atuado como professor na Nigéria, Canadá, Inglaterra, e atualmente leciona na Universidade do Texas, Austin (USA), preocupado em articular temas, diversificar concepções em torno de fontes históricas, literárias, artísticas e de religiosidades afro-ascendentes, privilegiando encontros e confrontos entre Europa, África e América sob a ótica do Atlântico Negro.
Perspectivas eurocêntricas atribuíram a culturas ao sul do Sahara, no continente africano, caracteres a-históricos, representando e relacionando-se com seus habitantes como povos sem escrita, sem arte, sem cultura, estigmatizados pelo “não ser do escravo”. Desde os primórdios do século XX, suas expressões artísticas e de comunicações, seus códigos iconográficos de escrita, seus valores, costumes e religiosidades, como lutas e afirmação de suas tradições, renovadas frente domínios coloniais, vêm configurando a alteridade de seus modos de ser, sentir, viver e estar no mundo. Essas e outras questões serão trabalhadas, neste curso de extensão, que se propõe a repensar a chamada História Universal, construída e ensinada na lógica ocidental, problematizando conhecimentos e formas de abordagens em relação a narrativas históricas em torno da África.
Nas aulas, os participantes terão acesso a abordagens a partir do conceito de diáspora, que trata a dispersão de povos e culturas africanas através de línguas, músicas, contos, provérbios, religiões, rituais, refeitos em relações com povos nativos e seus colonizadores, retomando cosmovisões, sociabilidades, saberes e modos de ser trazidos por mais de 10 milhões de africanos que nas Américas chegaram. Número expressivo de pessoas que participaram da construção do patrimônio cultural do Novo Mundo.

DIRIGIDO A
Professores de História e áreas afins, alunos de pós-graduação em História e Ciências Humanas

COORDENAÇÃO
Profa. Dra. Maria Antonieta Antonacci
Assistentes: Nirlene Nepomuceno e Sílvia Lorenso Castro


INÍCIO, CARGA HORÁRIA, VALOR E LOCAL DE REALIZAÇÃO
Início: 20/07 a 30/07
Carga horária: 32 horas-aula
R$ 402,00 em 3 parcelas
Local: Auditório COGEAE/PUC

Categoria: Extensão universitária

DOCUMENTOS
No ato da matrícula, além de cópia do CPF, RG e do comprovante de endereço, deverá ser entregue cópia do diploma de graduação.


INFORMAÇÕES
(11) 3670.3300
www.pucsp.br/cogeae

CINE BECOS E VIELAS NA COOPERIFA

Cine becos e vielas apresentou na última quarta-feira o documentário "2 meses e 23 minutos" no sarau da Cooperifa (Veja as fotos) .


Documentário: 2 meses e 23 minutos

Direção: Rogèrio Pixote e Fábio Ranzani
Produção: Daniela Bortman





Cine Becos e Vielas - Por Rogério Pixote
Na quarta, 11/07, rolou a exibição do 2 MESES E 23 MINUTOS no sarau da Cooperifa e ainda vai rolar em diversos pontos alternativos da cidade.
Alternativo que eu digo não é o Espaço Unibanco e afins, mas é a sala de exibições do boteco, da escola, da viela, da praça, da sua casa, onde deixarem agente entrar, agente entra, até no Unibanco.
Uma experiência gigantesca de realização e de exibição que para muitos pode parecer brincadeira de moleque, mas para nós é muito mais e o filme é mais do que documentário de denúncia é uma ferramenta de descoberta, agora é "nós e as imagens do nosso povo".
Com todo respeito a Bernadet, mas chegou a hora, né mano? E se não for de película, agente atravessa o rio de vídeo, sem depender da Globo , agente inventa diferente, você sabe como é.
Pode não ser a imagem mais maravilhosa, ainda, mas é cheia de ginga e a ousadia é grande, o espectador é convidado a aprender ao mesmo tempo em que agente, sem arrogância intelectual, biombo de classe, mais do que "virámundo" é "Chácara Santana – 24 Anos no Morro", mas ainda com a sutileza e o impacto dos vídeos de Coutinho.
E virando omundo, no sapatinho da imagem do outro que sou eu, somos nós, nossa imagem estoura na tela, num plano fechado, cara a cara conosco, às vezes meio desfocada, corta um pouco ali, um pouco aqui, mas se revela, se descobre e diz, somos nós, eu e você, lutando pra sobreviver e pra reverter, armando nosso acampamento se alimentando de Imagens de Uma Vida Simples vai se fortalecendo e semeando dignidade e Arte na Periferia, mesmo que o Valo-Velho se sinta o Morumbi e que o acampamento seja considerado o Paraisópolis.
Tiro o chapéu para os guerreiros e guerreiras filhos de Cândido que lutam por um futuro melhor para os filhos seus, e para o prefeito de Itapecerica, uma vaia, no mínimo.
Rogério Pixote

Thursday, July 12, 2007

SARAU DA COOPERIFA, Ô LUGAR!!

Ajoelhaço no dia das mulheres
Ontem na fria de São Paulo aconteceu mais um sarau da Cooperifa, sarau que acontece há 6 anos na periferia da zona sul da capital. Quase trezentas pessoas enfrentaram o clima glacial para se acotovelar no bar do Zé Batidão para ouvir e falar poesia. Não se arrependeram.
Num clima de 40 graus realizamos um das noites mais linda do ano, quem estava lá sabe do que eu estou falando, quem já foi também tá ligado: mil volts!
Só para começar, começamos com cinema. O cine Becos e vielas apresentou o documentário "23 dias e 23 minutos" de Rogério Pixote e Juliana. Pois é, cinema na periferia feito por gente da periferia. Roliudi ? Não. É uma outra fita, literalmente.
Nesta mesma noite acontecia mais um lançamento de livro no sarau (já foram 36). Sim, a Cidinha Silva lançou a sua 2ª edição do "Cada tridente em seu lugar. A noite foi louca. Tem gente lá até agora.
Às nove horas os poetas assumiram o controle da noite, e a poesia, com gosto de açúcar e pólvora, invadiu o ar. Bom, aí, vocês já sabem o que aconteceu, catarse total! Ô noite linda! Maravilhosa! A periferia como a gente gostaria que fosse sempre, em harmonia com o universo!
Gente linda e inteligente distribuindo sorrisos, abraços, vibrações positivas, poemas, alegria e sabe lá o que mais...
Ah, não tá bom?????? Terminamos com Wesley Noóg ao violão:"andar com elegância para vencer o time da ignorância..." ou "É festa de favela, tem que saber chegar... ". Os Cooperiféricos estavam em êxtase total. As auras estavam todas em fagulhas. Que puta sintonia. Ontem nos combatemos o sistema: Um sorriso no rosto e os punhos cerrados.
Mano, o bagulho foi da hora. O bagulho foi louco. Uh, Cooperifa! Uh, Cooperifa Uh, Cooperifa!
Literatura, cinema e música numa única noite, num único dia, num lugar único: A PERIFERIA!
Já é.
Abs.
Sérgio Vaz
Colecionador de noites lindas

Tuesday, July 10, 2007

LITERATURA, PÃO E POESIA

Foto: Lillo

Literatura, pão e poesia - Sérgio Vaz


A literatura na periferia não tem descanso, a cada dia chega mais livros. A cada dia chega mais escritores, e, por conseqüência disso, mais leitores. Só os cegos não querem enxergar este movimento que cresce a olho nu, neste início de século. Só os surdos não querem ouvir o coração deste povo lindo e inteligente zabumbando de amor pela poesia. Só os mudos, sempre eles, não dizem nada. Esses, custam a acreditar.
Não quero nem falar dos saraus que estão acontecendo aos montes, pelas quebradas de São Paulo. Isto me tomaria muito tempo. Haja visto as dezenas de encontros literários, pipocando nas noites paulistanas. Cada qual do seu jeito, cada qual com seu tema, cada qual a sua maneira de cortejar as palavras.
Mas eu quero falar mesmo e da poesia que se espalhou feito um vírus no cérebro dos homens e mulheres da periferia. Pois é, essa mesma poesia que há tempos era tratada como uma dama pelos intelectuais, hoje vive se esfregando pelos cantos dos subúrbios à procura de novas emoções.
O Tal poema, que desfilava pela academia, de terno e gravata, proferindo palavras de alto calão para platéias desanimadas, hoje, anda sem camisa, feito moleque pelos terreiros, comendo miudinho na mão da mulherada.
Vocês, por acaso, já ouviram falar do tal poema concreto? Pois é, os trabalhadores e desempregados estão construindo bibliotecas com eles, nas favelas. E o lobo mau pode assoprar que não derruba. Apesar da pouca roupa que lhe deram está se sentindo todo importante com sua nova utilidade.
A periferia nunca esteve tão violenta, pelas manhãs é comum ver, nos ônibus, homens e mulheres segurando armas de até 400 páginas. Jovens traficando contos, adultos, romances. Os mais desesperados, cheirando crônicas sem parar. Outro dia um cara enrolou um soneto bem na frente da minha filha. Dei-lhe um acróstico bem forte na cara. Ficou com a rima quebrada por uma semana.
A criançada está muito louca de história infantil. Umas já estão tão viciadas, que, apesar de tudo e de todos, querem ir para as universidades. Viu, quem mandou esconder ela da gente, agora a gente quer tudo de uma vez!
Dizem por aí que alguns sábios não estão gostando nada de ver a palavra bonita beijando gente feia. Mas neste país de pele e osso, quem é o sábio ? Quem é o feio? E olha que a gente nem queria o café da manhã, só um pedaço de pão. Que comam brioches!
Não, não é Alice no país da maravilha, mas também não é o inferno de Dante. É só o milagre da poesia.
Quem odeia ler agora?


LANÇAMENTO DE LIVRO NO SARAU DA COOPERIFA

Capa da 2ªedição do livro da Cidinha Silva (clique para ampliar)


SARAU DA COOPERIFA APRESENTA:

LANÇAMENTO DA 2ª EDIÇÃO DO LIVRO

"CADA TRIDENTE EM SEU LUGAR"
DE
CIDINHA SILVA

Dia 11 de julho 20hs30

Sarau da cooperifa
Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797
Zona sul-SP

Monday, July 09, 2007

EDITORA PÚBLICA

Deputado Carlos Giannazi (Psol) no prêmio Cooperifa


A Assembléia Legislativa aprovou em 28/6 o Projeto de Lei 484/07, de autoria do deputado Carlos Giannazi, que autoriza o Executivo a criar a editora pública estadual para publicar e divulgar a obra literária e poética de escritores e poetas que não têm condições financeiras para isso.
O projeto foi inspirado a partir do trabalho realizado pelo Sarau da Cooperifa, onde poetas e escritores apresentam suas obras na periferia da cidade de São Paulo, num reconhecimento ao talento brasileiro que brota e existe em todo lugar.
Segundo Giannazi, o poder público tem a obrigação constitucional de investir em cultura e o seu projeto tem como objetivo estimular e dar suporte para que escritores e poetas possam divulgar suas obras. " Há grandes talentos produzindo obras maravilhosas, principalmente nas camadas populares.
Porém, por falta de condições econômicas e também pela omissão do poder público, que não investe nessa área, esses trabalhos não são publicados e divulgados. Por isso, propus a criação de uma editora pública sem fins lucrativos que tenha como principal objetivo estimular a criação literária e poética através de publicação e divulgação", disse o parlamentar.
O deputado e todos os artistas populares da periferia das grandes cidades paulistas esperam que o governo sancione o projeto de lei transformando em realidade o sonho desses artistas talentosos que a sorte econômica não abre espaços.

Sunday, July 08, 2007

COLECIONADOR DE PEDRAS, O LANÇAMENTO, VINTE ANOS DEPOIS !!!

Povo lindo, povo inteligente,
depois do lançamento do livro "Colecionador de pedras" que aconteceu na quinta-feira mágica, só agora eu tive tempo e calma para poder falar um pouco sobre o que aconteceu. Não escrevi antes por conta do cansaço e também porque não entendido o que realmente ocorreu. Outra coisa, se eu não falar logo , o Maka quer de volta as boas vibrações que ele mandou da Bahia, Nem pensar!
Pra chegar nesta quinta-feira quero voltar um pouco numa segunda-feira, há vinte anos atrás. Pois é, há vinte anos eu estava lançando o meu primeiro livro "Subindo a ladeira mora a noite" na periferia de São Paulo, mais especificamente, no bar do Zé Batidão. Isso mesmo, já se vão vinte anos que essa história percorre silenciosa pelas quebradas... Depois desse dia, vieram outros livros: "A Margem do vento, Pensamentos vadios, A poesia dos deuses inferiores, e o Colecionador de pedras", todos com edições independentes. Esses livros me ensinaram muitas coisas...
Bom, de volta para o futuro queria contar que o lançamento do livro foi uma das coisas mais lindas que eu vi acontecer na minha vida, foi simplesmente lindo. Parecia que todos tinham atendido a uma convocação geral, estavam quase todos que eu havia convidado. Para se ter uma idéia, tinha mais de quinhentas pessoas no CEMUR ("tá bom 500 pessoas num lançamento de livro, né?") que são testemunhas dessa noite maravilhosa.
Uma tremenda articulação foi feita pelo pessoal da Cooperifa para que tudo isso acontecesse. Ô glória, que povo generoso! Gratidão eterna aos meus amigos.
Enquanto eu autografava os livros eles assinavam o nome em meu coração... Se o livro da Coleção periférica pensou que ia brilhar sozinho, dançou. Pois também brilharam, O Wésley Noóg, Versão popular, Periafricania, poetas da Cooperifa, Banda Preto Soul, Grupo Espírito de Zumbi, Magrelas Bike, Clãmunhão, Sabedoria de Vida, a lua e o vinho.
Sim, tudo isso aconteceu num lançamento de livro, e o que é melhor, na nossa quebrada.
Quem estava lá? Deixa eu ver, se me lembro... Tirando meus amigos pessoais, que só eu conheço e não teria espaço para colocar os nomes aqui... Ah, o Domingão, Evaldo, minha família, a família da Sônia, O Du e a Karina, quem mais... deixa eu ver... O Chapinha do Samba da vela, Gato preto e o Crônica do grupo a Família, Robson Canto, GOG, Alessandro Buzo, Rosana Bronx, Ferréz, Eleilson (ele que acreditou na coleção), Seu Luiz (o dono da Global editora), Carlos Giannazi (Dep. Estadual-PSOL), Walter e o prof. Toninho, Prof. Said, Chico Pinheiro e Carla Pinheiro (SPTV), Jerferso De e cris Arenas, Toninho (Secr. AJ),Guilherme (Global), putz e agora?
Ah, a Cooperifa, em peso! Mais gente, mais gente e mais gente. Muita gente que eu conheço, só eu conheço e que só eles me conhecem. Queria agradecer a todos!
Também queria agradecer a todos que trabalharam para que esse dia acontecesse da forma mais linda possível: fanzines, Blogs, sites, jornais, emeios, orkuts, Cooperifa, Ação educativa, jornal O POVO, etc. valeu!
Bom queria falar sobre tantas coisas desse dia, mas não saberia contar, pergunte a quem foi, eles falarão melhor, só quis escrever um texto de agradecimento, só isso.
Queria agradecer a todos, por toda minha vida. Quem foi tá ligado no que aconteceu.
Uma noite linda, para um povo lindo, por uma periferia mais linda ainda.
O livro tá por aí, nas mão dos meus amigos e nas prateleiras das livrarias, mas os meus amigos, não. Eles estão no meu coração, num cofre onde só eu tenho a chave, é difícil entrar, mas é mais difícil sair, obrigado. Por conta deles tô quase virando gente.
Coração amil,
Sérgio Vaz
Colecionador de pedras
*Ah!, a foto acima: essa corrente é ruim de quebrar!

Saturday, July 07, 2007

COLECIONADOR DE PEDRAS, AS FOTOS DO LANÇAMENTO

Não tinha máquina digital para tirar fotos, então se alguém tirou por favor me enviem. Estas fotos são da Marilfa Borges.

Toni Nogueira e Wésley Noóg

Alexandre de Maio, GOG, Broi, Buzo e Renato Vital

Ferréz, eu e Alessandro Buzo


Sônia e eu

GOG e Robson Canto



COLECIONADOR DE PEDRAS, AS FOTOS DO LANÇAMENTO

Lilo e Eliane Brum
Vista panorâmica

Grupo Espírito de Zumbi


Sônia

Chapinha (Samba da vela)


Deputado Carlos Giannazi (PSOL) e Seu Luíz ( Global editora)


Camila, Jú e Mariana


Cida e Serginho


Ali Sati


Marta de Betânia e Prof. Said


Domingão


Carla Vilhena e Chico Pinheiro (SPTV)


Chico Pinheiro

Toni C.


Trabalhando



Ferréz