Tuesday, August 28, 2007

Monday, August 27, 2007

NÓS TEMOS UM SONHO E PIAUÍ SOMOS NÓS !!!




SARAU DA COOPERIFA APRESENTA:



“Nós temos um sonho” e “Piauí somos nós”.


Nesta quarta-feira o Sarau da Cooperifa comemora o 44º aniversário da marcha para Washington e homenageia o reverendo Martin Luther King com a leitura coletiva de um dos mais belos e fortes discursos da humanidade “Eu tenho um sonho” (I have a dream).


Ato de protesto contra a empresa Philips e a favor dos nossos irmãos do Piauí: “Piauí somos nós”. Um televisor da empresa será coberto com os poemas lidos na noite.


Dia 29 de agosto (quarta-feira) 20hs30


Bar do Zé Batidão Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana

São Paulo-Periferia F:58917403

Sunday, August 26, 2007

QUINATA-FEIRA TEM SARAU RAP NA AÇÃO EDUCATIVA (agende-se)

Sales, o evolucionário

POESIA DAS RUAS


Projeto “Poesia das Ruas”Ritmo e Poesia

O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadoras doRap.

É um espaço para o exercício da criação poética.
Sem música, MCsdeclamarão suas letras, compartilhando talento literário.


DIA 30 de agosto 19HS30

As inscrições para declamar

começam às 19h30, podendo ter até 50 poetas declamando por noite.


Ação Educativa

Rua: General Jardim, 660 – Vila Buarque - SP
Centro - SP

COOPERIFA APRESENTA:


Thursday, August 23, 2007

Artigo Jornal O POVO

Brasil, o filme (baseado em fatos reais) - Sérgio Vaz


Cena 1
Semana passada enquanto aguardava o semáforo abrir, assisti ao lado do meu carro uma apresentação de malabarismo de um jovem que equilibrava bolinha de tênis para não morrer de fome.

Cena 2
É criado, pela elite paulistana o “movimento cívico pelo direito dos brasileiros”, o Cansei. O lançamento foi na sede da OAB-SP, e é apoiado por empresários, artistas (Hebe Camargo, Ivete Sangalo Ana Maria Braga e Regina Duarte), só pra ficar nos mais conhecidos, e boa parte da grande mídia. Além, é claro, do patrocínio da Philips do Brasil. Turminha formada, realizam uma manifestação na praça da Sé que acaba naquilo que começou: Fora Lula!.

Cena 3
O menino termina sua apresentação e recolhe suas bolinhas no bolso. Olha para o passageiro do carro e levanta as mãos para chamar a sua atenção. Além de uma moeda, pensei que ele também queria aplausos, mas não. Antes de se aproximar do espectador, levanta a camiseta. Vira de costas e levanta novamente a camiseta num claro sinal de que não está armado.

Cena 4
O Presidente da Philips, Paulo Zottolo, dá uma entrevista ao jornal Valor econômico e diz que: “ se o Piauí deixar de existir ninguém vai ficar chateado”, e mostra claramente o preconceito da nossa elite quanto ao povo brasileiro. Manifestações e boicotes contra os produtos da empresa holandesa espalham-se pelo estado

Cena 5
O jovem se aproxima ao lado do passageiro e quando o vidro começa a descer, como num raio surge outro garoto com uma arma na mão e aponta para a vítima. Numa dessas frações de segundos o motorista acho que pode reagir e acelera o carro bruscamente. Num átimo de segundo o rapaz que segura dispara duas vezes e os dois somem pela calçada.

Cena 6
Termina a manifestação, os empresários e as personalidades entram em seus carrões importados seguidos por seguranças e vão para as suas mansões com cara de dever cumprido.

Cena 7
Termina o assalto frustado. A vítima permanece com o rosto sobre o volante enquanto sangra até morrer. Quem quer que seja, não vai mais a lugar algum.

Cena 8
O rico está cansado.

Cena 9
O pobre está cansado.

Cena 10
A vítima descansa em paz.


texto extraído do site :www.cartamaior.com.br

DEBATE

Cansados do Brasil

Os cansados do Brasil têm o direito à crítica, bem como têm os mesmos direitos, os que estão cansados da elite brasileira, de seus políticos corruptos de qualquer partido e dos irracionalismos de plantão.

Luís Carlos Lopes

São curiosas as reivindicações desta gente do Cansei. Eles dizem que estão cansados dos assaltos, dos assassinatos e de coisas como acidentes aéreos trágicos. Dizem que são contra a corrupção e pensam que a época da ditadura era melhor. Prenunciam a campanha eleitoral presidencial que se aproxima, acusando o governo atual de todos os males do país. E o governo, para eles, é composto apenas pela presidência da República. O resto do Executivo, o Congresso e o Judiciário desaparecem de suas críticas. Os governos estaduais e municipais também escapam de suas fúrias, principalmente, os dirigidos por aqueles que consideram aliados.As empresas nacionais e estrangeiras, segundo eles, não têm quaisquer responsabilidades nos problemas do país. O crime nada tem a ver com a distribuição de renda, da qual eles fogem, tal como o dito cujo foge da cruz. Existiria uma corrupção de Estado aceitável e a de hoje, para eles, mais grave. Na ditadura viviam no céu, na democracia chegaram ao inferno. Eles precisam rapidamente voltar ao passado. Não criticam o Estado brasileiro e nem as políticas de governo. Criticam pessoas que seriam despreparadas e incapazes, isto é, não seriam membros da elite branca (expressão usada por um deles) e nem teriam a formação universitária correspondente aos cargos ocupados. Esquecem que para roubar não é preciso diploma. Roubam de doutores a analfabetos, de acordo com a ocasião, que sempre fez e faz o ladrão. A cor da pele nada tem a ver com o roubo. Aliás, os cometidos pelos brancos costumam ser maiores, mais valiosos e menos punidos. Tudo isto é esquecido. Eles turvam seus olhares, evitando ver a realidade que os envolve e encontrando bodes expiatórios para os seus problemas de consciência. Imaginam com impaciência, o jovem negro, pobre, ladrão e, eventualmente, assassino como sendo uma calamidade. Mas, calam-se contra os de colarinho branco que são facilmente absolvidos pela justiça, mesmo depois de serem reunidas provas incontestáveis de suas rapinagens. Direitos humanos para eles é uma excrescência. Bandido bom é bandido morto, quanto mais torturado melhor. Pensam como alguns dos seus bisavôs que colocavam no tronco qualquer escravo, por ‘delitos’ mínimos. Os direitos deles são sempre os mais justos. Ninguém deve protestar quanto aos verdadeiros problemas sociais e políticos do país. Eles é que estão certos. Não querem discutir os seus reais problemas. Já sabem de tudo e acreditam que podem resolver as questões complicadas que tanto os cansam.Eles parecem uma frente que juntou malufistas e fernandistas históricos, viúvos e viúvas da ditadura, deslumbrados das mídias, artistas de pouco talento, advogados, empresários, políticos, publicitários, outros profissionais de nível superior, alguns desportistas e até, segundo os jornais, um ou outro pobretão. As madames e os patrões levaram alguns dos seus domésticos para protestar. Nem todos sabem bem o que estão fazendo ali. Possivelmente, acham cool estar entre os famosos. Afinal, é um momento especial e raro para aparecerem na tv. Alguns, já esquecidos pelas grandes mídias, têm instantes de brilho e de fama. Não casualmente, eles são quase todos paulistas quatrocentões, brancos, volúveis e instáveis. Querem dar um sentido às suas vidas. Não agüentam mais o tédio cotidiano e o cheiro da miséria social e moral que os envolvem. Eles estão cansados com certa razão. O ócio cansa. Falar para os mesmos cansa. Viver sem razão cansa. Omitir-se cansa. Ser brasileiro cansa. A impossibilidade de tirar da visão os mais pobres cansa. Afinal, o Brasil é pobre e miserável e alguns deles têm dinheiro demais. Acreditar-se belo para sempre cansa. Não ser capaz de pensar cansa. Defender a superficialidade cansa. Manipular o próximo cansa. Como seria bom que um novo pai da pátria branco cuidasse de tudo. Em breve, estarão cansados deste movimento e terão que conseguir outras coisas para fazer. É verdade que numa democracia criticar o governo é tarefa da oposição seja ela de direita ou de esquerda, partidária ou social. Trata-se de algo salutar e próprio dos regimes que aceitam o diálogo e não amordaçam a palavra. Neste sentido, os cansados do Brasil têm o direito à crítica, bem como têm os mesmos direitos, os que estão cansados da elite brasileira, de seus políticos corruptos de qualquer partido e dos irracionalismos de plantão. O problema que precisa ser notado e que parece grave é que os cansados midiáticos apelam para volta de um passado baseado na tortura, na prisão, na morte, no exílio e na censura. Será que eles esqueceram? Ou será que estamos frente a um novo negacionismo?

Luís Carlos Lopes é professor.
DEBATE

O verdadeiro choque de civilizações

Um dos estrategistas do Pentágono disse friamente:"as cidades fracassadas e ferozes do Terceiro Mundo, principalmente seus arredores favelados, serão o campo de batalha que distinguirá o século XXI".
Leonardo Boff
A expressão "choque de civilizações" como formato das futuras guerras da humanidade foi cunhada pelo fracasssado estrategista da Guerra do Vietnã Samuel P. Huntington. Para Mike Davis, um dos criativos pesquisadores norte-americanos sobre temas atuais como "holocaustos coloniais" ou "a ameaça global da gripe aviária", a guerra de civilizações se daria entre a cidade organizada e a multidão de favelas do mundo.
Seu recente livro "Planeta Favela"(2006) apresenta uma pesquisa minuciosa (apesar da bibliografia ser quase toda em inglês) sobre a favelização que está ocorrendo aceleradamente por todas as partes.
A humanidade sempre se organizou de um jeito que grupos fortes se apropriassem da Terra e de seus recursos, deixando grande parte da população excluída. Com a introdução do neoliberalismo a partir de 1980 este processo ganhou livre curso: houve uma privatização de quase tudo, uma acumulação de bens e serviços em poucas mãos de tal monta que desestabilizou socialmente os países periféricos e lançou milhões e milhões de pessoas na pura informalidade.
Para o sistema eles são "óleo queimado", "zeros econômicos", "massa supérflua" que sequer merece entrar no exército de reserva do capital. Essa exclusão se expressa pela favelização que ocorre no planeta inteiro na proporção de 25 milhões de pessoas por ano. Segundo Davis 78,2% das populações dos países pobres é de favelados (p.34). Dados da CIA, de 2002, davam o espantoso número de 1 bilhão de pessoas desempregadas ou subempregadas favelizadas.
Junto com a favela vem toda a corte de perversidades, como o exército de milhares de crianças exploradas e escravizadas, como em Varanasi (Benares) na Índia na fabricação de tapetes, ou as "fazendas de rins" e outros órgãos comercializados em Madras ou no Cairo e formas inimagináveis de degradação, onde pessoas "vivem literalmente na m"( p.142).
Ao Império norte-americano não passaram desapercebidas as conseqüências geopolíticas de um "planeta de favelas". Temem "a urbanização da revolta" ou a articulação dos favelados em vista de lutas políticas. Organizaram um aparato MOUT (Military Operations on Urbanized Terrain: operações militares em terreno urbanizado) com o objetivo de se treinarem soldados para lutas em ruas labirínticas, nos esgoto, nas favelas, em qualquer parte do mundo onde os interesses imperiais estejam ameaçados.
Será a luta entre a cidade organizada e amedrontada e a favela enfurecida. Um dos estrategistas diz friamente:"as cidades fracassadas e ferozes do Terceiro Mundo, principalmente seus arredores favelados, serão o campo de batalha que distinguirá o século XXI; a doutrina do Pentágono está sendo reconfigurada nessa linha para sustentar uma guerra mundial de baixa intensidade e de duração ilimitada contra segmentos criminalizados dos pobres urbanos.
Esse é o verdadeiro choque de civilizações"( p.205).
Será que os métodos usados recentemente no Rio de Janeiro com a militarização do combate aos traficantes nas favelas, com verdadeiras execuções, já não obedece a esta estratégia, inspirada pelo Império? Estamos entre os países mais favelizados do mundo, efeito perverso provocado por aqueles que sempre negaram a reforma agrária e a inclusão social das grandes maiorias pois lhes convinha deixá-las empobrecidas, doentes e analfabetas. Enquanto não se fizerem as mudanças de inclusão necessária, continuará o medo e o risco real de uma guerra sem fim.

Leonardo Boff é teólogo e escritor
http://www.agenciacartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=3701

Wednesday, August 22, 2007

CAVALEIRAS DO APOCALIPSE


Se liga nesse blog abaixo:
Veja quais são os outros artistas que apoiam o Cansei:
14 de Agosto de 2007
Personalidades e desportistas apoiadores do Movimento “Cansei”
1. Adriana Lessa
2. Agnaldo Rayol
3. Amália Rocha
4. Ana Maria Braga
5. Beatriz Segall6.
Caio (futebol)
7. Carlos Alberto de Nóbrega
8. Christiane Torloni
9. Fernando Scherer (o “XUXA”)
10. Goulart de Andrade
11. Hebe Camargo
12. Irene Ravache
13. Ivete Sangalo
14. Jair Rodrigues
15. Luana Piovani
16. Marcelo Negrão (volei)
17. Moacyr Franco
18. Osmar Santos
19. Paulo Vilhena
20. Regina Duarte
21. Seu Jorge
22. Silvia Poppovic
23. Tom Cavalcante
24. Victor Fasano
25. Zezé Di Camargo

VIVA O PIAUÍ !!!!!


SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA


ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA




CANSOU?


ENTÃO SAI DA RETA,


NÓS VAMOS BOTAR PRA QUEBRAR !!!!!!

Tuesday, August 21, 2007

O SAMBA PEDE PASSAGEM

Clique no cartaz

CANSOU TAMBÉM? POIS É, NÓS NEM COMEÇAMOS!

VEM AÍ MAIS UMA PORRADA LITERÁRIA


Monday, August 20, 2007

EU TENHO UM SONHO - MARTIN LUTHER KING

Dia 29 de agosto o sarau da Cooperifa será em homenagem a Martin Luther King e para comemorar os 44 anos da marcha para Washington que reuniu mais de 250.000 pessoas a favor dos diretitos civis amercicanos. Dia em que o reverendo leu um dos discursos mais bonitos do planeta:(I have a dream) Eu tenho um sonho.



EU TENHO UM SONHO



Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)



"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação. Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça.

Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros. Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação. Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material.

Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro.

Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".

Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça. Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo.

Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial. Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus. Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento.

Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.

Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física.

Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino.

Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só. E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?" Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial.

Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar.

Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza. Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento.

Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero. Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho.

É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.

Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos.

Eu tenho um sonho hoje!

Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.

Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança.

Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade.

Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre.

Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado. "Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos, De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"

E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.

E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York.

Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania.

Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado.

Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.

Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi. Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.

E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:"Livre afinal, livre afinal.


Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."

Friday, August 17, 2007

POETAS DA COOPERIFA



Sapeki - Augusto



Sapeki era um garotinho
que levava uma vida bela.
Feliz ele corria
entre os becos e vielas
e era querido por todos
que moravam naquela favela.

O pai e mãe da Sapeki
com suor, a vida ganhava.
De mãnha ele ia pra escola
onde junto com o irmão estudava.
À tarde corria pra feira
e as sacolas carregava.

O pai dele era pedreiro;
fazia casas pra doutores.
A mãe costurava no Brás;
lidava com texturas e cores.
E Sapeki, afoito e sagaz,
queria também mostrar seus valores.

Acontece que Sapeki
vivia no mudo da lua.
E isso era sabido
a todos de sua rua.
Sempre botando um tempero
naquela vida tão crua.

Só pra ilustrar as viagens,
vou contar uma história porreta.
Da vez que uma cocota
se apaixonou por um cegueta.
E o Sapeki ja num anunciou
que era o Romeu e a Julieta?

E teve aquela vez
em que um cachorro atropelado
deixou varias crianças chorando
e ele foi pro seu lado...
ficou ali ruminando
e fez uma ode para o danado.

Na escola a professora
ja tinha percebido
que Sapeki era diferente.
Entre os alunos; o mais vivo!
Em uma mão o irmão mais novo
e na outra mão, sempre um livro.

Acontece que nessa idade
a paixão esta acesa.
Sepeki conheceu Belafonte;
linda como uma princesa!
E foi por ela que ele se atreveu
a falar tudo de sua cabeça.

Aquela ideias floridas
que sua visão de menino formava.
E movido pela conquista
pros papéis as ideias saltavam.
E pra Belafonte escrevia
que ela era o ar que ele respirava.

E tudo ele metaforava.
A escola era um grande castelo.
A professora era a fada madrinha.
E a favela era um reino singelo...
e olha que em toda a região
não havia reino mais belo.

E foi essa lúdica paixão
que despertou aquele menino
pros caminhos das histórias
pra qual ele tinha bom tino.
Os anos foram passando
e ele entrgou-se ao seu destino.

Formou-se no trabalho duro,
na chaça com os amigos.
Casou- se com Belafonte
e tem dois meninos lindos.
É um escritor periferico;
e através dos seus escritos
nunca sera esquecido!

MANIFESTO ANTROPOFÁGICO DA PERIFERIA


VEM AÍ A 1ª SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA




ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA







"A ARTE QUE LIBERTA NÃO PODE VIR DA MÃO DE QUEM ESCRAVIZA"

Sérgio Vaz

Thursday, August 16, 2007

FELIZ ANIVERSÁRIO !!!!!!

Foto: Marilda Borges
Ontem foi aniversário da minha Sônia

Artigo jornal " O povo"


É agora ou nunca (it's now or never) - SÉRGIO VAZ



Escrevo este artigo no mesmo dia em que a morte do cantor Elvis Presley completa 30 anos. O rei do rock, como é chamado, recebe todas as homenagens possíveis, digna de uma autêntica majestade. Dizem os mais fanáticos fãs que “Elvis não morreu”, e que vive na Argentina e que torce para o Boca Juniors.
Não sou um conhecedor de sua obra, conheço uma música aqui, outra ali, enfim, nada que me credencie para falar dele. Pra falar bem a verdade sou muito mais Raul Seixas. Mas não é sobre os astros que eu queria escrever, e sim da nossa relação com a morte.Ou sobre a vida, como queiram.
Por quê será que é tão difícil para nós aceitarmos que um dia a vida acaba? Por quê será que não aceitamos a hipótese, que um dia as pessoas que a gente mais gosta não estará mais ao nosso lado? Deve ser porque vivemos com a idéia de que somos eternos. Deve ser por isso que somos tão mesquinhos em relação à felicidade.
E por nos acharmos eternos quase não damos valor aos pequenos detalhes da vida. Deve ser por isso que quase não dizemos “bom dia”, como se de fato, o dia nunca fosse acabar.
Deve ser por isso que nunca dizemos o quanto gostamos das pessoas. Como se todas as pessoas já soubessem disso.
Deve ser por isso que nunca dizemos “por favor” ou “muito obrigado”. Como se gentileza fosse mera obrigação.
Já percebeu que as pessoas só falam em aproveitar a vida quando estão no velório de algum conhecido?
E acreditar ou não em Deus não tem nada a ver com isso, a gente morre e pronto, ou ponto final. A vida acaba. Todo mundo morre.
Desculpe se sou eu quem está te dizendo isso, mas você vai morrer. Quando? Boa pergunta. Pode ser daqui a cinco minutos ou daqui a cem anos, sei lá. O mais importante é que você saiba disso, mesmo que te prometam o céu ou te condenem ao inferno, um dia você não estará mais entre os que te rodeiam.
Eu, você, ou quem quer que seja, podemos retardar a morte, mas jamais podemos evitá-la. E nem adianta fazer o sinal da cruz ou bater na madeira três vezes. Nós vamos morrer, é fato.
Mas há uma coisa que a gente ainda pode fazer, que é escolher como é que a gente quer viver. Só a gente pode escolher como queremos ser lembrados um dia. Só a gente pode colocar o polegar na história, ou não. E isto não tem nada a ver com a morte, tem a ver com a vida.
Elvis não morreu, você também não.

Paulo Kauim Brasília -DF

revolusom

bem longe da puc
da oca
do mar
do mam
do masp
da faap
do museu afro
da ipiranga com a são joão
bem longe do pão de açúcar
do elevador lacerda
do palácio do planalto
do pantanal
da avenida nossa senhora de copacabana
do rio tocantins
das dunas de jenipabú

bem perto da serra da barriga
de palmares
de zumbi
da pipado sj e do bob ( sentimento de fúria )
da batida perfeita do zé batidão
da chácara santana
da 1 da sul

das vísceras do vaz

aqui é o lugar
sarau da cooperifa

Paulo kauim

Wednesday, August 15, 2007

LITERATURA, PÃO E POESIA

Eu, Sacolinha e Alessandro Buzo



Literatura, pão e poesia - Sérgio Vaz

A literatura na periferia não tem descanso, a cada dia chega mais livros. A cada dia chega mais escritores, e, por conseqüência disso, mais leitores. Só os cegos não querem enxergar este movimento que cresce a olho nu, neste início de século.

Só os surdos não querem ouvir o coração deste povo lindo e inteligente zabumbando de amor pela poesia. Só os mudos, sempre eles, não dizem nada. Esses, custam a acreditar.

Não quero nem falar dos saraus que estão acontecendo aos montes, pelas quebradas de São Paulo. Isto me tomaria muito tempo. Haja visto as dezenas de encontros literários, pipocando nas noites paulistanas. Cada qual do seu jeito, cada qual com seu tema, cada qual a sua maneira de cortejar as palavras.

Mas eu quero falar mesmo e da poesia que se espalhou feito um vírus no cérebro dos homens e mulheres da periferia. Pois é, essa mesma poesia que há tempos era tratada como uma dama pelos intelectuais, hoje vive se esfregando pelos cantos dos subúrbios à procura de novas emoções.

O Tal poema, que desfilava pela academia, de terno e gravata, proferindo palavras de alto calão para platéias desanimadas, hoje, anda sem camisa, feito moleque pelos terreiros, comendo miudinho na mão da mulherada.

Vocês, por acaso, já ouviram falar do tal poema concreto? Pois é, os trabalhadores e desempregados estão construindo bibliotecas com eles, nas favelas. E o lobo mau pode assoprar que não derruba. Apesar da pouca roupa que lhe deram está se sentindo todo importante com sua nova utilidade.

A periferia nunca esteve tão violenta, pelas manhãs é comum ver, nos ônibus, homens e mulheres segurando armas de até 400 páginas. Jovens traficando contos, adultos, romances.

Os mais desesperados, cheirando crônicas sem parar. Outro dia um cara enrolou um soneto bem na frente da minha filha. Dei-lhe um acróstico bem forte na cara. Ficou com a rima quebrada por uma semana.

A criançada está muito louca de história infantil. Umas já estão tão viciadas, que, apesar de tudo e de todos, querem ir para as universidades. Viu, quem mandou esconder a literatura da gente, Agora nós queremos tudo de uma vez!

Dizem por aí que alguns sábios não estão gostando nada de ver a palavra bonita beijando gente feia. Mas neste país de pele e osso, quem é o sábio ? Quem é o feio? E olha que a gente nem queria o café da manhã, só um pedaço de pão. Que comam brioches!

Não, não é Alice no país da maravilha, mas também não é o inferno de Dante. É só o milagre da poesia.

Quem é que odeia ler agora?

Tuesday, August 14, 2007

NELSON MAKA -BA

Rugido (Nelson Maka)

Para Carlos Moore Wedderburn

Não há Renascimento em nossa Terra
Há a inevitável inserção do corpo e da alma
No confronto à hecatombe anunciada por você
Ponte visível entre as margens invisíveis
O método nefasto do grande mito continental

Funda-se o alçamento do castelo de nossas mais novas ilusões
Revestimento do contrapiso da catástrofe já sedimentada
Nova face da velha história que sempre ajudamos a construir

Você promove o desmanche do nosso edifício colonial
Passo a passo, peça a peça, pessoa a pessoa
Só mesmo você desnuda diante de meus olhos incrédulos esta nova miragem
O seguimento da farsa que me vi envolvido
Os descaminhos dos que ficam
Os desvios na dispersão
O frio sangramento dos filhos fiéis
A última queda da Mãe

Rugido de rara clareza e incrível tensão
Anúncio bélico
A descoberta da face sombria do Movimento sem condução
A ira arrancada da gramática que rompe
Voz dissidente que estilhaça a máscara revolucionária da nova opressão
Dissolve seu simbolismo sagaz
A ardilosa apropriação, o furto, a diluição hipócrita
A lama oportunista
A mancha que se estende
A nódoa sobre os mais salutares tecidos afro-revolucionários

Sua timbragem de rara exceção é o alicerce que não se elastece
O vigor que não se dobra
O pacto profundo da consciência Pan-Africana

Os pilares paradigmáticos de Kwame Nkrumah
Metonímia que bem representa a fidelidade de sua abnegação
A gratidão com que você coloca o peito aberto ante a ilusão que nos guia
Ante aos predadores de fora e de dentro da nossa gente preta

Tendo limpado minha consciência perdida de ignorar tantas cruezas
A têmpora dos que não têm acesso à restrita casa grande das informações
Não mais imito o trânsito inconseqüente nas esferas do poder estranho a nós

Obrigado por coroar minha cabeça finalmente
Com a semente que se faz brotar do entendimento definitivo
Da nascença das razões reais do continente
Da nova estampagem de meu semblante agora coberto de cumplicidade

Quando você se inscreve de corpo e alma na luta
Quando você escreve seu sempre ponto seguimento
Na sequência visceral das indagações
Na proposição do comportamento do homem íntegro
Na indubitável concretude do relato da história
Na experiência imediata do abandono da dor da miséria da morte
Na dedução catastrófica para o passado e o futuro
Na blindagem ao que se é dito quando se está sentindo
Não na única versão dos fatos
Senão no fundamento da sinceridade
Na coragem que nos interessa Na verdade que pode nos apontar caminhos

Sunday, August 12, 2007

Foto: Eduardo Toledo
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RECORDAR É VIVER


Corria o ano de 1998, 99 e 2ooo, quando eu perambulava pelas escolas, shows de rap, praças e bares, distribuindo cartões postais, gratuitamente, com as minhas poesias.
O design era do Artista plástico Da Brói. Foram mais de 80 mil cartões nesse período com desenhos e poemas variados.
Todos o dinheiro saía do meu bolso. Tudo pela poesia. Tudo pela história.
Quem sabe se pintar um picho eu não faço outros, né não?
Abs.
Sérgio Vaz

RECORDAR É VIVER

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ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA

1º SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA
ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA
85 anos depois, a versão da periferia sobre a arte produzida no Brasil.
Literatura
Teatro
Cinema
Artes plásticas
Dança
Música
de 4 a 11 de novembro de 2007
Periferia-Brasil
Informações: nos becos e quebradas.

COLECIONADOR DE PEDRAS



JORGINHO


JORGINHO
AINDA NÃO NASCEU,
TÁ ESCONDIDO, COM MEDO,
NO VENTRE DA MÃE.
QUANDO CHEGAR
NÃO VAI ENCONTRAR PAI,
QUE SAIU PRA TRABALHAR
E NUNCA MAIS VOLTOU
PRA JANTAR.
NO BARRACO EM QUE VAI MORAR
CABEM DOIS,
MAS É COM DEZ
QUE VAI FICAR.
SEM TER O QUE MASTIGAR
NEM LEITE PRA BEBER
VAI TER A BARRIGA INCHADA,
MAS SEM NADA PRA CAGAR.
NÃO VAI PRA ESCOLA
NÃO VAI LER NEM ESCREVER
VAI CHEIRAR COLA
PEDIR ESMOLA
PRA SOBREVIVER.
NÃO VAI TER SOSSÊGO
NÃO VAI BRINCAR
NÃO VAI TER EMPREGO,
VAI CAMELAR.
MENOR CARENTE
VAI SER INFRATOR
COM VOTO DE LOUVOR
DELINQUENTE.
NÃO VAI TER PÁSCOA
NÃO VAI TER NATAL
SE FOR ESPERTO, SE MATA,
COM O CORDÃO UMBILICAL.

SÉRGIO VAZ


Saturday, August 11, 2007


DIAS DOS PAIS

DÊ LIVRO DE PRESENTE

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Bróder, uma pequena homenagem

Jeferson De

BRÓDER!
(para meu irmão, vagabundo nato, Sérgio Vaz)

Ninguém coloca a mão, em que é meu Bróder.
Vê se não fode Jão, aqui encara ou morre.
Vai arregar negão, maloca num dá mole.
Dou minha vida sim, só por quem é meu Bróder.
Se aquela mina vai é, eu vou atrás.
Montamos um pagode. Hum, tudo é num zás.
Com Jef jogo um play, de novo eu tô atrás.
Até fazendo merda tô sempre mas...
Ninguém coloca a mão, em que é meu Bróder.
Vê se não fode Jão, aqui encara ou morre.
Vai arregar negão, maloca num dá mole.
Dou minha vida sim, só por quem é meu Bróder.
Minha mãe em primeiro lugar eu já dizia.
As crianças todas no seu lar e ainda digo.
Sem saúde não é pra ficar: - Olha a birita!
Foi por isso eu parei pra rimar.


Por jeferson de

Wednesday, August 08, 2007

PROMOÇÃO DIAS DOS PAIS


Nesta quarta-feira no Sarau da Cooperifa quem quiser adiquirir o livro "Colecionador de pedras", versão antiga, vai conseguir por apenas R$ 10,00.
Este preço é só para os frequentadores do sarau.

Tuesday, August 07, 2007

35º ANIVERSÁRIO DA FAVELA GODOY

Clique no cartaz para ver a programação

CINEMA NA COOPERIFA

CineBecos Apresenta


ZUMBI SOMOS NÓS


Direção: Frente 3 de FevereiroCo-produção: Fernando Coster / Gullane Filmes / Fundação Padre Anchieta - TV Cultura

Manifesto sonoro e visual que traz as novas sonoridades e imagens urbanas, e seu elo indivisível com o legado afro-brasileiro.

Espécie de bricolagem que une os tambores ancestrais, os ritmos contemporâneos e as novas simbologias visuais. "Zumbi Somos Nós" propõe uma reflexão sobre questões raciais na sociedade brasileira contemporânea e a criação de estratégias artísticas para responder a estas questões, inscrevendo na vida cotidiana novas formas de olhar, pensar e agir.

O Documentário conta com depoimentos dos músicos Dinho Nascimento, Dofona, Daniel O Reverendo, Gaspar Z'África Brasil e Cleverson Lee. E, também, dos pesquisadores Vera Malagutti, Nicolau Sevcenko, Lilia Schwarcz, Noel Carvalho, Julita Lemgruber e Frei David.

Rua Bartolomeu Silva, 797 - Chácara Santana - Zona Sul - Grátis

Artigo do Jornal " O POVO"

AO MESTRE, A ETERNIDADE ! (Sérgio Vaz)



“... A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir. Somos verdade, nem mesmo este samba de amor pode resumir. Quero chorar o teu choro, quero sorrir teu sorriso, valeu por você existir, amigo”. (Fundo de quintal).

Nesta semana um dos amigos mais importantes que eu conheço vai completar setenta anos de idade, e parece que eu o conheço desde os sete, apesar de ter quarenta e três. Como alguém pode completar setenta anos e ainda se parecer com um menino? Será isso a tal eternidade? Quem viver verá. Também estou na fila, espero chegar a minha vez.
Quando o conheci foi amizade à primeira vista. Foi como se tivesse reencontrado um velho amigo de infância. Daqueles que a gente dividia o pão com mortadela e um copo de Tubaína. Meu amigo é daqueles que a gente dividia o céu para empinar pipa, nem mesmo vidro moído podia separar.
Meu amigo é daqueles que a gente ficava triste por não ter caído na mesma classe, na época de escola. Vai vendo a poesia do destino, o meu amigo é um grande professor. Quando ele cita o meu nome eu respondo: Presente!
O meu amigo quando sorri, abraça com os olhos e seu coração mais se parece com uma escola, não daquelas onde se ensina, mas daquelas onde se aprende.
As rugas do meu amigo escrevem certo por linhas tortas, seu rosto é o mapa da cidade. Em sua face, tecida crua pelo tempo, é possível localizar cada bairro e se achar por cada rua que lhe escorre pelos olhos.
O Professor Said é daqueles amigos que sabe as respostas antes mesmo que a gente faça a pergunta. Por isso não questiona, nem põe à prova.
Para um verdadeiro amigo não se dá nota. A gente só sabe que ele passa de ano, todos os anos, junto com a gente.

Queria um dia também poder completar setenta anos como o professor está completando. E que esse dia fosse uma grande festa rodeada de bons e velhos amigos, e que nessa hora de apagar as “velhinhas” eu fizesse a chamada:

-Professor Said? E lá do fundo, como uma dessas surpresas da vida, ele me respondesse:
-Presente!
Nesse dia, sou eu quem vai tocar o sinal do recreio.


Valeu mestre, também aprendi a amar.

SARAU NAS ESCOLAS

Preto Will



EMEF PAULO FREIRE


Dia 07 de agosto terça-feira 19hs30

Av. Arlindo Genário de Freitas, 55 Jd. Saporito

Taboão da Serra-SP
F. 41385183


* Atenção poetas, saída da Secretaria de Educação às 19hs30

Monday, August 06, 2007

NÓS CONTRA O MUNDO

Nós contra o mundo

E aí, firmeza total?
Só pra você que você não esqueça, só pra te lembrar que por mais que pareça distante, estou mais perto do que você imagina.
Por favor, não desista de mim, por eu não vou desistir de você tão cedo, ou, nunca mais.
Queria que você soubesse que você é muito importante para a nossa caminhada.
Saiba que enquanto algumas pessoas alegam cansaço, nós nem começamos.
Queria que você soubesse o quanto você é primordial para que a periferia e o país se torne um mundo melhor para viver.
Dizem que viver dói, viver sem você, deve doer mais ainda. Apesar do pouco esparadrapo sei que vamos curar nossas feridas.
Quero segurar firme na tua mão para que nossas sombras possam andar sobre as águas e nadar pela terra, e entender de vez que sonhos não tem nada a ver com milagres.
O inimigo tem vários artifícios de enfraquecer nossa amizade, e a palavra é uma das mais perigosas.
Saiba que contra qualquer palavra que ele diga, duas vezes eu direi “Eu te amo”, e farei questão que todos tomem ciência disso, do poder do amor.
Nenhuma palavra é maior que o sentimento.

Se vamos caminhar juntos, queria que você soubesse disso.

Nós contra o mundo,

Sérgio Vaz
Colecionador de pedras

Wednesday, August 01, 2007

n