Friday, November 30, 2007

DANILO PEDIU PRA CHAMAR TODO MUNDO


ARTIGO DO JORNAL " O POVO"

Sombras miúdas - Sérgio Vaz


A história de Ivanildo é que ele simplesmente não tem história. Morador de rua virou notícia porque teve 85% corpo queimado por gasolina e faleceu na última terça-feira (27), e é só, mais nada.
O assassino, conforme as investigações policiais, era outro morador de rua, e o crime, vejam vocês a ironia da miséria humana -, foi motivado por conquista de território. Dizem que precisavam de mais espaço para viverem na rua.
Pois é, as calçadas! Há pessoas em guerra pelas calçadas frias da cidade de São Paulo.
Não conheci Ivanildo nem o seu algoz piromaníaco, mas tenho uma vaga idéia de quem sejam os infelizes. Já os vi queimando na retina dos meus olhos, numa dessas noites geladas e indignas, em suas casas de papelão que se movem como fantasmas pela nossa imaginação.
Ivanildo não devia ter documentos tampouco identidade, indigente deve ter sido enterrado com seus trapos numa vala qualquer, de um cemitério qualquer, que é o lugar certo para qualquer um de nós, miserável ou não.
Outro dia vi um Ivanildo fuçando uma lata de lixo à procura de comida que sobra dos nossas pratos, mas o dono da lanchonete apareceu para expulsá-lo com um cabo de vassoura.
Fiquei com a impressão que mendigos trazem má sorte para o comércio, e que restos de comida não são para restos de pessoas.
“Nós, os filhos de Deus, privatizamos até as migalhas”.
Tenho a impressão que os únicos que gostam dos moradores de rua são os cachorros. Aliás, de raça ou não, não conheço nenhum cachorro que não tenha um mendigo pra cuidar.
Moradores de rua são uma espécie rara de seres humanos: Eles não têm dentes, eles não cortam os cabelos, eles não tomam banho, pedem-nos esmolas, dormem no nosso caminho de casa, e nós, a não ser que peguem fogo, simplesmente não os vimos.
É difícil vê-los. Somos cristão demais para enxergá-los.
E tem mais, dizem que são invisíveis a olho nu.
Mas não são, suas sombras miúdas se arrastam em nossas orações, para o deleite da nossa hipocrisia. Fingir que gostamos de deus é a melhor forma de agradar o diabo.
Um ser humano pegando fogo na calçada e os nossos joelhos doendo de tanto rezar pela nossa felicidade material...
Deus sabe o que faz, a gente não. Devia ser o contrário.
Se dependesse de mim, a humanidade(?) já tinha pegado fogo há muito tempo. Um por um.




AUGUSTO

A PELEJA DO PADRE MARCELO COM O PICA-PAU POSSUÍDO

O caso que narro aqui
é um tanto inusitado.
Por isso peço atenção
e aos faladores:"_Calados!";
pois a imaginação adentrou
aos desenhos animados.

E animado fiquei
ao ler no jornal a notícia:
O Pica-Pau ia vir no Brasil
tirar onda de turista.
E eu quis recepcionar
essa figura tão bem quista.

No desenho não existe fronteiras,
tudo acontece a todo vapor!
Então optei por recebê-lo
no aeroporto de Salvador.
Levei-o ao Farol da Barra
só pra ele ver o sol se pôr.

O bicho ficou mais pirado.
Queria ir pro Bonfim.
Mas lhe falei que o melhor da noite
ainda estava por vir...
Pegamos um ônibus e descemos
ali na M´Boi Mirim.

Quando ele entrou na quebrada
sua alegria pude ver.
Cercado pela garotada
que sempre o via na tv.
Ele ria, chutava bola e fazia
seu famoso: "He, he, he..."

Ficamos ali pela tarde
conversando com os aliado...
e já no começo da noite
até rolou um baseado.
Ele deu duas tragadas
e ficou c´us olho entortado.

E o Pica-Pau como bom maluco
em outros preceitos tem fé...
perguntou pra mim na miúda:
"_E a Poesia? Onde que é?"
Então resolvi leva-lo
na quarta, no bar do Zé.

Quando no bar chegou
e se viu entre outros artistas,
logo se enturmou
e na mulherada cresceu às vista.
Pediu uma gostosinha
e uma bela d´uma porção mista.

Mas o Pica-pau se empolgou
e tomou o maior pilécão.
Chamou Timbó de Wesley Nog;
chamou Casulo de Cocão.
E sai porta afora, pra praça,
em forma de furacão.

Fui encontrar o maluco,
de novo, lá na Bahia.
Na praça de Castro Alves
ele esperneava e se tremia
e gritava que tinha sido
possuído pela poesia.

O herói da minha infância
não soube lidar com o flagelo.
Pois na poesia, como na vida,
nem tudo é claro, franco e belo.
Era uma vibe espiritual...
Levei logo pro Padre Marcelo!

O Padre de Santo Amaro,
muito "espirituoso",
além de ser cantor
sabe lida c´us famoso.
Chamou os Anjos que ele vê lá
e aplicou-lhe um passe nervoso.

E eu que tava envolvido
até o osso na corrente,
falei olhando pru Pica-Pau:
"_Lá no bar a parada é quente!
Corre sangue de Zumbi,
de Lampião e dos Inconfidentes.
É o banzo, é a força e a beleza
dos guerreiros da minha gente!"

Era o Espírito Industrial Americano
que rapidamente desincorporou.
O Padre voltou do transe
e o Pica-Pau abençoou.
E na quarta feira seguinte
no sarau o maluquinho voltou...

Ficou só no sapatinho;
foi falar com o Sérgio Vaz.
Falaram de Speed Racer,
de Hugo Chavez e muito mais...
E ainda leu uma poesia
do Vinicius de Morais.

No aeroporto de Corumbá
me despedi do Pica-Pau
Se desculpou pelo ocorrido
eu disse:"_É Normal!
Somos todos anjos tortos;
fervendo a arte à mil grau!"

EDSON NATALE LANÇA DISCO NA COOPERIFA


DIA 05 DE DEZEMBRO ÀS 20HS30 SARAU DA COOPERIFA
O CD inclui textos gravados em hebraico e árabe dando um caráter cosmopolita ao trabalho. Pelas 14 faixas, músicos de primeira linha emprestam seu talento como a cantora Elizah Rodrigues, o baixista Paulo Brandão, os tecladistas Lincoln Antonio e Daniel Szafran, o bluesy Tuco Marcondes, que se reveza no banjo e no dobro, o trombonista Tiquinho, além do internacional Swami Jr., que acompanha ao sete cordas Jards Macalé. E muitos outros.
EDSON NATALE

É autor do Guia Brasileiro de Produção Cultural (94, 99, 01, 04 07), do Anuário Brasileiro dos Músicos Produtores e Estúdios (1996), do livro infantil A História do Incrível Peixe Orelha, apoiado pela ONU. Trabalhou nos discos de Itamar Assumpção, Jards Macalé, Renato Braz, Ceumar, Mônica Salmaso & Paulo Bellinati, Ivo Perelman, Maurício Pereira, Paulinho Nogueira, entre outros.

Discografia – (com o Grupo Dharana) Dharana e Guerreiro do Arco Íris. Discos solo: Nina Maika, Sol de Inverno, Aboio e Quando Eu Soube Que Você Viria (1995) e Lavoro (coletânea), todos produzidos por Suba, o mago do estúdio Mitar Subotic (1961 – 1999).

Thursday, November 29, 2007

ONG CAPÃO CIDADÃO CONVOCA TODO MUNDO

"VAMOS ACORDAR"
1ª FEIRA DA PACIFICAÇÃO DO SER
DOMINGO 02.12 A PARTIR DAS 10HS
Local: Campo do Pantanal
ONG CAPÃO CIDADÃO (Jd. Walkíria)
Av. Carlos Lacerda, 2876
Altura da garagem de ônibus Transkuba
Veja a programação:
* A Cooperifa vai se apresentar às 13hs no BOXE E POESIA
10hs - Igreja Santo Antônio de Pádua/ Igreja Evangelho Pleno
11hs - Coral Comunhão
12hs - GINCANAS
15hs - MPB - Jairo Carlos, Carlos Silva, Magela e Jorge Mello
16hs - ROCK/REGGAE
Banda Tecora
D´Ebanos
Raízes de Javé
17hs - MICHEL FRANTI e Convidados
20hs - ENCERRAMENTO - SAMBA
HIP HOP
Os guerreiros / Negredo
Muralha Sul / Poesia Gangster
Atividades de rua:
BOXE E POESIA
Cooperifa e Claudio Ayres
FOTOS E VÍDEOS
Fotos Teresa Eça
Vídeos clips Mauricio Eça
DOCUMENTÁRIOS
Zumbi somos nós
Afroreggae
Michael Franti
SERVIÇOS PÚBLICOS
Orientação Odontológica
Dr. Carlos Rebello
Corte de Cabelo com Josias
Oculista/Diabete?pressão

SARAU RAP

HOJE, ÚLTIMO SARAU RAP DO ANO!!!!!!!!!!!!!
AÇÃO EDUCATIVA APRESENTA:
POESIA DAS RUAS - SARAU RAP
dia 29 de novembro 20hs
Ação Educativa
Rua General Jardim, 660
Centro- São Paulo

Tuesday, November 27, 2007

3º PRÊMIO COOPERIFA

Povo lindo Inteligente,
Pelo terceiro ano consecutivo a Cooperifa promove a entrega do seu prêmio para todos aqueles que direta ou indiretamente ajudam transformar a periferia num lugar melhor para viver.
São eles poetas, artistas, projetos, jornalistas, sites, amigos, pessoas da comunidade, líderes comunitários, etc. Gente simples, que passou este ano, lado a lado colado com a gente, gerando energia e levando luz para clarear nossos caminhos.
Uma simples homenagem a este povo lindo e inteligente que ainda acredita no: "Só quem vê o invisível realiza o impossível", e procura fazer a diferença.
Lógico que a maioria dos premiados são os poetas e escritores, pois esta é a filosofia da Cooperifa: incentivo à leitura e a criação poética.
Sabemos que são muitos os guerreiros e guerreiras que lutam pela periferia, e bem mais importantes que nós, mas, por conta do nosso tamanho (R$), não podemos homenagear a todos como gostaríamos, pelo menos neste ano. O Prêmio promete melhorar.
Quanl foi o critério para os homenageados ? Nenhum, a gente escolheu quem a gente quis. Não cabe recurso nem liminar.
Bom, não foi tão simples assim. Ontem numa reunião dos coordenadores foram surgindo os nomes, em forma de votação simples eles foram aprovados ou não. Muita briga rolou, teve unanimidades, voto a voto, recontagem de votos, cusparada, dedo na cara, lavagem de roupa suja, mas no final tudo acabou bem.
Ah!, este ano temos uma novidade que é o nome do troféu, que se chama:
"DOM QUIXOTE DE LA PERIFA", e não se trata apenas de um prêmio bonito, ele foi muito bem pensado e tem tudo a ver com o livro de Cervantes, o Dom Quixote, que nós o deixamos ainda mais sonhador, mas com a nossa cara.
Bom, a entrega será dia 12 de dezembro às 20hs no bar do Zé Batidão, que também será o término das nossas atividades este ano.
SE LIGA NOS HOMENAGEADOS (falta só alguns nomes):
"O DOM QUIXOTE DE LA PERIFA VAI PARA":
Seu Lourival
Rose Dórea (Musa)
Márcio Batista
Tadeu Lopes
Sérgio Vaz
Ricarda
Professora Lu
Mavot sirc
Robson Canto
Claudio Laureart
Sales
Valmir Vieira
José Neto
João Santos
Casulo
Lobão
Fuzzil
Tadeu Zuco
Alan da Rosa
Elizandra
Akin Kinte
Silvio Diogo
Toni C.
Jorge Esteves
Augusto
Helber Ladislau
Serginho Poeta
Sacolinha
Beso e Harumi
Renato Vidal
Rodrigo Ciríaco
Maurício Marques
Fernanda
Fanti
Timbó
Lila e Bárbara
Jair Guilherme - Artes Plásticas
Andréia
Rafael - Gringo
PH bone
Wagner Felipe
Rose
Grupo Versão Popular
Periafricania
Denegri
Rappin Hood
Wésley Noóg
Samba da vela
Záfrica Brasil
Banda Preto Soul
Negredo
Instituto Umoja
Grupo Espírito de Zumbi
Brava Companhia
Ação e arte
Irmãos Carozzi
Blog Suburbano Convicto ( Alessandro Buzo e Marilda Borges)
Ação educativa - Agenda Cultural da periferia
Instituto Itau Cultural
Site Bocada forte
Site Real Hip Hop
Site Rap Nacional
Sarau do Binho
Cadernos Negros
MTST (acampamento João Cândido)
Casa de Cultura M´boi Mirim
Magrelas Bike
Projeto Raízes
Capão Cidadão
Sacolão das artes ( Roberto Qt, Rita e Josiel)
Rapaziada da rua 7
Ponte Preta - Jd. Leme
Dudu de Morro agudo
Sopa de Letrinhas
Jornal do Bairro
Danilo / Jornal Brasil de fato
site o taboanense
SP Imprensa
Revista Caros amigos
Revista Rap Brasil
Cine Becos e vielas
Arte na periferia
DGT Filmes
Rock and roll filmes
Marcelino Freire - Escritor
Gil Marçal - Produtor
Carlos Gianazzi
Prof. Toninho
Ferréz
Eliane brum
João Wainer
Marcelo Ribeiro
GOG
André Caramante
Nelson Maka - Blackitude - BA
Juliana
Familia Trindade ( Embu das Artes)
Ali Sati
De Lourdes
Alan Leão
Zé Batidão e equipe
Projeto Dulcinéia Catadora
Poesia Maloquerista
Global Editora - Coleção Literatura periférica

Sunday, November 25, 2007

SARAU NO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

Povo lindo, povo inteligente,
saí da Barra Funda correndo e fui direto para o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, centro, para o Sarau da Cooperifa Com o grupo Quilombhoje (Cadernos Negros). O barato foi tão bom que acabou numa roda, como disse o Márcio Barbosa: "canta pra espalhar o axé, iô, iô".
A Poesia não pára, a literatura da periferia não descansa, os guerreiros verdadeiros mostram sua cara e está todo mundo disposto na briga. Periferia... que fase!
*vixe, tô atrasado para a feira Preta, fui!
É tudo Nosso!
Abs.
Sérgio Vaz


É tudo nosso!

Esmeralda Ribeiro

Se liga na estação da Luz

ENCONTRO PAULISTA DE HIP HOP

Povo lindo, povo inteligente,
ontem participei do encontro paulista de hip hop no Memorial da América Latina. Muitas mesas debatendo o hip hop e a periferia, muito bacana. Gente como Eddy Rock, Hood, Nelson triunfo, Denegri, entre outros deram vários recados importantes para a galera.
Participei de uma mesa que falava de literatura e Hip Hop com Osvaldo Camargo (cadernos negros), Elizandra e Criolo doido. Dahora. de lá saí correndo para o museu da Língua Portuguesa para um sarau com o quilombhoje.

Elizandra, Eu, Osvaldo Camargo e o criolo Doido

Nelson Triunfo

A mesa


Eu e o Paquera (Samba da vela)


ARTIGO DO JORNAL O POVO

Foto: Ricardo Vaz

Praça Nicola Viviléquio - Taboão da Serra
A Praça, cerveja e poesia - Sérgio Vaz



Hoje é sobre um outro tipo de beleza que eu quero falar: a praça Nicola Viviléquio (que devia se chamar Camila Pitanga, depois você vai saber porque), que fica no centro de Taboão da Serra ou na ponta dos pés da BR 116 que fica no peito da América Latina.
Esses dias à noite levei meus olhos para passear na cidade, e, depois de vários passos desordenados e sem direção, parei ali no bar do Portuga para molhar as palavras. A Cidade é sempre mais bonita quando as vogais bebem na mesma mesa com as consoantes.
De repente, ao som de Vivaldi, a fonte começa a cuspir uma água colorida que se põe a dançar sobre o vento, deslizando como uma bailarina sem par, que de tão leve se sustenta com um olhar, em minha frente.
Fiquei calado por alguns minutos para que as palavras não distorcessem meus olhos e nem influenciassem o meu coração, e deixei que a visão do nunca visto me visse pela primeira vez.
“ A praça sempre esteve ali?”, pensei.
Bom, cheio de alegria artificial, senti que não era eu quem estava vendo, mas era como se tivesse sendo visto, pela praça, pela água e pela luz que brotava nos tornozelos das árvores.
Vou confessar uma coisa, ser poeta não é fácil, pois desconfio que a praça estava flertando comigo, descaradamente . É. A danada da água não parava de rebolar e acenar pra mim.
Nem sei como ela me viu, tava cheio de gente em volta tirando fotografia. Tinha um cara sentado bem à sua frente, babando obscenidades. Também não sei como nunca a tinha reparado.
Deve ser porque praça, pra mim, sempre teve a ver com tristeza, desemprego ou de pombo sendo alimentado por aposentado. Até então, uma praça nunca teve a menor graça.
Mas ali, vendo-a com seu quadril avantajado improvisando uma dança do ventre, me chamando com o dedo indicativo para dançar, e como se as flores e os espinhos sapateassem à sua volta como numa música flamenca, eu pensei:
- Preciso para de beber!






ANTOLOGIA LITERATURA NO BRASIL


Friday, November 23, 2007

O POETA MARIO COIVARA ESCREVE SOBRE O SARAU DA COOPERIFA



COOPERIFA


a palavra é estado de vigília. afinal , todo sonho é peregrino. clandestino. a palavra é carne crueza . secura agrura. lasca de estrela avoante. a palavra prevalece, como capim,nas trincheiras da cooperifa. é corisco é mote é bote botija em zé batidão. bar beira de rua onde a hóstia é servida em silêncio.

toda quarta-feira, o poema é murmúrio. boca a boca .

avoante de poetas outrora esquecidos na vastidão do asfalto. livre lavrado.

leve como o anúncio da chuva na sequidão sertão .

toda quarta-feira sérgio vaz escancara a sala,em rebocos e o poema torna-se flor.

clarão no fundo da boca.
Mario Coivara

NELSON MAKA, NA ROTA DA RIMA!



Pelourinho na Rota da Rima – 21 a 25 de novembro


BlacKitude
Literatura negra e cultura hip hop com consciência

Entre os dias 21 e 25 de novembro, a Praça das Artes, no Pelourinho, será palco do projeto Pelourinho na Rota da Rima. A iniciativa vai aproximar várias linguagens artísticas, como o graffiti e a música, mas terá como cerne a literatura negra brasileira. Estruturado como seminário-espetáculo, o evento propõe uma aproximação entre o texto dos mestres Luís Gama, Lima Barreto e Abdias do Nascimento com os dos novos poetas da negritude, principalmente, aqueles oriundos da cultura hip hop. Entre os convidados - professores, pesquisadores, poetas, atores – destaque para as presenças do rapper brasiliense GOG e do grupo paulista Z'África Brasil, que fazem shows na abertura e no encerramento.

Pelourinho na Rota da Rima é idealizado e produzido pelo coletivo Blackitude – Vozes Negras da Bahia em parceria com o Programa Pelourinho Cultural, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), uma autarquia da Secretaria de Cultura da Bahia. O evento integra a programação especial do Pelourinho, em homenagem ao mês da Música e da Consciência Negra – por causa da morte do líder e símbolo da resistência negra Zumbi dos Palmares, em 20 de novembro de 1695. "De nosso modo, reverenciamos Zumbi dos Palmares com menos festa, mas com uma ação efetiva. O objetivo central é discutir autores da chamada literatura negra brasileira, transitando pela poesia, prosa, drama e música", explica Nelson Maca, do coletivo Blackitude, que coordena o Pelourinho na Rota da Rima.

Para a Diretora do Programa Pelourinho Cultural, Ivanna Soutto, proporcionar essa discussão no Centro Histórico é uma oportunidade de levar o Movimento, que sai da periferia de Salvador, para o Centro da Cidade. "O nosso papel é fazer pontes, ou seja, ter a sensibilidade de captar projetos com idéias criativas e densas para que possam agregar valor e conhecimento para a Comunidade", explica a Diretora. Segundo Ivanna, é preciso incluir novas ações e discussões sobre o comportamento do povo negro baiano. "Queremos valorizar trabalhos artísticos da periferia, do movimento negro jovem atuante e sintonizado com o novíssimo movimento da Semana de Arte Moderna da periferia de São Paulo, que, através das diferentes linguagens artísticas da cultura hip hop, consegue expressar o sentido de consciência, direitos e deveres", completa.

Programação - Durante os cinco dias, a reflexão e a diversão se equilibram em aulas ilustradas, recitais, grafitagem e performance de teatro e dança. A programação, de quarta a sábado, começa sempre às 13h, com os grafiteiros Limpo, Lee 27, Roque ou Dimak executando ao vivo um trabalho relacionado aos temas do dia.

Na abertura, o destaque fica por conta da trajetória do cantor e compositor Genival Oliveira do Gonçalves, mais conhecido como GOG, que será tema da palestra O poeta do rap, ministrada por Nelson Maca (UCSal), das 14h às 17h. A partir das 19h, o próprio GOG, que tem uma trajetória solidificada em duas décadas de rap e oito discos gravados, mostra ao vivo as canções de Aviso às Gerações, seu último cd. Antes de GOG, acontece o recital de poesia negra com os Poetas da Blackitude. O rapper brasiliense dividirá a noite com o grupo de rap local RBF – Rapaziada da Baixa Fria e interagirá com os dançarinos de break do grupo Independente de Rua, o grafiteiro Neuro e o DJ Joe.

Nos dias seguintes, acontecem as palestras Abdias do Nascimento – Negro Drama, com o ator e diretor teatral Ângelo Flávio, que contará com a leitura dramática de um texto de Abdias pelo Coletivo de Atores Negros Abdias do Nascimento – CAN; Lima Barreto: Sentimento íntimo e luta coletiva, com a professora Sueli Santana (UNEB), e Luís Gama: Gênese da literatura negra brasileira , com o professor Sílvio Roberto (UNEB). As três palestras têm como público alvo professores, estudantes e a juventude e estão linkadas à Lei 10.639, que propõe a obrigatoriedade dos conteúdos africanos-brasileiros no sistema educacional brasileiro.

No encerramento, o Pelourinho na Rota da Rima tem o prazer de promover o primeiro show em Salvador do grupo paulista Z´África Brasil, que tem se destacado no cenário nacional, e até internacional, com um rap que trabalha com sonoridades afro-percussivas e com letras que tratam aspectos do cotidiano do povo negro brasileiro. O show começará às 18h, e a participação local fica por conta do grupo Opanijé, do grafiteiro Peace e, novamente, dos dançarinos do Independente de Rua e do DJ Joe. Toda a programação tem entrada franca, porém a participação no seminário depende de inscrição prévia, que pode ser feita na sede do Programa Pelourinho Cultural, no largo do Pelourinho, casa 12.

SERVIÇO:

O quê: Pelourinho na Rota da Rima
Quando: De 21 a 25 de novembro
Onde: Praça das Artes – Pelourinho
Horário: A partir das 13h
Inscrições: Na sede do Programa Pelourinho Cultural, no Largo do Pelourinho.
(Entrada Franca)

MAIORES INFORMAÇÕES
Assessorias de Comunicação:
Blackitude (Ana Cristina): (71)
Pelourinho Cultural (Daniela Lustosa): (71) 3117-1509



Largo do Pelourinho, Nº 12 – Salvador / BA. CEP – 40025 - 280
Telefone: 3117–1509 / 3117-6452

GOG E ALESSANDRO BUZO GANHAM PRÊMIO HUTUZ

Povo lindo, povo inteligente,

carái, é notícia boa que não acaba mais.

Direto do Rio de Janeiro: Buzo e o GOG ganham prêmio Hutuz.

O Buzo foi indicado pelo terceiro ano consecutivo, mas dessa vez foi ele que levou o prêmio CIÊNCIA E CONHECIMENTO, com o livro Guerreira, na maior premiação do Hip Hop Latino Americano. E olha que ele só concorria com feras do tipo Toni C., Fuzzil e Robson Canto.
O GOG também faturou três prêmios merecidos. É tudo Nosso! Parabéns aos dois!
*prêmio só é ruim quando a gente não ganha, e tem mais, se os meus amigos são premiados, sou premiado também.
Eita porra, até parece que que as zicas deram trégua pra nóis. Viva a periferia!
Abs.
Sérgio Vaz

Buzo e sua inseparável Marilda Borges (é tudo deles!)

GOG, cavalo sem dono selvagem

OFICINA POÉTICA NA ALMA

Povo lindo, povo inteligente,

nesta quarta-feira fiz uma oficina de poesia lá no SESC Itaquera para uns alunos de uma escola chamada Luíz Vaz de Camões, só podia mesmo acabar em poesia.
Tô muito afim de continuar a fazer estes trampos com os jovens da periferia, sabe por quê? Porque é lá que está a fonte da poesia perdida.
Acho que muitas vezes, quando falo com as crianças, falo comigo mesmo, na intenção de buscar um tempo que não volta mais. Outra coisa, os adultos estão sempre ocupados para a minha poesia. As crianças não, estão sempre de recreio.
Acho que elas quando falam comigo sabem que fui uma criança triste (e ainda sou), por isso prestam atenção no que eu faço tentando me agradar.
Generosidade, está é a palavra para definí-las.
abs.
Sérgio Vaz
poeta da molecada



nossa formatura

Passei o vídeo da Cooperifa para que a molecada já sentisse o drama da poesia

PROJETO CASULO

Povo lindo, povo inteligente,

eis as fotos do sarau que aconteceu lá no Projeto Casulo que fica na favela do Real Parque. Esta comunidade fica ao lado do bairro Morumbi, um dos mais chiques (?) de São Paulo.
A Professora Maria Rita preparou uma tarde bem bacana pra gente, na verdade, eu mais ouvi do que falei, o que foi mais bacana ainda.

Por onde quer que eu vá a poesia está lá. E no Morumbi, está?

abs.

Sérgio Vaz



A molecada é só poesia

Prof. Maria Rita
A rapa do rap


SÁBADO TEM SARAU DA COOPERIFA NO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA


Seminário Negros Escritos Apresenta:
Sarau da Cooperifa e Quilombhoje
Dia 24/11/2007 - SÁBADO a partir das 17hs
Local: MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
Pça. da Luz s/nº - portão 3 - SP
Inscr. fone : 3227-0402

Wednesday, November 21, 2007

PRÊMIO EDUCADOR-INVENTOR

Povo lindo, povo inteigente,

acabo de receber uma notícia, através do jornalista Gilberto Dimenstein, que vou receber um prêmio chamado EDUCADOR INVENTOR, do projeto aprendiz com a UNICEF.
Não sei muita coisa sobre isso, só que a entrega será dia 11 de dezembro.
Tô na correria, depois falo mais sobre isso.

abs.

Sérgio Vaz

FOLHA DE SÃO PAULO

A Cooperifa é destaque na Folha de São Paulo de hoje na coluna do Gilberto Dimenstein.
Lá ele conta um pouco a história do poeta João Santos que voltou a estudar por conta do sarau.
vale conferir.

Tuesday, November 20, 2007

DOMINGO TEM A VI FEIRA PRETA



Nem domingo a gente descansa!


Domingo tem sarau da Cooperifa na VI FEIRA PRETA


Anhembi - Palácio das convenções.


A Feira começa às 12hs e vai até às 22hs.

A Cooperifa se apresenta às 19hs, mas às 14hs já estou lá para manguear uns livros.


Para quem nunca foi, não pode perder, vai ter Sarau da Cooperifa, A Banda Afroreggae e convidados, artes plásticas, teatro, rodas de samba, expositores de artesanatos, moda e decoração, e várias coisas legais.


A entrada custa R$ 10,00 + doação de lata de leite e/ou produtos ...



F: 83361012/8505.5735

ENCONTRO PAULISTA DE HIP HOP - HOMENAGEM A "SABOTAGE"

Sábado vou participar do ENCONTRO PAULISTA DE HIP HOP, no Memoria da América Latina, com uma extensa programação.
Eu vou participar da mesa de literatura, se liga:

AUDITÓRIO SIMON BOLIVAR -
HIP HOP E LITERATURA
Relato da experiência criativa e literária dos poetas da periferia e sua dinâmica dentro do movimento Hip Hop

13h30 às 15h

Mesa:

Luciane Silva
Sérgio Vaz
Elizandra Souza
MC Criolo Doido


Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 Barra Funda
F: 3823.4600

Veja programação completa
www.memorial.sp.gov.br

Te encontro lá,

SV

ZONA LESTE SOMOS NÓS!

OFICINA LITERÁRIA NO SESC ITAQUERA
QUARTA E QUINTA FEIRA ESTOU NO SESC ITAQUERA.
ZONA LESTE SOMOS NÓS!
Criação literária: com o escritor Sérgio Vaz
Dias 21 e 22, quarta e quinta, 13h às 15h.
SESC Itaquera
Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000
Itaquera
São Paulo
11 6523-9200

4ª MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Povo lindo, povo inteligente,

sem tempo para quase nada, hoje fomos participar da 4ª Marcha da Consciência Negra, que acontece aqui em Sampa. A Marcha saiu do vão livre do Masp (Av. Paulista) até a praça da República (centro), gente pra caramba, foi muito legal. Legal também porque trombei vários camaradas que há muito eu não via e que há muito necessitava encontrar.
Mais o mais importante foi ver milhares de negros gritando contra o racismo. Foi uma bela refeição para a alma. Estava precisando muito disso.
Fui eu, o jairo e a Ju, logo colou o GOG, Toni C. Robson Canto, Kenia, Fanti, Rafael, Fuzzil, entre outros guerreiros, quase rola um sarau.
De lá saímos a milhão para a Praça da Sé, onde havia outro movimento em torno do dia 20 de novembro. Por lá, Sandra de Sá, MV Bil, Rappim Hood, KL Jay, Paulo Brow, Martinho da Vila, e claro, nós da Cooperifa mandando o recado.
Eu e o Jairo representamos o nosso quilombo cultural, louco! Recitei poesia para mais de 20 mil pessoas, carái, ainda posso ouvir o som da galera gritando:
É TUDO NOSSO!
A mina que nos apresentou do palco perguntou: "Alguém conhece a Cooperifa?". Vixe! Quando eu vi uma pá de mano levantando a mão, quase chorei no palco.
Pô, a Cooperifa tá bombando geral, foi o maior respeito. Depois uma rapa chegou para perguntar como faz para entrar no bonde da Cooperifa. Eu disse que é só chegar. E é só chegar mesmo!
Tô cansado, mas muito feliz.
abs.
Sérgio Vaz






Friday, November 16, 2007

A LUTA NÃO PÁRA - AMANHÃ (SÁBADO) TEM MAIS POESIA EM DIADEMA

LABORATÓRIO DE POÉTICAS

ENCONTRO COM SERGIO VAZ - COOPERIFA

17 DE NOVEMBRO Sábado, às 15 h.

Sergio Vaz fala da experiência da Cooperifa, récitas populares de poesia em bar da periferia da Grande São Paulo, & dá uma canja em Diadema.

Ponto de Cultura LABORATÓRIO DE POÉTICAS
Imaginário & Diversidade Cultural em Diadema

Centro de Memória (Av. Alda, 255, Praça da Moça, Diadema) .

São voltadas a escritores, pesquisadores, artistas & interessados em geral (maiores de idade). Não há necessidade de inscrição prévia. Programação sujeita a alterações.

Metro Jabaquara (15 minutos), Trolebus até Diadema, descer na parada Castelo Branco.

O Centro de Memória fica ao lado da Casa da Música, próximo a Praça da Moça; é de fácil acesso.



Thursday, November 15, 2007

PORÉM - CLIPE POÉTICO

ASSISTA AO MEU PRIMEIRO CLIPE POÉTICO: PORÉM






DO LIVRO "COLECIONADOR DE PEDRAS" (LITERATURA PERIFÉRICA)

BALADA LITERÁRIA

Povo lindo, povo inteligente,

amanhã vou participar da Balada Literária, evento organizado por escritor Marcelino Freire e Maria Alzira brum na livraria da Vila. Mas o evento se estende por vários dias e locais. Mais abaixo tem a programação completa. Quem não tiver nada para fazer, cola lá, 10hs30.

A gente se vê por lá,

Sérgio Vaz



O livro "Colecionador de pedras" está disponível na livraria da Vila




DIA 16 – SEXTA-FEIRA:

- 10h30 — LIVRARIA DA VILA:

FREDERICO BARBOSA conversa com MIRÓ, SEBASTIÃO NUNES e SÉRGIO VAZ


- 14h30 — LIVRARIA DA VILA:

MICHEL LAUB conversa com BRÁULIO TAVARES, ÍNDIGOe TONY BELLOTTO

- 17h00 — LIVRARIA DA VILA:

ANA CECÍLIA OLMOS e NELSON DE OLIVEIRA conversam com SERGIO CHEJFEC

- 19h30 — TEATRO DA VILA - SATYROS:

Apresentação da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja",
com a Oficina de Teatro Galagalazul, de Moçambique

- 21h00 — BALADA NA MERCEARIA SÃO PEDRO:

Lançamento dos livros "Caballeros Solitários Rumo ao Sol Poente",de XICO SÁ, e "O Herói Hesitante", de DANISLAU TAMBÉM

SARAU DA COOPERIFA - DE VOLTA À VIDA

Povo lindo, povo inteligente,

O Sarau da Cooperifa de ontem foi mais uma prova do grande quilombo cultural que é, São Pedro na trairagem mandando uma puta chuva, e lá dentro, trezentas pessoas se espremendo para ver e ouvir os poetas da periferia.
Se já não bastasse esta prova de fidelidade da comunidade, recebemos a visita do escritor Marcelino Freire, que está organizando a Balada literária (ver programação abaixo), que veio acompanhado de dois Poetas Moçambicanos de Maputo, Rogério e Elliot, que também são atores e estão fazendo uma peça de Plínio Marcos (Dois perdidos numa noite suja), mas na Cooperifa recitaram duas poesias fortes e contundentes, que arrancaram aplausos calorosos da comunidade. Da África para a periferia de São Paulo, nada mais natural.
Também recebemos a visita dos alunos da Escola Denoel (Taboão da Serra), que vieram acompanhadas pela prof. Iara, uma das maiores educadoras que eu conheço.
Vai vendo a fita, naquela puta chuva, ela pegou dois ônibus com doze alunos, só para que eles pudessem conhecer o sarau. Mas não foi só por isso. Há um mês atrás fiz um sarau nesta escola, por conta disso, os alunos começaram a escrever poesias e criaram um livro em agradecimento a minha visita, lindo, e foram recitar estas poesias maravilhosas que escreveram, inesquecível!
Apesar de tudo, a vida tem dado sinais de que estamos no caminho certo. Então, que venham novos dias!
Fé na luta,
Sérgio Vaz
Marcelino Freire

Elliot - Moçambique ( o copo de cerveja faz parte da interpretação do poema)

Rogério - Moçambique


Aluna do Denoel

O Povo da Cooperifa


Aluna do Denoel


Marcelino Freire - um conto sobre o amor


Aluna do Denoel


Alunas do Denoel -
*(as garrafas de cervejas já estvam lá quando elas conseguiram o lugar para sentar)

Prof. Iara e sua filha
uma das maiores educadoras que eu conheci na vida
Ela me lembra o filme "Ao mestre com carinho", Sidney Pottier, alguém já assistiu?

Wednesday, November 14, 2007

SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA - AGRADECIMENTOS


*Carta aberta de agradecimentos a todos e todas que ajudaram a transforma um simples semana de artes na periferia, numa das melhores semana que a periferia já teve.


CARTA DE AGRADECIMENTO




A Todos e todas que direta ou indiretamente construíram
a SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA



Utilizo-me desta para agradecer pela parceria no nosso Projeto A SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA, que se realizou do dia 5 a 11 de novembro em vários pontos da periferia de São Paulo.
Para se ter uma idéia da importância da sua parceria, este projeto beneficiou mais de trinta grupos ligados às Artes Plásticas, Dança, Literatura, Cinema, Teatro e Música, e contemplou quase trezentos artistas, todos oriundos da periferia. E estes artistas contemplaram milhares de pessoas de comunidades carentes sem acessos às produções culturais produzidas neste país. Uma semana mágica e inesquecível.

Esta é apenas uma carta de agradecimento, mas se quiser, em nome de milhares de pessoas, sintam-se abraçados. Obrigado!


Com o coração à disposição,



Sérgio Vaz
Poeta/Cooperifa

3º PRÊMIO COOPERIFA

Alessandro Buzo recebendo o 1º Prêmio Cooperifa das mão da Juliana

A Cooperifa não pára e já está na produção, pelo terceiro ano consecutivo, da entrega do seu prêmio a todos aqueles que direta ou indiretamente transforma a periferia num lugar melhor para viver.

O Prêmio Cooperifa é uma grande homenagem aos amigos do coração periferia, no dia 12 de dezembro serão homenageados: Poetas, livros, escritores, entidades, jornalistas, jornais, revistas, sites, atores, atrizes, fotógrafos, ongs, rádios, gente da comunidade, grafiteiros, músicos, projetos, eventos, etc.

Como nos anos anteriores, vamos premiar quem a gente quiser! Não cabe recurso nem liminar.

Como Funciona a votação? Assim: vários nomes são apresentados a uma bancada composta de gente da Cooperifa (umas 30 pessoas), e elas dizem sim ou não, simples né? Quando dá empate, entre sim e não, o povo sai na porrada.

O Prêmio já está sendo produzido, em sigilo, por um artesão renomado no país.

O Artista está escondido em um lugar ultra-secreto, só posso dizer que o prêmio tem 20 cm, e é de cobre e latão. Nêgo vai chora de tão lindo que vai ser.

O Prêmio tem tudo a ver com a história da Cooperifa

BALADA LITERÁRIA

O ESCRITOR MARCELINO FREIRE CONVIDA:

BALADA LITERÁRIA

De 15 a 18 de novembro


DIA 15 – QUINTA-FEIRA:

- 10h30 — LIVRARIA DA VILA:RONALD POLITO conversa com ROBERTO PIVA,
o homenageado da Balada Literária, ao lado de CLAUDIO WILLER, GLAUCO MATTOSO e PAULO SCOTT-

14h30 — LIVRARIA DA VILA:ANTONIO VICENTE PIETROFORTE conversa ALONSO SÁNCHEZ, JOÃO SILVÉRIO TREVISANe SUÊNIO CAMPOS DE LUCENA -

17h00 — LIVRARIA DA VILA:JOCA REINERS TERRON e MARIA ALZIRA BRUM LEMOS conversam com DAVID TOSCANA-

20h30 — BALADA NO CENTRO CULTURAL B_ARCO:Especial POPULAR, comandado por PAULO SCOTTDIA

16 – SEXTA-FEIRA:

- 10h30 — LIVRARIA DA VILA:
FREDERICO BARBOSA conversa com MIRÓ, SEBASTIÃO NUNES e SÉRGIO VAZ -

14h30 — LIVRARIA DA VILA:MICHEL LAUB conversa com BRÁULIO TAVARES, ÍNDIGOe TONY BELLOTTO-

17h00 — LIVRARIA DA VILA:ANA CECÍLIA OLMOS e NELSON DE OLIVEIRA conversam com SERGIO CHEJFEC -

19h30 — TEATRO DA VILA - SATYROS:Apresentação da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja",com a Oficina de Teatro Galagalazul, de Moçambique-

21h00 — BALADA NA MERCEARIA SÃO PEDRO:Lançamento dos livros "Caballeros Solitários Rumo ao Sol Poente",de XICO SÁ, e "O Herói Hesitante", de DANISLAU TAMBÉMDIA

17 – SÁBADO:

- 10h30 — LIVRARIA DA VILA:ANDREA DEL FUEGO conversa com CAROLA SAAVEDRA, FEDERICO LAVEZZO e JOÃO ANZANELLO CARRASCOZA-

14h30 — LIVRARIA DA VILA:MARCELO CARNEIRO DA CUNHA e RONALDO BRESSANE conversam com MARIO BELLATIN-

17h00 — BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA:XICO SÁ conversa com ANA PAULA MAIA, FERRÉZ e ROGÉRIO MANJATE-

19h00 — BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA:Show "Cantos Negreiros", com ALOÍSIO MENEZES,FABIANA COZZA e MARCELINO FREIRE-

21h30 — TEATRO DA VILA - SATYROS:Apresentação da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja"-

23h00 — BALADA NO Ó DO BOROGODÓ:Roda de samba com FABIANA COZZA e convidados

DIA 18 – DOMINGO:

- 14h30 — ESPECIAL— LIVRARIA DA VILA:MANUEL DA COSTA PINTO conversa com ANTÔNIO CÂNDIDO, BÓRIS SCHNAIDERMAN e DAVI ARRIGUCCI JR., numamesa em homenagem a JOÃO ALEXANDRE BARBOSA-

17h00 — CENTRO CULTURAL B_ARCO:CLAUDINEY FERREIRA e RITA CHAVES conversam com JOSÉ LUANDINO VIEIRA -

20h00 — ENCERRAMENTO

CENTRO CULTURAL B_ARCO:Ensaio aberto do espetáculo literomusical"Mercadorias e Futuro", com LIRINHA
ESPECIAL DURANTE TODA A BALADA:- Exposição de fotografias do livro"O Lugar do Escritor", de EDER CHIODETTO- Oficina do projeto DULCINÉIA CATADORA

RESSACA LITERÁRIA:

DIA 19 DE NOVEMBROSEGUNDA-FEIRA:

- 19h30 — CENTRO CULTURAL B_ARCO:Aula especial com MARIO BELLATINDIA

26 DE NOVEMBRO – SEGUNDA-FEIRA:

- 19h30 — CENTRO CULTURAL B_ARCO:MARCELINO FREIRE e os participantes da oficina literáriado CENTRO CULTURAL B_ARCO conversam com LUIS FERNANDO VERISSIMO

LOCAIS:BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
Rua Henrique Schaumann, 777Pinheiros - Tel. 11 3082-5023

CENTRO CULTURAL B_ARCO
Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 422
Pinheiros - Tel. 11 3081-6986
http://www.obarco.com.br/

LIVRARIA DA VILA
Rua Fradique Coutinho, 915
Vila Madalena – Tel. 11 3814-5811
http://www.livrariadavila.com.br/

MERCEARIA SÃO PEDRORua Rodésia, 34
Vila Madalena – Tel. 11 3815-7200
http://www.merceariasaopedro.com.br/

Ó DO BOROGODÓRua Horácio Lane, 21Pinheiros - Tel. 11 3814-4037
TEATRO DA VILA - SATYROSRua Jericó, 256Tel.: 11 3258-6345
www.satyros.com.br

A POESIA NÃO PÁRA

Salve povo lindo,
a poesia não dá descanso, nem tempo para respirar, pois mal saído da semana ontem participei de um sarau no Projeto Casulo que fica na favela do Real Parque, que fica ao lado de um dos bairros mais ricos de São Paulo. A Professora Maria Rita foi quem fez o convite e armou tudo para que a gente passase uma terça-feira repleta de poesia. Valeu!
*Há muito tempo eu havia jogado futebol nesta comunidade, contra um time chado: Saudosa maloca. Hoje já não existe mais.
A Poesia está numa fase tão fecunda que pouco se importa com a saúde dos poetas.
É nóis!
Sérgio Vaz

Tuesday, November 13, 2007

SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA - A FESTA DA FAMÍLIA COOPERIFA

Povo lindo, povo inteligente,
bom, como ninguém é de ferro, no domingo fizemos um churrasco para comemorar a Semana vitoriosa que tivemos. Sabe como é, a família adora um motivo para comemorar.

Saudade da semana dos sonhos,


Sérgio Vaz
poeta antropófago da cooperifa













SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA

Povo lindo, povo inteligente,

A semana de Arte Moderna da Periferia, contra a nossa vontade, teve encerramento no sábado com um dos melhores shows musicais que a São Paulo já curtiu. Simplesmente um dos melhores que eu já fui, e olha que já fui em bastante. Só para se ter uma idéia, o som foi de primeiríssima qualidade, todos os grupos elogiaram.
Outra coisa que contribuiu para o brilho do evento foi o profissionalismo dos grupos, nenhum deles se atrasou, nenhum. Começou no horário previsto e acabou no horário combinado. A vaidade não imperou.
A Seleção dos grupos também foi muito importante, pois vários ritmos foram se revezando num mega palco da Casa de M´boi Mirim: Rap, Samba, Rock e MPB, teve para todos os gostos e todas as pessoas da comunidade foram contempladas.
O Palco tinha uma decoração louca também: Telão, as Bikes do Magrela´s, Mosaicos, a faixa da Cooperifa, sem contar que São Pedro tomou olé de São Jorge, e não caiu uma gota de água sequer.
Os Músicos envolvidos preparam uma música coletiva, no estilo “ We are the World”, lembram? Putz, a porra da música ficou impregnado nos nossos ouvidos: “...Lá..lálálá, ...lá...”, foi demais! Ninguém para de cantar.
No final todos que estiveram envolvidos nestes três meses de produção da Semana, subiram ao palco para cantar e extravasar a alegria, de ver e curtir um dos maiores eventos de São Paulo, a Semana de arte moderna da periferia.
Muita gente chorou de emoção, o públicom ficou hipnotizado do começo ao fim. E para terminar em grande estilo, todos numa só voz, gritaram:
UH, COOPERIFA! UH, COOPERIFA! UH, COOPERIFA!
Não posso fazer nada, o evento foi um sucesso, também, mais de trinta grupos envolvidos, quase trezentos artistas na programação, você quer o quê? Não tinha como dar errado, a gente estava super unido, centrado, cheio de garra e afim de dar o nosso melhor para o povo da periferia. Sim, dar, não tirar.
Desculpaí vocês que torceram contra, a vontade de dar certo foi muito maior.

Aos que nos amam, sintam-se abraçados.
Aos demais, sintam-se abraçados também, não chutamos cachorro morto.

“Por uma periferia que nos une pelo amor, pela cor e pela dor”.

Aos Quixotes que lutaram contra os moinhos de ventos, nunca esqueçam: “A Arte que liberta não vem da mão que escraviza”.

Valeu!

Lágrimas...

“por uma periferia unida, no centro de todas as coisas”.

Suor...

“Miami pra eles? “Me ame pra nós!”.

Coragem...

“Da poesia que nasce da porta do bar”.

Amigos...
Mais lágrimas...
Abraços...
Amigos...
Suor...
Abraços...

VENCEMOS!!!!!!!!