
Friday, November 30, 2007
ARTIGO DO JORNAL " O POVO"
A história de Ivanildo é que ele simplesmente não tem história. Morador de rua virou notícia porque teve 85% corpo queimado por gasolina e faleceu na última terça-feira (27), e é só, mais nada.
O assassino, conforme as investigações policiais, era outro morador de rua, e o crime, vejam vocês a ironia da miséria humana -, foi motivado por conquista de território. Dizem que precisavam de mais espaço para viverem na rua.
Pois é, as calçadas! Há pessoas em guerra pelas calçadas frias da cidade de São Paulo.
Não conheci Ivanildo nem o seu algoz piromaníaco, mas tenho uma vaga idéia de quem sejam os infelizes. Já os vi queimando na retina dos meus olhos, numa dessas noites geladas e indignas, em suas casas de papelão que se movem como fantasmas pela nossa imaginação.
Ivanildo não devia ter documentos tampouco identidade, indigente deve ter sido enterrado com seus trapos numa vala qualquer, de um cemitério qualquer, que é o lugar certo para qualquer um de nós, miserável ou não.
Outro dia vi um Ivanildo fuçando uma lata de lixo à procura de comida que sobra dos nossas pratos, mas o dono da lanchonete apareceu para expulsá-lo com um cabo de vassoura.
Fiquei com a impressão que mendigos trazem má sorte para o comércio, e que restos de comida não são para restos de pessoas.
“Nós, os filhos de Deus, privatizamos até as migalhas”.
Tenho a impressão que os únicos que gostam dos moradores de rua são os cachorros. Aliás, de raça ou não, não conheço nenhum cachorro que não tenha um mendigo pra cuidar.
Moradores de rua são uma espécie rara de seres humanos: Eles não têm dentes, eles não cortam os cabelos, eles não tomam banho, pedem-nos esmolas, dormem no nosso caminho de casa, e nós, a não ser que peguem fogo, simplesmente não os vimos.
É difícil vê-los. Somos cristão demais para enxergá-los.
E tem mais, dizem que são invisíveis a olho nu.
Mas não são, suas sombras miúdas se arrastam em nossas orações, para o deleite da nossa hipocrisia. Fingir que gostamos de deus é a melhor forma de agradar o diabo.
Um ser humano pegando fogo na calçada e os nossos joelhos doendo de tanto rezar pela nossa felicidade material...
Deus sabe o que faz, a gente não. Devia ser o contrário.
Se dependesse de mim, a humanidade(?) já tinha pegado fogo há muito tempo. Um por um.
AUGUSTO
O caso que narro aqui
é um tanto inusitado.
Por isso peço atenção
e aos faladores:"_Calados!";
pois a imaginação adentrou
aos desenhos animados.
E animado fiquei
ao ler no jornal a notícia:
O Pica-Pau ia vir no Brasil
tirar onda de turista.
E eu quis recepcionar
essa figura tão bem quista.
No desenho não existe fronteiras,
tudo acontece a todo vapor!
Então optei por recebê-lo
no aeroporto de Salvador.
Levei-o ao Farol da Barra
só pra ele ver o sol se pôr.
O bicho ficou mais pirado.
Queria ir pro Bonfim.
Mas lhe falei que o melhor da noite
ainda estava por vir...
Pegamos um ônibus e descemos
ali na M´Boi Mirim.
Quando ele entrou na quebrada
sua alegria pude ver.
Cercado pela garotada
que sempre o via na tv.
Ele ria, chutava bola e fazia
seu famoso: "He, he, he..."
Ficamos ali pela tarde
conversando com os aliado...
e já no começo da noite
até rolou um baseado.
Ele deu duas tragadas
e ficou c´us olho entortado.
E o Pica-Pau como bom maluco
em outros preceitos tem fé...
perguntou pra mim na miúda:
"_E a Poesia? Onde que é?"
Então resolvi leva-lo
na quarta, no bar do Zé.
Quando no bar chegou
e se viu entre outros artistas,
logo se enturmou
e na mulherada cresceu às vista.
Pediu uma gostosinha
e uma bela d´uma porção mista.
Mas o Pica-pau se empolgou
e tomou o maior pilécão.
Chamou Timbó de Wesley Nog;
chamou Casulo de Cocão.
E sai porta afora, pra praça,
em forma de furacão.
Fui encontrar o maluco,
de novo, lá na Bahia.
Na praça de Castro Alves
ele esperneava e se tremia
e gritava que tinha sido
possuído pela poesia.
O herói da minha infância
não soube lidar com o flagelo.
Pois na poesia, como na vida,
nem tudo é claro, franco e belo.
Era uma vibe espiritual...
Levei logo pro Padre Marcelo!
O Padre de Santo Amaro,
muito "espirituoso",
além de ser cantor
sabe lida c´us famoso.
Chamou os Anjos que ele vê lá
e aplicou-lhe um passe nervoso.
E eu que tava envolvido
até o osso na corrente,
falei olhando pru Pica-Pau:
"_Lá no bar a parada é quente!
Corre sangue de Zumbi,
de Lampião e dos Inconfidentes.
É o banzo, é a força e a beleza
dos guerreiros da minha gente!"
Era o Espírito Industrial Americano
que rapidamente desincorporou.
O Padre voltou do transe
e o Pica-Pau abençoou.
E na quarta feira seguinte
no sarau o maluquinho voltou...
Ficou só no sapatinho;
foi falar com o Sérgio Vaz.
Falaram de Speed Racer,
de Hugo Chavez e muito mais...
E ainda leu uma poesia
do Vinicius de Morais.
No aeroporto de Corumbá
me despedi do Pica-Pau
Se desculpou pelo ocorrido
eu disse:"_É Normal!
Somos todos anjos tortos;
fervendo a arte à mil grau!"
EDSON NATALE LANÇA DISCO NA COOPERIFA

É autor do Guia Brasileiro de Produção Cultural (94, 99, 01, 04 07), do Anuário Brasileiro dos Músicos Produtores e Estúdios (1996), do livro infantil A História do Incrível Peixe Orelha, apoiado pela ONU. Trabalhou nos discos de Itamar Assumpção, Jards Macalé, Renato Braz, Ceumar, Mônica Salmaso & Paulo Bellinati, Ivo Perelman, Maurício Pereira, Paulinho Nogueira, entre outros.
Discografia – (com o Grupo Dharana) Dharana e Guerreiro do Arco Íris. Discos solo: Nina Maika, Sol de Inverno, Aboio e Quando Eu Soube Que Você Viria (1995) e Lavoro (coletânea), todos produzidos por Suba, o mago do estúdio Mitar Subotic (1961 – 1999).
Thursday, November 29, 2007
ONG CAPÃO CIDADÃO CONVOCA TODO MUNDO
SARAU RAP
Tuesday, November 27, 2007
3º PRÊMIO COOPERIFA
Sunday, November 25, 2007
SARAU NO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
ENCONTRO PAULISTA DE HIP HOP
ARTIGO DO JORNAL O POVO

Hoje é sobre um outro tipo de beleza que eu quero falar: a praça Nicola Viviléquio (que devia se chamar Camila Pitanga, depois você vai saber porque), que fica no centro de Taboão da Serra ou na ponta dos pés da BR 116 que fica no peito da América Latina.
Esses dias à noite levei meus olhos para passear na cidade, e, depois de vários passos desordenados e sem direção, parei ali no bar do Portuga para molhar as palavras. A Cidade é sempre mais bonita quando as vogais bebem na mesma mesa com as consoantes.
De repente, ao som de Vivaldi, a fonte começa a cuspir uma água colorida que se põe a dançar sobre o vento, deslizando como uma bailarina sem par, que de tão leve se sustenta com um olhar, em minha frente.
Fiquei calado por alguns minutos para que as palavras não distorcessem meus olhos e nem influenciassem o meu coração, e deixei que a visão do nunca visto me visse pela primeira vez.
“ A praça sempre esteve ali?”, pensei.
Bom, cheio de alegria artificial, senti que não era eu quem estava vendo, mas era como se tivesse sendo visto, pela praça, pela água e pela luz que brotava nos tornozelos das árvores.
Vou confessar uma coisa, ser poeta não é fácil, pois desconfio que a praça estava flertando comigo, descaradamente . É. A danada da água não parava de rebolar e acenar pra mim.
Nem sei como ela me viu, tava cheio de gente em volta tirando fotografia. Tinha um cara sentado bem à sua frente, babando obscenidades. Também não sei como nunca a tinha reparado.
Deve ser porque praça, pra mim, sempre teve a ver com tristeza, desemprego ou de pombo sendo alimentado por aposentado. Até então, uma praça nunca teve a menor graça.
Mas ali, vendo-a com seu quadril avantajado improvisando uma dança do ventre, me chamando com o dedo indicativo para dançar, e como se as flores e os espinhos sapateassem à sua volta como numa música flamenca, eu pensei:
- Preciso para de beber!
Friday, November 23, 2007
O POETA MARIO COIVARA ESCREVE SOBRE O SARAU DA COOPERIFA

NELSON MAKA, NA ROTA DA RIMA!
Pelourinho na Rota da Rima – 21 a 25 de novembro
BlacKitude
Literatura negra e cultura hip hop com consciência
Entre os dias 21 e 25 de novembro, a Praça das Artes, no Pelourinho, será palco do projeto Pelourinho na Rota da Rima. A iniciativa vai aproximar várias linguagens artísticas, como o graffiti e a música, mas terá como cerne a literatura negra brasileira. Estruturado como seminário-espetáculo, o evento propõe uma aproximação entre o texto dos mestres Luís Gama, Lima Barreto e Abdias do Nascimento com os dos novos poetas da negritude, principalmente, aqueles oriundos da cultura hip hop. Entre os convidados - professores, pesquisadores, poetas, atores – destaque para as presenças do rapper brasiliense GOG e do grupo paulista Z'África Brasil, que fazem shows na abertura e no encerramento.
Pelourinho na Rota da Rima é idealizado e produzido pelo coletivo Blackitude – Vozes Negras da Bahia em parceria com o Programa Pelourinho Cultural, do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), uma autarquia da Secretaria de Cultura da Bahia. O evento integra a programação especial do Pelourinho, em homenagem ao mês da Música e da Consciência Negra – por causa da morte do líder e símbolo da resistência negra Zumbi dos Palmares, em 20 de novembro de 1695. "De nosso modo, reverenciamos Zumbi dos Palmares com menos festa, mas com uma ação efetiva. O objetivo central é discutir autores da chamada literatura negra brasileira, transitando pela poesia, prosa, drama e música", explica Nelson Maca, do coletivo Blackitude, que coordena o Pelourinho na Rota da Rima.
Para a Diretora do Programa Pelourinho Cultural, Ivanna Soutto, proporcionar essa discussão no Centro Histórico é uma oportunidade de levar o Movimento, que sai da periferia de Salvador, para o Centro da Cidade. "O nosso papel é fazer pontes, ou seja, ter a sensibilidade de captar projetos com idéias criativas e densas para que possam agregar valor e conhecimento para a Comunidade", explica a Diretora. Segundo Ivanna, é preciso incluir novas ações e discussões sobre o comportamento do povo negro baiano. "Queremos valorizar trabalhos artísticos da periferia, do movimento negro jovem atuante e sintonizado com o novíssimo movimento da Semana de Arte Moderna da periferia de São Paulo, que, através das diferentes linguagens artísticas da cultura hip hop, consegue expressar o sentido de consciência, direitos e deveres", completa.
Programação - Durante os cinco dias, a reflexão e a diversão se equilibram em aulas ilustradas, recitais, grafitagem e performance de teatro e dança. A programação, de quarta a sábado, começa sempre às 13h, com os grafiteiros Limpo, Lee 27, Roque ou Dimak executando ao vivo um trabalho relacionado aos temas do dia.
Na abertura, o destaque fica por conta da trajetória do cantor e compositor Genival Oliveira do Gonçalves, mais conhecido como GOG, que será tema da palestra O poeta do rap, ministrada por Nelson Maca (UCSal), das 14h às 17h. A partir das 19h, o próprio GOG, que tem uma trajetória solidificada em duas décadas de rap e oito discos gravados, mostra ao vivo as canções de Aviso às Gerações, seu último cd. Antes de GOG, acontece o recital de poesia negra com os Poetas da Blackitude. O rapper brasiliense dividirá a noite com o grupo de rap local RBF – Rapaziada da Baixa Fria e interagirá com os dançarinos de break do grupo Independente de Rua, o grafiteiro Neuro e o DJ Joe.
Nos dias seguintes, acontecem as palestras Abdias do Nascimento – Negro Drama, com o ator e diretor teatral Ângelo Flávio, que contará com a leitura dramática de um texto de Abdias pelo Coletivo de Atores Negros Abdias do Nascimento – CAN; Lima Barreto: Sentimento íntimo e luta coletiva, com a professora Sueli Santana (UNEB), e Luís Gama: Gênese da literatura negra brasileira , com o professor Sílvio Roberto (UNEB). As três palestras têm como público alvo professores, estudantes e a juventude e estão linkadas à Lei 10.639, que propõe a obrigatoriedade dos conteúdos africanos-brasileiros no sistema educacional brasileiro.
No encerramento, o Pelourinho na Rota da Rima tem o prazer de promover o primeiro show em Salvador do grupo paulista Z´África Brasil, que tem se destacado no cenário nacional, e até internacional, com um rap que trabalha com sonoridades afro-percussivas e com letras que tratam aspectos do cotidiano do povo negro brasileiro. O show começará às 18h, e a participação local fica por conta do grupo Opanijé, do grafiteiro Peace e, novamente, dos dançarinos do Independente de Rua e do DJ Joe. Toda a programação tem entrada franca, porém a participação no seminário depende de inscrição prévia, que pode ser feita na sede do Programa Pelourinho Cultural, no largo do Pelourinho, casa 12.
SERVIÇO:
O quê: Pelourinho na Rota da Rima
Quando: De 21 a 25 de novembro
Onde: Praça das Artes – Pelourinho
Horário: A partir das 13h
Inscrições: Na sede do Programa Pelourinho Cultural, no Largo do Pelourinho.
(Entrada Franca)
MAIORES INFORMAÇÕES
Assessorias de Comunicação:
Blackitude (Ana Cristina): (71)
Pelourinho Cultural (Daniela Lustosa): (71) 3117-1509
Largo do Pelourinho, Nº 12 – Salvador / BA. CEP – 40025 - 280
Telefone: 3117–1509 / 3117-6452
GOG E ALESSANDRO BUZO GANHAM PRÊMIO HUTUZ
carái, é notícia boa que não acaba mais.
Direto do Rio de Janeiro: Buzo e o GOG ganham prêmio Hutuz.
OFICINA POÉTICA NA ALMA
PROJETO CASULO
eis as fotos do sarau que aconteceu lá no Projeto Casulo que fica na favela do Real Parque. Esta comunidade fica ao lado do bairro Morumbi, um dos mais chiques (?) de São Paulo.
A Professora Maria Rita preparou uma tarde bem bacana pra gente, na verdade, eu mais ouvi do que falei, o que foi mais bacana ainda.
Por onde quer que eu vá a poesia está lá. E no Morumbi, está?
abs.
Sérgio Vaz
SÁBADO TEM SARAU DA COOPERIFA NO MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA
Seminário Negros Escritos Apresenta:
Wednesday, November 21, 2007
PRÊMIO EDUCADOR-INVENTOR
acabo de receber uma notícia, através do jornalista Gilberto Dimenstein, que vou receber um prêmio chamado EDUCADOR INVENTOR, do projeto aprendiz com a UNICEF.
Não sei muita coisa sobre isso, só que a entrega será dia 11 de dezembro.
Tô na correria, depois falo mais sobre isso.
abs.
Sérgio Vaz
FOLHA DE SÃO PAULO
Tuesday, November 20, 2007
DOMINGO TEM A VI FEIRA PRETA

ENCONTRO PAULISTA DE HIP HOP - HOMENAGEM A "SABOTAGE"
Eu vou participar da mesa de literatura, se liga:
AUDITÓRIO SIMON BOLIVAR -
HIP HOP E LITERATURA
Relato da experiência criativa e literária dos poetas da periferia e sua dinâmica dentro do movimento Hip Hop
13h30 às 15h
Mesa:
Luciane Silva
Sérgio Vaz
Elizandra Souza
MC Criolo Doido
Memorial da América Latina
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 Barra Funda
F: 3823.4600
Veja programação completa
www.memorial.sp.gov.br
Te encontro lá,
SV
ZONA LESTE SOMOS NÓS!
4ª MARCHA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Friday, November 16, 2007
A LUTA NÃO PÁRA - AMANHÃ (SÁBADO) TEM MAIS POESIA EM DIADEMA
LABORATÓRIO DE POÉTICAS
ENCONTRO COM SERGIO VAZ - COOPERIFA
17 DE NOVEMBRO Sábado, às 15 h.
Sergio Vaz fala da experiência da Cooperifa, récitas populares de poesia em bar da periferia da Grande São Paulo, & dá uma canja em Diadema.
Ponto de Cultura LABORATÓRIO DE POÉTICAS
Imaginário & Diversidade Cultural em Diadema
Centro de Memória (Av. Alda, 255, Praça da Moça, Diadema) .
São voltadas a escritores, pesquisadores, artistas & interessados em geral (maiores de idade). Não há necessidade de inscrição prévia. Programação sujeita a alterações.
Metro Jabaquara (15 minutos), Trolebus até Diadema, descer na parada Castelo Branco.
O Centro de Memória fica ao lado da Casa da Música, próximo a Praça da Moça; é de fácil acesso.
Thursday, November 15, 2007
PORÉM - CLIPE POÉTICO
DO LIVRO "COLECIONADOR DE PEDRAS" (LITERATURA PERIFÉRICA)
BALADA LITERÁRIA
amanhã vou participar da Balada Literária, evento organizado por escritor Marcelino Freire e Maria Alzira brum na livraria da Vila. Mas o evento se estende por vários dias e locais. Mais abaixo tem a programação completa. Quem não tiver nada para fazer, cola lá, 10hs30.
A gente se vê por lá,
Sérgio Vaz
DIA 16 – SEXTA-FEIRA:
- 10h30 — LIVRARIA DA VILA:
FREDERICO BARBOSA conversa com MIRÓ, SEBASTIÃO NUNES e SÉRGIO VAZ
- 14h30 — LIVRARIA DA VILA:
MICHEL LAUB conversa com BRÁULIO TAVARES, ÍNDIGOe TONY BELLOTTO
- 17h00 — LIVRARIA DA VILA:
ANA CECÍLIA OLMOS e NELSON DE OLIVEIRA conversam com SERGIO CHEJFEC
- 19h30 — TEATRO DA VILA - SATYROS:
Apresentação da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja",
com a Oficina de Teatro Galagalazul, de Moçambique
- 21h00 — BALADA NA MERCEARIA SÃO PEDRO:
Lançamento dos livros "Caballeros Solitários Rumo ao Sol Poente",de XICO SÁ, e "O Herói Hesitante", de DANISLAU TAMBÉM
SARAU DA COOPERIFA - DE VOLTA À VIDA
Wednesday, November 14, 2007
SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA - AGRADECIMENTOS

Utilizo-me desta para agradecer pela parceria no nosso Projeto A SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA, que se realizou do dia 5 a 11 de novembro em vários pontos da periferia de São Paulo.
Para se ter uma idéia da importância da sua parceria, este projeto beneficiou mais de trinta grupos ligados às Artes Plásticas, Dança, Literatura, Cinema, Teatro e Música, e contemplou quase trezentos artistas, todos oriundos da periferia. E estes artistas contemplaram milhares de pessoas de comunidades carentes sem acessos às produções culturais produzidas neste país. Uma semana mágica e inesquecível.
Esta é apenas uma carta de agradecimento, mas se quiser, em nome de milhares de pessoas, sintam-se abraçados. Obrigado!
Com o coração à disposição,
Sérgio Vaz
Poeta/Cooperifa
3º PRÊMIO COOPERIFA
A Cooperifa não pára e já está na produção, pelo terceiro ano consecutivo, da entrega do seu prêmio a todos aqueles que direta ou indiretamente transforma a periferia num lugar melhor para viver.
O Prêmio Cooperifa é uma grande homenagem aos amigos do coração periferia, no dia 12 de dezembro serão homenageados: Poetas, livros, escritores, entidades, jornalistas, jornais, revistas, sites, atores, atrizes, fotógrafos, ongs, rádios, gente da comunidade, grafiteiros, músicos, projetos, eventos, etc.
Como nos anos anteriores, vamos premiar quem a gente quiser! Não cabe recurso nem liminar.
Como Funciona a votação? Assim: vários nomes são apresentados a uma bancada composta de gente da Cooperifa (umas 30 pessoas), e elas dizem sim ou não, simples né? Quando dá empate, entre sim e não, o povo sai na porrada.
O Prêmio já está sendo produzido, em sigilo, por um artesão renomado no país.
O Artista está escondido em um lugar ultra-secreto, só posso dizer que o prêmio tem 20 cm, e é de cobre e latão. Nêgo vai chora de tão lindo que vai ser.
O Prêmio tem tudo a ver com a história da Cooperifa
BALADA LITERÁRIA
BALADA LITERÁRIA
De 15 a 18 de novembro
DIA 15 – QUINTA-FEIRA:
- 10h30 — LIVRARIA DA VILA:RONALD POLITO conversa com ROBERTO PIVA,
o homenageado da Balada Literária, ao lado de CLAUDIO WILLER, GLAUCO MATTOSO e PAULO SCOTT-
14h30 — LIVRARIA DA VILA:ANTONIO VICENTE PIETROFORTE conversa ALONSO SÁNCHEZ, JOÃO SILVÉRIO TREVISANe SUÊNIO CAMPOS DE LUCENA -
17h00 — LIVRARIA DA VILA:JOCA REINERS TERRON e MARIA ALZIRA BRUM LEMOS conversam com DAVID TOSCANA-
20h30 — BALADA NO CENTRO CULTURAL B_ARCO:Especial POPULAR, comandado por PAULO SCOTTDIA
16 – SEXTA-FEIRA:
- 10h30 — LIVRARIA DA VILA:
FREDERICO BARBOSA conversa com MIRÓ, SEBASTIÃO NUNES e SÉRGIO VAZ -
14h30 — LIVRARIA DA VILA:MICHEL LAUB conversa com BRÁULIO TAVARES, ÍNDIGOe TONY BELLOTTO-
17h00 — LIVRARIA DA VILA:ANA CECÍLIA OLMOS e NELSON DE OLIVEIRA conversam com SERGIO CHEJFEC -
19h30 — TEATRO DA VILA - SATYROS:Apresentação da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja",com a Oficina de Teatro Galagalazul, de Moçambique-
21h00 — BALADA NA MERCEARIA SÃO PEDRO:Lançamento dos livros "Caballeros Solitários Rumo ao Sol Poente",de XICO SÁ, e "O Herói Hesitante", de DANISLAU TAMBÉMDIA
17 – SÁBADO:
- 10h30 — LIVRARIA DA VILA:ANDREA DEL FUEGO conversa com CAROLA SAAVEDRA, FEDERICO LAVEZZO e JOÃO ANZANELLO CARRASCOZA-
14h30 — LIVRARIA DA VILA:MARCELO CARNEIRO DA CUNHA e RONALDO BRESSANE conversam com MARIO BELLATIN-
17h00 — BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA:XICO SÁ conversa com ANA PAULA MAIA, FERRÉZ e ROGÉRIO MANJATE-
19h00 — BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA:Show "Cantos Negreiros", com ALOÍSIO MENEZES,FABIANA COZZA e MARCELINO FREIRE-
21h30 — TEATRO DA VILA - SATYROS:Apresentação da peça "Dois Perdidos Numa Noite Suja"-
23h00 — BALADA NO Ó DO BOROGODÓ:Roda de samba com FABIANA COZZA e convidados
DIA 18 – DOMINGO:
- 14h30 — ESPECIAL— LIVRARIA DA VILA:MANUEL DA COSTA PINTO conversa com ANTÔNIO CÂNDIDO, BÓRIS SCHNAIDERMAN e DAVI ARRIGUCCI JR., numamesa em homenagem a JOÃO ALEXANDRE BARBOSA-
17h00 — CENTRO CULTURAL B_ARCO:CLAUDINEY FERREIRA e RITA CHAVES conversam com JOSÉ LUANDINO VIEIRA -
20h00 — ENCERRAMENTO —
CENTRO CULTURAL B_ARCO:Ensaio aberto do espetáculo literomusical"Mercadorias e Futuro", com LIRINHA
ESPECIAL DURANTE TODA A BALADA:- Exposição de fotografias do livro"O Lugar do Escritor", de EDER CHIODETTO- Oficina do projeto DULCINÉIA CATADORA
RESSACA LITERÁRIA:
DIA 19 DE NOVEMBRO – SEGUNDA-FEIRA:
- 19h30 — CENTRO CULTURAL B_ARCO:Aula especial com MARIO BELLATINDIA
26 DE NOVEMBRO – SEGUNDA-FEIRA:
- 19h30 — CENTRO CULTURAL B_ARCO:MARCELINO FREIRE e os participantes da oficina literáriado CENTRO CULTURAL B_ARCO conversam com LUIS FERNANDO VERISSIMO
LOCAIS:BIBLIOTECA ALCEU AMOROSO LIMA
Rua Henrique Schaumann, 777Pinheiros - Tel. 11 3082-5023
CENTRO CULTURAL B_ARCO
Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 422
Pinheiros - Tel. 11 3081-6986
http://www.obarco.com.br/
LIVRARIA DA VILA
Rua Fradique Coutinho, 915
Vila Madalena – Tel. 11 3814-5811
http://www.livrariadavila.com.br/
MERCEARIA SÃO PEDRORua Rodésia, 34
Vila Madalena – Tel. 11 3815-7200
http://www.merceariasaopedro.com.br/
Ó DO BOROGODÓRua Horácio Lane, 21Pinheiros - Tel. 11 3814-4037
TEATRO DA VILA - SATYROSRua Jericó, 256Tel.: 11 3258-6345
www.satyros.com.br
A POESIA NÃO PÁRA
Tuesday, November 13, 2007
SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA - A FESTA DA FAMÍLIA COOPERIFA
Saudade da semana dos sonhos,
Sérgio Vaz
poeta antropófago da cooperifa


SEMANA DE ARTE MODERNA DA PERIFERIA
A semana de Arte Moderna da Periferia, contra a nossa vontade, teve encerramento no sábado com um dos melhores shows musicais que a São Paulo já curtiu. Simplesmente um dos melhores que eu já fui, e olha que já fui em bastante. Só para se ter uma idéia, o som foi de primeiríssima qualidade, todos os grupos elogiaram.
Outra coisa que contribuiu para o brilho do evento foi o profissionalismo dos grupos, nenhum deles se atrasou, nenhum. Começou no horário previsto e acabou no horário combinado. A vaidade não imperou.
A Seleção dos grupos também foi muito importante, pois vários ritmos foram se revezando num mega palco da Casa de M´boi Mirim: Rap, Samba, Rock e MPB, teve para todos os gostos e todas as pessoas da comunidade foram contempladas.
O Palco tinha uma decoração louca também: Telão, as Bikes do Magrela´s, Mosaicos, a faixa da Cooperifa, sem contar que São Pedro tomou olé de São Jorge, e não caiu uma gota de água sequer.
Os Músicos envolvidos preparam uma música coletiva, no estilo “ We are the World”, lembram? Putz, a porra da música ficou impregnado nos nossos ouvidos: “...Lá..lálálá, ...lá...”, foi demais! Ninguém para de cantar.
No final todos que estiveram envolvidos nestes três meses de produção da Semana, subiram ao palco para cantar e extravasar a alegria, de ver e curtir um dos maiores eventos de São Paulo, a Semana de arte moderna da periferia.
Muita gente chorou de emoção, o públicom ficou hipnotizado do começo ao fim. E para terminar em grande estilo, todos numa só voz, gritaram:
UH, COOPERIFA! UH, COOPERIFA! UH, COOPERIFA!
Não posso fazer nada, o evento foi um sucesso, também, mais de trinta grupos envolvidos, quase trezentos artistas na programação, você quer o quê? Não tinha como dar errado, a gente estava super unido, centrado, cheio de garra e afim de dar o nosso melhor para o povo da periferia. Sim, dar, não tirar.
Desculpaí vocês que torceram contra, a vontade de dar certo foi muito maior.
Aos que nos amam, sintam-se abraçados.
Aos demais, sintam-se abraçados também, não chutamos cachorro morto.
“Por uma periferia que nos une pelo amor, pela cor e pela dor”.
Aos Quixotes que lutaram contra os moinhos de ventos, nunca esqueçam: “A Arte que liberta não vem da mão que escraviza”.
Valeu!
Lágrimas...
“por uma periferia unida, no centro de todas as coisas”.
Suor...
“Miami pra eles? “Me ame pra nós!”.
Coragem...
“Da poesia que nasce da porta do bar”.
Amigos...
Mais lágrimas...
Abraços...
Amigos...
Suor...
Abraços...
VENCEMOS!!!!!!!!















































