Monday, September 29, 2008

ELEIÇÕES EM SÃO PAULO

Povo lindo, povo inteligente,
neste domingo acontece as eleições para vereadores e prefeitos em todos os municípios do país, e a julgar pelas propagandas eleitorais no horário gratuito, a coisa só tende a piorar.
Não acompanhei bem a propaganda, até porque eu já tenho candidato (poeta também vota), mas o pouco que eu pude ver, é de lascar.
São celebridades, pagodeiros, rainhas do bumbum, ex-cantores, ex-atores, atrizes pornôs, e as velhas e boas raposas de sempre. Lógico que nem tudo é ruim, como eles querem que a gente pense, mas não são muitas as opções.
Fico só imaginando se algumas dessas pessoas sendo eleitas e cuidando da educação, da cultura, do meio-ambiente, do transporte, do esporte, do lazer, da saúde e do dinheiro da quarta maior cidade do mundo. Será que não é por isso que as coisas estão tão ruins assim ?Já parou para pensar nisso ?
Eu por exemplo estou com o Professor Toninho (assessor do Giannazi), um cara que acompanha o nosso trabalho desde quando eu conheci o Carlos Giannazi, Dep. Estaduas/PSOL/SP- que também é outro grande guerreiro da educação-, e de lá para cá, caminha junto com a gente, muito antes da Cooperifa nascer.
O Professor Toninho é um desses caras que tem a força e o caráter necessário para defender com honra a educação e as pessoas da periferia de São Paulo.
E a cultura precisa de um representante como ele, que conhece a cultura produzida na periferia, na câmara Municipal.
A Pessoa ser da periferia não pode ser o único requisito para ganhar o meu voto.
Tem que ter capacidade, informação, tenacidade, cultura e comprometimento com a educação. E também não vou ficar em cima do muro, Sou Professor Toninho, e daí?
Há muito tempo não acredito em partidos, e sim nas pessoas, e se por acaso você ainda não escolheu um bom candidato para te defender na Câmara Municipal paulistana, quero te sugerir uma das pessoas mais bacanas e batalhadoras que conheço, Professor Toninho, o meu candidato (nº50.789/PSOL).
Se o seu candidato também for bom quanto o Toninho, aí vai ser da hora, pois a gente pode estar começando a mudar alguma coisa.
Cada um, cada um, mas nunca esqueça, que independente de qualquer coisa, tamo junto!
E você, já tem candidato?
"Se queremos realmente construir um nação, precisamos escolher quem serão os pedreiros."
De olho na mudança,
Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura

AMANHÃ TEM O LANÇAMENTO DO LIVRO "CAMINHOS POÉTICOS DA PERIFERIA"

Povo lindo, povo inteligente,

há pouco tempo fiz umas oficinas de poesias com alguns jovens de 15 a 17 anos do CRAS/Scândia (o agente jovem é um projeto do governo federal em parceria com a prefeitura) em Taboão da Serra, município da grande São Paulo.
Entre uma oficina e outra começamos a fazer as oficinas caminhando pelo bairro (leia abaixo o artigo que fiz na época), daí o nome "Caminhos poéticos da periferia", e por conta disso, a monitora Eliete Mendes criou uma idéia para que fizéssemos um livro com as poesias deles, que não paravam de chegar, e que seria uma espécie de conclusão de curso -este programa encerra-se justamente no dia 30 de setembro-, ou uma lembrança poética dessa passagem deles. E dela.
Quando eu digo que a poesia tomou conta da periferia, quase ninguém acredita, mais pode acreditar, a guerreira Eliete Mendes, e seus "escritores da liberdade da periferia " escreveram um livro com 120 páginas de poesias, e, em cada página , uma vida, uma história, uma esperança. São só 50 livros que estarão expostos no dia, mas parece que são milhões.Coisa linda de se ver! Não. Eles não querem ser escritores (será?), e nem a literatura quer salvá-los de nada, é só mais uma dessas histórias humanas maravilhosas que as pessoas fazem questão de esconder, e a gente faz questão de mostar. Se neste dia 30 você não tiver nada para fazer, venha ver de perto, os meninos e meninas que tiraram os poemas da gaveta, e descobriram, no fundo dela, que também tinham alma. Quem foi que disse que a gente odeia ler?

Jovens + literatura = cidadania.
"NINGUÉM TEM OBRIGAÇÃO DE AJUDAR O PRÓXIMO.
NEM EU DE FICAR COM OS BRAÇOS CRUZADOS." SV
Gente como a Eliete Mendes e seus escritores da liberdade da periferia me fazem acreditar em dias melhores. O resto, é revolução de botequim.

Coração em chamas,
Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura

COOPERIFA E EUROTUR TURISMO APRESENTA:
EXPOSIÇÃO DO LIVRO "CAMINHOS POÉTICOS DA PERIFERIA"
Antologia poética dos jovens do CRAS/Scândia 2008

dia 30 de setembro (terça-feira) 14hs

Local: Ass. Amigos do Pirajuçara/Jd. Santa cruz
Rua Luiz carlos Ventura, 79
Pirajuçara - Taboão da Serra
Infs. 96488224

MACHADO DE ASSIS, CEM ANOS DEPOIS


O MACHADO, O TALARICO E A RACHA - SÉRGIO VAZ


há exatos cem anos morria um dos maiores escritores afro-descendente que já existiu no país, Machado de Assis.

Neto de escravos alforriados e nascido no morro do Livramento/RJ o fundador da Academia Brasileira de Letras e auto-didata, bem que poderia ser hoje um dos maiores representantes da literatura periférica/marginal dos nossos tempos, né não?

Há quem o acuse de pagar um pau para a elite da época, de esconder suas raízes negras, e de se acovardar diante dos dramas soviais da sua quebrada, principalmente sobre a questão da escravidão. Essas idéias, pode ser coisa de branco, mas também pode ser coisa de preto. Tem que investigar, por que quando o bagulho de preto é bom... uns acham que está branco, ou preto demais.

Por conta de um trabalho que vou fazer, estou relendo "Dom Casmurro" o romance mais poético que eu já li na minha vida - depois de "Confesso que vivi" do Neruda-, e acada releitura, a história muda na minha idéia. O livro tem uma magia da porra.

Quando eu li a primeira vez achava que Escobar tinha *talaricado a mulher do Bentinho, Capitu, que por conta disso, tinha sido a maior galinha da época, e que com sua traição tinha destruído uma das maiores amizades literárias que eu já tinha visto, deses "Capitães de areia" de Jorge Amado.

*Passando um pano no livro, agora mais ligeiro, estou meio na encolha com o texto, pois estou achando que o Bentinho não estava com ciúmes da mina, mas sim do *truta dele, o Escobar. É.

Acho que no *desbaratino o mano Bentinho nutria um outro tipo de afeto com o mano, e a *menisquência não é nem tanto pela mina, mas, mais pelo cara. Vai vendo a fita.

Fosse nos dias de hoje e o Bentinho não fosse um *curva de rio, o *talarico do Escobar correria um sério risco de morrer, e ninguém iria poder falar nada. Já Capitu...

Independente da data comemorativa este livro é muito gostoso de ler.

Aí, voltando ao tema da sua negritude ou não, caiu em minhas mãos o livro "Machado de Assis, afro-descendente" de Eduardo Assis Duarte, que mostra que ele não foi tão bunda-mole assim como alguns estão dizendo.

"Quem lê enxerga melhor".


Sérgio Vaz



*Alguns escritores usam palavras extremamente difíceis de compreensão, usam expressões em línguas estrangeiras, e que se a gente quiser entender temos que recorrer ao dicionário (de línguas), as palavras com asterísticos são expressões usadas no dia-a-dia das ruas não constam em nenhum dicionário, e se alguém quiser saber o seu significado vão ter que conhecer as pessoas que as pronunciam.


Sunday, September 28, 2008

PRIMAVERA DOS LIVROS

Povo lindo, povo inteligente,

meu domingo também foi repleto de poesia, ás 18hs fui fazer um recital de poesia no Centro Cultural São Paulo, na "PRIMAVERA DOS LIVROS" uma feira organizada pela LIBRE.
Estava lá fazendo poesia e aí chegou a Lu Souza e o Augusto para dar uma canja comigo.

É Isso. De segunda à segunda. Sem massagem.

Zóio pegando fogo,

Sérgio Vaz

Saturday, September 27, 2008

PANELAFRO

Povo lindo, povo inteligente,

ontem nós saímos da escola Pracinhas e fomos direto com o nosso bonde para o Panelafro, como eu já disse, um dos melhores eventos culturais de São Paulo. E Também por que tanto o grupo Espírito de Zumbi, quanto a Casa de Cultura M´Boi Mirim, são nossos parceiros nesta luta para levar cidadadia através cultura para o povo da periferia.
Muitas vezes eles não têm dinheiro nem para fazer o prato que servem no final. E olha que eles estão há mais de vinte anos na luta.
Este povo tem o nosso respeito porque realmente eles trabalham em prol da comunidade.
Se tiver verba eles fazem, se não fazem também.
Estou falando isso, porque hoje em dia, para quem sabe o caminhos das pedras e tem amigos certos nos lugares certos, consegue primeiro o dinheiro, depois o projeto cultural. Trocando em miúdos, conseguem o dinheiro e depois saem com um laço procurando gente pobre pra cuidar.

Tem gente que presta, tem gente que não. O duro é saber quem é quem.

O grupo Espírito de Zumbi está de parabéns.

Tamo junto.

Sérgio Vaz


Samba de roda
Soldados da Cooperifa
Espírito de Zumbi

DECLARAÇÃO DE GUERRA!


Povo lindo, povo inteligente,
ontem fomos fazer uma sarau na escola Pracinhas da FEB que fica na região do parque Guarapiranga, zona sul da periferia de São Paulo. Mais uma vez os poetas da Cooperifa foram contribuir, poéticamente falando, com a comunidade escolar. Estamos envolvidos até os ossos com os alunos e professores das escolas públicas da quebrada, abandonadas pelo estado.
Já falei e torno a repetir: os professores são meus heróis. Até os sem-compromissos tem o meu respeito.
Tem idiota que acha que o ensino é ruim por culpa do professor. É culpa do estado!!! Alguém por acaso lembra o nome do governador desta porra? São Paulo parece que não tem governador.
Raciociona comigo: se a segurança pública é ruim por causa do crime e da polícia, se saúde é ruim por causa da recepcionista do posto ou a atendente de enfermagem, e se a educação é ruim por causa do professor e do aluno que não quer "estudar", qual é a responsabilidade do governador? Então o que ele governa? Será por isso o desgoverno?
Estou de saco cheio de discurso revolucionário e prática reacionária.
Hoje na periferia, apesar de boas notícias, o que mais tem é capitão-do-mato disfarçado de Zumbi e capitalista selvagem disfarçado de cordeiro socialista. Discurso é foda.
Acredito que só há dois tipos de pessoas: a que presta e a que não.
A Cooperifa que sempre foi terra de oportunidades, mas agora também esta virando terreno fértil para oportunistas. Isso vai continuar? Não!
É guerra contra esses filhos da puta!!!!!!!! Quem quiser dinheiro que vá trabalhar!!!
A Cooperifa não tem grupo de teatro.
Não tem editora.
Não tem revista.
Não tem jornal.
Não tem site.
Não tem produtora de cinema.
Não tem companhia de teatro.
Não tem grupo de dança.
Não tem selo de música.
Não tem apoio do VAI (projeto da prefeitura de São Paulo). Do PAC, do pato, ou do caralho a quatro. Nada contra. Só não tem. E agora a gente já sabe porque.
Nunca autorizou ninguém a fazer projeto em seu nome.
Não tem sede (se reúne num bar).
Tem amigos.
Tem pouquíssimos, mais fiéis, parceiros.
Tem inimigos.
Não é ponto de cultura (não sei porque). Nada contra também. Quem sabe?
Não faz vaquinha para fazer eventos. Não cobra dízimo nem mensalidades.
Paga impostos, apesar de...
Paga suas contas em dia (tem um escritório de contabilidade que há dois anos recebe sem fazer nada).
Realiza o sarau há sete anos, toda quarta-feira, com seus próprios recursos.
A Cooperifa incentiva a literatura (ler) e a criação poética (escrever). Só.
A Cooperifa não quer tirar os jovens da rua e sim colocá-los na universidade.
É arrogante, acha que é o centro do bagulho.
É um projeto COLETIVO feito para as pessoas da quebrada e do entorno, quem pensa o contrário frequenta o lugar errado.
Realiza um prêmio onde ninguém precisa pagar para ser premiado, por isso, premia quem quiser. Na hora que quiser.
Realiza o "poesia no ar" e enche o céu de poesia e paga do próprio bolso a bixiga e gás hélio.
Não mete o bedelho no sarau de ninguém. Nem tem contrato de exclusividade com poeta algum.
Não se intromete nos projetos culturais de ninguém. Cada um que faça o que quiser.
Não tem assessoria de imprensa, nem assessor de porra nenhuma.
Como a Cooperifa não tem dinheiro, não tem máquina de fotografia, Filmadora, projetor, computador, telefone, lap top, telefone, Tv, rádio, e outros acessórios importantes para a pratica cultural.
O Patrimônio da Cooperifa são as pessoas, homens e mulheres, jovens e adultos.
Nossa inspiração é a rua, os becos e as vielas.
Cooperifa não é uma sigla, é um sentimento, muitos que estão, não são, entendeu?
O Sarau da Cooperifa é um negócio chato, são duas horas de poesias, não aconselhamos ninguém a ir, mas se for, vai ter que fazer silêncio.
Não importa o tamanho do poeta, a poesia tem que ser pequena para dar tempo que todos possam falar. Por isso, todos os outros saraus são melhores que o da Cooperifa.
No sarau da Cooperifa, a poesia é soberana, as outras artes são apenas nossas convidadas.
O Sarau da Cooperifa é um lugar para que todas possam comungar a palavra, a amizade e à Harmonia. Mas se precisar a gente chama no rôdo.
Muitos dos que falam mal estão corretos, mas há os ingratos.
No sarau todos são bem-vindos, de todos os lugares, é coisa de preto, mas é também de todas as cores, de todos os cantares, e se faltar com o respeito a gente manda pra a puta que o pariu.
Lá tem gente que acredita em deus e tem gente que não, mas ninguém duvida do milagre.
A Cooperifa tem um sorriso no rosto, mas não paga simpatia. É de paz, mas não foge da guerra.
Por conta dos oportunistas e dos papa-verbas parasitas que nos espreitam, abolimos a palavra "é tudo nosso" da ordem do dia. É que o "nosso" estava indo para o bolso deles.
Se era guerra que esses vermes queriam, conseguiram, estamos reunindo nosso exército, municiando nossas armas, vamos até o final, doa a quem doer.
Vamos separar as meninas das mulheres, os meninos dos homens, o trigo do joio, a carne da carniça.
Vamos ficar somente com o que sobrar, e se precisar a gente começa tudo de novo. Até porque sofrimento nunca foi novidade pra gente.
" A Periferia nos une pela dor, pela cor e pelo amor".
Sé é com nóis vem nóis, se não, sai da frente.
Abraços para os amigos. É só.
COOPERIFA

Friday, September 26, 2008

LINHA DIRETA

sergiovaz5@uol.com.br

Thursday, September 25, 2008

HOJE TEM SARAU DA COOPERIFA NA TV CULTURA

Povo lindo, povo inteligente,

hoje o programa "Nossa língua portuguesa" entrevista o escritor Allan da Rosa e mostra um pouco o que é o Sarau da Cooperifa. Confira na TV Cultura, às 20hs.

HOJE TEM SARAU RAP NA AÇÃO EDUCATIVA

SARAU RAP - Poesia das ruas



dia 25 de setembro quinta-feira 20hs


Projeto "Poesia das Ruas" Ritmo e Poesia
O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadorasdo Rap.É um espaço para o exercício da criação poética.
Sem música, MCsdeclamarão suas letras, compartilhando talento literário.Iniciativa dopoeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceriacom a AçãoEducativa e contece toda última quinta-feira do mês.
Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretendebuscar,através da oralidade, um incentivo para a criação poética.Rap éritmo e poesia (rythman and poetry).



Ação Educativa
Rua: General Jardim, 660 - Vila Buarque - SP
Entrada: Gratuita

Capacidade de lotação: 200 pessoas

CAMINHOS POÉTICOS DA PERIFERIA - O LIVRO

Povo lindo, povo inteligente,

há pouco tempo fiz umas oficinas de poesias com alguns jovens de 15 a 17 do CRAS/Scândia (o agente joven é um projeto do governo federal em parceria com a prefeitura) em Taboão da Serra, município da grande São Paulo.
Entre uma oficina e outra começamos a fazer as oficinas caminhando pelo bairro (leia abaixo o artigo que fiz na época), daí o nome "Caminhos poéticos da periferia", e por conta disso, a monitora Eliete Mendes criou uma idéia para que fizéssemos um livro com as poesias deles, que não paravam de chegar, e que seria uma espécie de conclusão de curso -este programa encerra-se justamente no dia 30 de setembro-, ou uma lembrança poética dessa passagem deles. E dela.
Quando eu digo que a poesia tomou conta da periferia, quase ninguém acredita, mais pode acreditar, a guerreira Eliete Mendes, e seus "escritores da liberdade da periferia " escreveram um livro com 120 páginas de poesias, e, em cada página , uma vida, uma história, uma esperança.
São só 50 livros que estarão expostos no dia, mas parece que são milhões.Coisa linda de se ver!
Não. Eles não querem ser escritores (será?), e nem a literatura quer salvá-los de nada, é só mais uma dessas histórias humanas maravilhosas que as pessoas fazem questão de esconder, e a gente faz questão de mostar.
Se neste dia 30 você não tiver nada para fazer, venha ver de perto, os meninos e meninas que tiraram os poemas da gaveta, e descobriram, no fundo dela, que também tinham alma.

Quem foi que disse que a gente odeia ler?

Jovens + literatura = cidadania.

"NINGUÉM É OBRIGADO A AJUDAR O PRÓXIMO.
NEM A FICAR DE BRAÇOS CRUZADOS". SV

Gente como a Eliete Mendes e seus escritores da liberdade da periferia me fazem acreditar em dias melhores. O resto, é revolução de botequim.

Coração em chamas,

Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura

COOPERIFA E EUROTUR TURISMO
APRESENTA:
EXPOSIÇÃO DO LIVRO


"CAMINHOS POÉTICOS DA PERIFERIA"

Antologia poética dos jovens do CRAS/Scândia 2008

dia 30 de setembro (terça-feira) 14hs


Local: Ass. Amigos do Pirajuçara/Jd. Santa cruz
Rua Luiz carlos Ventura, 79
Pirajuçara - Taboão da Serra
Infs. 96488224

SARAU DA COOPERIFA NA ESCOLA PRACINHAS DA FEB E NO PANELAFRO

Povo lindo, povo inteligente,
amanhã a poesia não vai ter descanso na periferia de São Paulo, e o sarau da Cooperifa cumpre sua função de levar poesia na quebrada. Pra começar vamos fazer um sarau na escola "Pracinhas da FEB" que fica no Jd. Alfredo (região do parque Guarapiranga), depois o bonde da Cooperifa desce o morro para participar do Panelafro, que acontece sempre na última sexta-feira do mês na Casa de Cultura M´Boi Mrim, e que é um dos eventos mais importante do país. Vá lá pra ver!
É isso.
Sem tempo para a teoria,
Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura
*atenção poetas o bonde vai sair às 19hs do bar do Zé Batidão
Clique no cartaz para ampliar

PANELAFRO
Evento de manifestação popular
A p r e s e n t a
NO FRONTE
(reggae rap)

A Quatro vozes
(música Brasileira)

POETAS DA COOPERIFA
(Performances e declamação de poesias)

Grupo Espírito de Zumbi
com: ciranda, samba de coco, maracatu, samba de roda, afoxé, cangira, capoeira ...

Dia 26 de setembro (sexta-feira) à partir das 19h30

Local: CASA POPULAR DE CULTURA M'BOI MIRIM
Av. Inácio Dias da Silva, S/Nº - Piraporinha
Informações: 5514-3408 / 8812 2301 (Alan Bernadino)
http://www.espiritodezumbi.blogspot.com/ -- "Temos o direito de ser iguais quando a diferença nos inferioriza; temos o direito de ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza." Boaventura Santos

Wednesday, September 24, 2008

DOMINGO TEM RECITAL DE POESIA NA PRIMAVERA DOS LIVROS

Povo lindo, povo inteligente,

domingo vou fazer um recital poético no encerramento do evento "Primavera dos livros" que acontece do dia 25 a0 28 de setembro com várias atividades culturais - inclusive com o show do grupo "Versão popular" no sábado às 18hs (se quiser pode ver a pragramação completa no site: www.libre.org.br).
Se por acaso vocês não for fazer nada e estiver por aquelas bandas... Cola lá!

Abs.

Sérgio Vaz

A Primavera dos Livros é simultaneamente um evento cultural e comercial. De um lado, proporciona rico contato do público-leitor com autores, editores, intelectuais e outros atores da cadeia produtiva do livro e, de outro, fortalece os empreendedores culturais como profissionais e gestores de seus negócios ao possibilitar o encontro e a troca de experiências entre eles.
O evento é totalmente gratuito para os visitantes, e subsidiado para as editoras participantes, o que facilita e encoraja a participação das editoras independentes, que normalmente têm dificuldades para atingir seus nichos de mercado no varejo tradicional. Por outro lado a Primavera já fidelizou um público ávido por livros nem sempre disponíveis nas livrarias, e tem atraído um público exigente e informado, incluindo o público infantil, ao qual o evento costuma dedicar um espaço diferenciado para estimular o prazer da leitura e o convívio transgeracional entre os leitores.

A feira existe desde 2001, e recebe uma média de 25 mil leitores a cada edição. A Primavera, como é chamada no meio literário, e as demais atividades institucionais da LIBRE contam com a colaboração e o apoio de diferentes esferas públicas ligadas ao livro e à leitura, conscientes de que a garantia da diversidade no mercado editorial está na valorização e na sustentabilidade do editor e do livreiro independente.

A Primavera conquistou um espaço importante dentro do mercado e já faz parte da agenda cultural das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, tendo forte presença dos próprios editores em seus estandes para interagir com o público. No Rio, o evento acontecerá no mês de novembro.

A primeira edição da Primavera dos Livros ocorreu no Jockey Club, no Rio de Janeiro. Em 2002, o evento passou a ter duas edições anuais, uma no Rio e outra em São Paulo, consolidando-se e ganhando mais visibilidade e interesse.

A pretensão é ter 30 mil visitantes em 2008 e manter o crescimento inteligente e interativo, garantindo dessa forma uma participação criativa de todos os associados e levando ao público um evento que certamente renderá muitas primaveras ao leitor!

DOMINGO

11h00-13h00

Mesa-redonda (Auditório da Primavera dos Livros)
100 anos da imigração japonesa e a literatura
Jo Takahashi, da Fundação Japão
Angel Bojadsen, editor
Lica Hashimoto, tradutora
Jorge Okubaru, jornalista e autor do livro O Súdito
Johmy Arai , jornalista e editor

15h00-16h00
Mesa-redonda (Auditório da Primavera dos Livros)
São Paulo das diversidades
Reinaldo Bulgarelli, consultor, autor da obra Diversos somos todos
Ana Lúcia Silva, consultora na questão de raça, especialista em igualdade étnico-social

18h00-19h00
Sarau de poesia com Sérgio Vaz, coordenador e fundador da Cooperativa Cultural da Periferia, Cooperifa


CCSP - CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso - São Paulo/SP
Central de informações: (11) 3383-3401 / 3383-3402
entrada franca

ESCADÃO DA POESIA - RECEITA PARA UM NOVO DIA

Povo lindo, povo inteligente,
a minha poesia "Receita para um novo dia" faz parte do projeto Arte em toda parte- Atelier aberto promovido pela Ação educativa, coordenado pelo meu amigo Eleílson, e esta exposta na escadaria da favela Lamartine que fica na cidade de Santo André, e está passando por um processo de reubarnização implementada pela CDHU.
Quando eu digo que a poesia está ocupando todos os lugares possíveis da periferia do país ninguém acredita. Taí, o que a maioria das "pessoas" fazem questão de fingir que não existe, a gente faz questão de mostrar. Dia após dia.
"Puxa..." - pensei comigo. "Quem disse que a minha poesia não ia a lugar algum?"
Agradeço a gentileza com o meu trabalho.
Degrau por degrau,
Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura
fofo: Dani


Receita para um novo dia - Sérgio Vaz (do livro Colecionador de pedras)


Pegue um litro de otimismo,
Duas lágrimas –de preferência
Escorridas no passado.
Duas colheres de muita luta
E sonhos à vontade.
Duzentos gramas de presente
E meio quilo de futuro.
Pegue a solidão, descasque-a toda
E jogue fora a semente.
Coloque tudo dentro do peito
E acenda no fogo brando das manhãs de sol.
Mexa com muito entusiasmo.
Ao ferver, não esqueça de colocar
Uma dose de esperança
E várias gotas de liberdades.
Sorrisos largos e abraços apertados,
Para dar um gosto especial.
Quando pronto,
assim que os olhos começarem a brilhar,
Sirva-o de braços abertos.


Monday, September 22, 2008

CAMINHOS POÉTICOS DA PERIFERIA: O LIVRO

Povo lindo, povo inteligente,

a Monitora Eliete Mendes do CRAS/Scândia vai realizar o seu sonhos:publicar o livro com os jovens do seu projeto. No dia 30 de setembro a guerreira lança o livro "Caminhos poéticos da periferia", uma antologia de poesia com mais de 20 jovens, entre 15 a 17 anos.
A Idéia do livro surgiu depois de algumas oficinas que fiz no local, pois identifiquei na Eliete a mesma pegada do Filme "Escritores da libredade" (leia crônica que fiz na época das oficinas).
Depois eu falo mais sobre isso, mas por ora, vai vendo a periferia se apropriando da literatura, dos livros. E o que é muito melhor, estas iniciativas não para de acontecer. É nóis!
O Livro tem o apoio da Cooperifa e da Eurotur Turismo (valeu Sati).

Abs.

Procurando sarna pra se coçar,

Sérgio Vaz

CAMINHOS POÉTICOS DA PERIFERIA - SÉRGIO VAZ


Nesta terça-feira retomei o projeto de poesia com os meninos e meninas do Projeto Agente Jovem do Jardim Scândia. O CRAS é uma parceria do governo federal com a prefeitura de Taboão da Serra, onde a garotada participa de vários projetos após a aula. Não sei muito bem como funciona, só sei que é legal estar lá.

Quando fiz umas oficinas com eles há algumas semanas, fiquei na promessa de voltar, e se eles escrevessem poesias iríamos fazer um livro com as poesias deles. Aí, quando atendo ao telefone na sexta-feira, a Eliete Mendes, monitora do projeto e uma guerreira, que enfrenta o marasmo de giz em punho, ligaram para mim e disse:

- Sérgio o pessoal escreveu as poesias e gostaria que você viesse aqui novamente para dar uma olhada nos poemas, e que a gente tocasse o esquema de publicar o livro de poesias com eles...Mal sabia ela a alegria em que eu fiquei ao ouvir isso.

A Eliete me lembra a professora do filme "Escritores da liberdade" - já assistiram? É piegas, mas é bom-, tamanha sua paixão pela molecada. Lindo ver essa gente que faz por que acredita.

A Eliete é um desses seres-humanos antigos que amam primeiro e depois vão descobrir quem é o ser amado. Por isso me fez acreditar tambémBom, cheguei lá senti que eles estavam empolgados, mas aí alguém falou que as poesias estavam muito desabafo, ou muito "eu isso" "eu aquilo" e que eles estava afins de escrever umas poesias de protesto e denúncia, umas coisas mais fortes, na opinião deles. Vai vendo a ousadia da meninada.

Fiquei pensando o que seria forte o bastante para motivá-los, aí veio um estalo: "A Quebrada", a quebrada onde eles moram.

-Eliete, a gente pode sair com eles e fazer a oficina na rua, dando um rolê pela quebrada?-Só se for agora - respondeu a guerreira já com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos.

Então a gente saiu pela quebrada procurando poesia pra se coçar.

No caminho fomos falando sobre a importância da poesia e da literatura na vida das pessoas e como ela estava abundante na periferia. Fomos andando a esmo, como quem caminha sem objetivos, mas com a fé de quem percorre o Caminho de Santiago de Compostela. Quem sabe tirar um Paulo Coelho da cartola?

Aí fui perguntando a eles o que/ porque eles viam, coisas banais para aguçar o olhar poético, ou apenas pelo prazer de uma conversa com pessoas tão agradáveis quanto eles. Daria um rim para ter quinze anos novamente... os adultos maltratam os jovens porque são invejosos e não perdoam a alegria que nasce da inocência.

Nesses passos curtos chegamos a um campo de futebol onde vários garotos estavam treinando, e a outra parte estava enpinando pipa, nada mais periferia do que essa mistura. Quando eu perguntei sobre os meninos que jogavam bola, eles responderam:

-Sonhos poeta. Esses meninos têm sonhos de saírem dessa vida, de comprar uma casa boa para a mãe, de ter um bom carro, etc.

-E Aquela arvore ali, o que vocês Vêem nela?

Não sei porque, um garoto a fixou por um segundo e respondeu:-Eu Vejo a África.-Por quê a África ? - queria saber o porque, como se tivesse que ter um porque.-Porque eu vejo assim, é por isso - disse meio tímido o poeta promissor.

E depois quando que ele falou isso, olhei novamente para a árvore e pude ver a África e suas raízes, e suas sementes espalhando frutos pelo mundo, e cada folha do galho, tinha a face de um amigo meu. Fazia tempo que eu não olhava assim. Ele me ensinou a olhar novamente o olhar que um dia tive.-Isso é poesia, é sobre isso que vocês devem escrever - finalizei o meu aprendizado.-Isso é poesia ? -perguntou alguém.

Repensei e disse:

-Não, vocês é que são, o resto são árvores que viram continentes.É isso aí, uma tarde que tinha tudo para ser zero a zero, a esperança venceu de goleada.

Quinta-feira tem jogo novamente.

SARAU DA COOPERIFA APRESENTA: LANÇAMENTO DO LIVRO DO PROFESSOR ROBERTO FERREIRA

Povo lindo, povo inteligente,

quarta-feira o sarau da Cooperifa é mais do que especial, é o lançamento do livro " Quarto" poeta e professor Roberto Ferreira. Roberto Ferreira é um dos poetas mais sucintos e irônicos que eu conheço, sua poesia é quase sempre um sôco no estômago, ou um riso nos lábios. Venha conferir.
Se liga em uma de suas poesias:

Rico Futuro - Roberto Ferreira

Corria, desesperada
atrás de pagodeiros famosos
e jogadores de futebol bem sucedidos.
Facilitava ao máximo.
Deu certo.
Hoje,
aguarda pacientemente
o resultado do teste de DNA.

foto: Poesia no ar (Eduardo Toledo)
SARAU DA COOPERIFA
dia 24 quarta-feira 21hs
Bar do Zé Batidão
Rua bartolomeu dos Santos, 797 Chácara Santana
Periferia da Zona Sul - SP

QUINTA-FEIRA TEM SARAU RAP

SARAU RAP - Poesia das ruas


dia 25 de setembro quinta-feira 20hs

Projeto "Poesia das Ruas" Ritmo e Poesia

O Projeto Poesia das Ruas é um sarau dirigido a rimadores e rimadorasdo Rap.É um espaço para o exercício da criação poética.Sem música, MCsdeclamarão suas letras, compartilhando talento literário.Iniciativa dopoeta Sergio Vaz, o Sarau do Rap é realizado em parceriacom a AçãoEducativa e contece toda última quinta-feira do mês.Fundador e coordenador do Sarau da Cooperifa, Vaz, pretendebuscar,através da oralidade, um incentivo para a criação poética.Rap éritmo e poesia (rythman and poetry).

Ação EducativaRua: General Jardim, 660 - Vila Buarque - SP
Entrada: Gratuita
Capacidade de lotação: 200 pessoas

CINE BECOS NA CASA DE CULTURA M´ BOI MIRIM

Clique no cartaz
17h - infantil

Príncipes e Princesas
Direção: Michel Ocelot
Neste criativo filme de silhuetas animadas, uma menina e um menino encenam fantásticas peças de teatro, auxiliados por um velho técnico desempregado. Eles se transformam em herói e heroína de seis contos e viajam para todos os cantos do mundo, indo do passado remoto ao futuro distante. O filme apresenta um universo de elegantes e encantadoras figuras que deslumbram espectadores de todas as idades, mostrando a beleza do Antigo Egito, a poesia da arte japonesa, o romance da Idade Média e os prodígios do ano 3000.

19h - adulto

Escritores da Liberdade
Direção: Richard LaGravenese
O filme se passa em um período em que estourava nas ruas a guerra interracional americana, onde para os jovens da classe de Gruwell, conseguir sobreviver o dia a dia da guerra entre as raças no meio da rua, já era um feito muito grande. E é a partir do respeito e a forma de tratar os alunos como nenhum outro professor havia tratado, ou seja, escutando-os como adultos que estavam se formando, que a nova professora conquista um a um. Enquanto escrevem seus projetos, os alunos saem em busca de se tornarem eles mesmo esses heróis. E pela primeira vez eles poderão experimentar a esperança de que talvez eles possuam a chance de mostrar ao mundo que suas vidas também fazem o diferencial e que eles possuem algo a dizer ao mundo.
Casa Popular de Cultura de M'Boi Mirim - Av. Inácio Dias da Silva, s/n – Piraporinha - Zona Sul. Dia 27/09 (sábado), a partirdas 17h. Entrada Franca. (11) 5514-3408 / 7620-6233

- Luciana DiasF: 8408 4274

http://www.institutoumoja.blogspot.com/http://www.becosevielaszs.blogspot.com/

EM BUSCA DO GRÊMIO PERDIDO: PORCO 2 X VASCO

É nóis o chiqueiro: Juju (irmãzinha), Rô (irmão) e Elizete (cunhada)

Sunday, September 21, 2008

PARTICIPAÇÃO NO CD INQUÉRITO - JÁ DISSE O POETA

Povo lindo, povo inteligente,

ouça a minha participação poética no CD do Grupo Inquérito que acaba de chegar nas ruas. Este poema "Novos dias" que eu recito faz parte do meu próximo livro, quem pretendo lançar em 2009.
O Grupo Inquérito, como eu já disse anteriormente, é um dos melhores grupo de rap que eu conheço, por conta da poesia e do swing de suas músicas. E é claro, pela postura humilde de como eles se apresentam, sem perder a pegada e a força da rima.
Sinto-me honrado pelo convite e pela participação.
Se você tiver tempo, ouça aí que vai entender o que estou falando.

"Sumemo".

Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura


Friday, September 19, 2008

COOPERIFA "TOMA CONTA" - É HOJE!!!!

Povo lindo, povo inteligente,

hoje é o lançamento do novo livro do Alessandro Buzo "Favela toma conta" que faz parte da coleção Tramas Urbanas da editora Aeroplano, e a gente vai tomar conta do Bexiga.
Nós vamos estar lá, e quem quiser somar é só colar no Zé batidão umas 19hs30 que o bonde da Cooperifa vai zarpar a milhão para o centro de São Paulo.

Parabéns guerreiro. Até daqui a pouco.

Abs.

Sérgio Vaz

ESPAÇO ZÉ MARIA NOGUEIRA
20hs
Rua 13 de maio, 70 Bixiga

Wednesday, September 17, 2008

COLECIONADOR DE PEDRAS - OS MISERÁVEIS

Povo lindo, povo inteligente,

ouça o poema "Os Miseráveis" do meu livro Colecionador de pedras que eu achei no youtube. Este poema é uma participação que fiz no cd do GOG "cartão postal bomba" lá em Brasília, e que agora está à venda por aí. Bom, o cd do GOG nem precisa falar, mas está aí a minha contribuição do bagulho. Ao vivo é foda, mas se liga.
Não sei quem postou no youtube, mas queria agradecer, pois não manjo nada disso. Sou analfabyte.

Tamo junto.

Abs.

Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura



Tuesday, September 16, 2008

LITERATURA PERIFÉRICA PELO CORREIO

Povo lindo, povo inteligente,

devido a várias reclamações de amigos que não conseguem adquirirem em sua cidade ou quebrada, descolei um jeito muito fácil para quem quiser receber os livros "Colecionador de pedras" e "Cooperifa antropofagia periférica" em casa.
É simples, basta acessar o site
www.mundodarua.com.br/matrix (que está me dando esta força) e efetuar a compra, que em seguida serão enviados numa carta registrada pelo correio. Simples assim. E sem sair de casa.
Já é.

Só não adquire quem não quer.

É nois!!

Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura


Livro: COOPERIFA ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA
Sérgio Vaz
Aeroplano Editora - 1ª Edição
Categoria : Não-ficção
Formato: 12x19 cm
Nº páginas 284
Preço: R$ 33,00
Frete: R$ 6,00 (carta registrada)
Total: R$ 39,00
Livro - COLECIONADOR DE PEDRAS
Sergio Vaz
Global Editora - 1ª Edição
Formato: 16x23
Nº de Páginas: 168
Preço: R$ 30,00
Frete: R$ 6,00 (carta registrada)
Total: R$ 36,00


CINEMA NA LAJE

Povo lindo, povo inteligente,

preciso de indicação de documentários e curtas para iniciar o novo projeto da Cooperifa, o cinema na laje.

No aguardo,

Sérgio Vaz

Sunday, September 14, 2008

COLECIONADOR DE PEDRAS

A maioria das pessoas
só percebem a luz do sol
quando é quase noite.
Aí, já é tarde demais.

Sérgio Vaz

POESIA DO AUGUSTO, poeta da Cooperifa

Calor setembrino.
E eu,
cheio de pepino.
Ainda tenho que trabalhar...
Assim não dá!

Nada no bolso.
Tudo na mente.
Se esse parar no corredor,
vou é pingar pela frante.
Não acho
que passar por baixo
seja o caso...

Ligeiro;
mas sem oportunismo.
Porque eu andando,
não sei porquê dei
o meu ultimo real,
pro muleque
do malabarismo.

AUGUSTO

COOPERIFA ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA - por Eliane Brum

SARAU DA COOPERIFA - POR ELIANE BRUM


Ninguém entra no boteco do Zé Batidão impunemente. Sai de lá transformado pelo que viveu – ou melhor, sai de lá transtornado. O que acontece no boteco do Zé Batidão toda quarta-feira muda cada um de nós – e muda o Brasil. Centenas de pessoas, identificadas por algo que vai muito além de uma referência geográfica, a periferia, reunidos depois de um dia de trabalho duro para ouvir e fazer poesia. Simples assim – e uma revolução sem um tiro.
Não é sempre que a gente testemunha a história em curso, percebe o instante exato em que o mundo balança. A Cooperifa é isso, um abalo sísmico a partir de uma esquina de quebrada, enquanto os carros passam velozes pelo asfalto, lá no outro lado do rio, indo e vindo do mesmo lugar – mas com uma pressa...
Na Cooperifa, toda quarta-feira, o tempo pára. E quando a gente vê, meio no susto, já passam das onze horas. Quando alguém pega o microfone para declamar uma poesia que escreveu, é seu destino que recria, é seu lugar no mundo que reinventa. Quando “o povo lindo, o povo inteligente” da periferia se apropria das palavras, é da História que passa a tomar conta.
Naquele palco sem degrau, cada um bagunça a ordem das coisas – e bagunça com um instrumento que por 500 anos anos foi privilégio da elite do país. Bagunça pela palavra escrita. A ponto de a periferia virar centro sem deixar de ser periferia. E quem diria, depois de tanta bala perdida, que seria pela poesia que a ordem das coisas seria ferida de morte?
Pela primeira vez, há uma geração de escritores identificados pela origem periférica no Brasil – e que se definem como “periféricos”. Parte deles começou a escrever na Cooperifa, lançou seu primeiro livro no boteco do Zé Batidão. A Cooperifa escreveu – escreve – várias capítulos dessa história. Inspirou dezenas de saraus de poesia Brasil afora, sua pipa no céu virou farol.
Mas a Cooperifa é isso – mas é mais. É um espaço para todos, sem hierarquias nem julgamentos. Pega o microfone quem tiver algo a dizer em forma de poesia. Cada um será ouvido em silêncio e aplaudido no final. Porque foi lá na frente e se expressou, do seu jeito, da forma que lhe foi possível. E o que tinha a dizer só podia ser dito por ele. E o que deixou de dizer será uma falta no mundo.
Ao garantir um lugar no microfone, a Cooperifa desmente os que tentam nos fazer acreditar todo dia, que somos substituíveis, descartáveis, comuns. A cada quarta-feira, no boteco do Zé Batidão, é reeditada a garantia de que cada um é insubstituível, único, extraordinário. Lá dentro há palmas de verdade, do tipo que deixa as mãos ruborizadas, há assobios entusiasmados, mas nenhuma vaia. Não há cochichos ridicularizando um e outro, sussurros pelas costas. Lá há choro, há riso, mas não há exclusão. Por isso a Cooperifa é quente mesmo quando faz frio.
E é por isso que na Cooperifa se fala da violência, da desigualdade, mas também se fala de amor. E ao falar de amor entre becos e vielas de concreto, esgoto escorrendo pelas rachaduras, a Cooperifa é ainda mais insubordinada. Porque ninguém esperava que periféricos escrevessem – e se tivessem essa ousadia, muitos apostariam apenas na dor. E assim um pedaço da vida continuaria exilada, roubada. Fora.
Na Cooperifa não se censura a vida. Nem as palavras, os temas. Não se espera do poeta que faça apenas denúncias, dispare frases engajadas, lance versos encharcados de ideologia. Na Cooperifa há quem fale de dor de corno e de moça bonita. Há quem fale de corpos úmidos, de gozo, nudez e sexo. De saudade e de desencontro. E há quem fale de ódio, de rancor, de vingança. E há quem fale de tudo isso junto, porque a vida tem um pouco de tudo. E há quem pegue o microfone só para recitar Fernando Pessoa.
Ao acolher todas as palavras, a Cooperifa garante, a cada quarta-feira, um lugar para todos os sonhadores. Simples assim. E abala as placas tectônicas do centro. Porque na Cooperifa o que cada um descobre quando entra tímido, meio desengonçado, se sentindo um tanto apartado das letras, é que pela palavra escrita – seja ela de amor, de gozo ou de fúria – “nóis é ponte e atravessa qualquer rio”.

Do livro Colecionador de pedras - "Brasinhas do espaço"


Brasinhas do espaço


Eram criaturas
De um planeta imaginário.
Herméticos neste mundo
Todos se chamavam Speed Racer,
E falavam uma língua estranha
Que os adultos não entendiam.
Vorazes,
Alimentavam-se de sonhos,
Liberdade, vento,
De K-suco e pão com mortadela.
Esses monstrinhos
Queriam dominar a terra.
Chegavam aos montes
Descendo ladeiras,
Pilotando naves exóticas
Feitas de tábua de compensado
E rodinhas de rolimã.
Não fosse o tempo
Teriam dominado o universo.


Sérgio Vaz

THEREZA DANTAS ENTREVISTA HELOÍSA BUARQUE

A Guerreira Thereza Dantas, jornalista e parceira da Cooperifa entrevista Heloísa Buarque para saber um pouco mais sobre a coleção "Tramas urbanas" da Aeroplano editora. Para conhecer um pouco mais sobre o portal Raiz acesse:www.revistaraiz.com.br/portal

AS TRAMAS PERIFÉRICAS

Por Thereza Dantas


Portal RAIZ.: Como surgiu a idéia da coleção?
Heloísa Buarque de Hollanda: Eu venho estudando desde o início da década de 1990 a ascensão da cultura da periferia. E cada vez mais me impressionava seu vigor, suas novas linguagens, suas novas políticas. Estou inclusive tentando escrever um livro sobre isso. Mas meu livro seria um livro branco, de classe media universitário. É o que posso e sei fazer. Mas no caso da cultura da periferia, sempre achei que ela merecia mais do que essa forma de registro jornalístico ou acadêmico. E também comecei a reconhecer com clareza que os protagonistas desses movimento era intelectuais de boa cepa. Então pensei em convidá-los para fazer seu próprio relato sobre essa cultura da qual eram parte intrínseca. E isso é a coleção Tramas Urbanas.
Portal RAIZ.: Como a Sra. vê a produção artística da área rural do país?
Heloísa Buarque de Hollanda: Vejo com muito interesse , conheço a produção cultural de movimentos artísticos como os do MST, mas não é essa minha área de trabalho. Não creio que sejam menos importantes, mas no que realmente investi foi na cultura das favelas e das periferias das grandes cidades brasileiras.
Portal RAIZ.: A escolha dos autores é feita a partir de que critérios?
Heloísa Buarque de Hollanda: A partir do interesse os temas que são desenvolvidos e da disponibilidade de autores orgânicos que se interessem em escrever sobre os temas eleitos. Portal RAIZ.: Há autores fora do eixo Rio/São Paulo?
Heloísa Buarque de Hollanda: O meu esforço nessa direção foi enorme. Mas reconheço que é muito difícil conduzir um projeto editorial à distancia. São livros basicamente encomendados e tenho tentado com determinação estimular escritores de outras regiões, mas é realmente complicado essas distâncias culturais e geográficas enormes que o Brasil nos oferece para o bem e para o mal..... Por exemplo, acho fundamental fazer um volume sobre o grupo Alto Falante, que veio do Mangue Beat e que é um dos mais fortes e instigantes movimentos culturais da favela Alto José do Pinho, em Recife. Já tentei dois autores, mas, até agora , o texto não chegou. O mesmo com o grupo de Salvador, Bagunçaço que me deve o texto de um volume há dois anos. Mas a gente chega lá.
Portal RAIZ.: Essa redescoberta da periferia, não seria a descoberta de como é formada a nação brasileira?
Heloísa Buarque de Hollanda: Acho que é até mais do que isso. É sim a redescoberta da formação mais ampla da nação brasileira, mas é também a descoberta das possibilidades de produção e criação que só estão sendo oferecidas nesses últimos anos. Portanto é também a redescoberta de um momento.
Portal RAIZ.: E a cultura da elite? Na sua opinião dá sinais de que está viva e pulsando?
Heloísa Buarque de Hollanda: Claro que sim. Nosso cinema acordou de um longo sono “collorido”, e a literatura nunca esteve tão bem. Essas são as duas áreas em que posso opinar com mais conforto. E garanto que, nessas áreas, tanto a consolidação da produção mais estabelecida como a enorme emergência de novos autores e tendências é um fato bastante concreto.
Portal RAIZ.: Como a Sra. entende essa classificação: literatura da periferia?
Heloísa Buarque de Hollanda: Acho uma classificação complexa e polêmica porque a noção de periferia é uma das noções cuja discussão e conceituação vai certamente fazer parte de nossa agenda por muitos anos. Por outro lado eu adoto e respeito essa definição porque foi o rotulo que essa própria produção escolheu para se auto-nomear.
Portal RAIZ.: A estética vale para todas as classes sociais?
Heloísa Buarque de Hollanda: Se você estiver falando de qualidade estética, é claro que sim. No meu trabalho tenho o maior cuidado em trabalhar a idéia de qualidade na produção da periferia que tenho em mãos. Uma coisa não é boa porque vem da periferia. Porque seu autor é negro e/ou pobre. Se não trabalhasse dessa forma, estaria desrespeitando seriamente essa produção.

Saturday, September 13, 2008

MARATONA POÉTICA - LANÇAMENTO EM TABOÃO DA SERRA

Povo lindo, povo inteligente,

ontem aconteceu o lançamento do livro "Cooperifa Antropofagia periférica" em Taboão da Serra, quebrada que fica - para quem não conhece- na grande São Paulo. A minha quebrada também.
Esta semana foi uma das poéticas deste ano, desde segunda-feira que a poesia tem tomado o meu tempo, meu suor, meu sangue e nenhuma lágrima de tristeza. Uma semana macia, linear, mais cheia de curvas. Quem sabe para retardar o final, né não?
"Trabalho. Trabalho. Trabalho. Trabalho. Trabalho."
Queria agradecer a todos e todas que estiveram envolvidos nesta semana tão produtiva, em que a poesia foi o instrumento para aproximar pessoas e fortalecer a cidadania.
No desbaratino, a gente está fazendo história à sombra da Língua portuguesa, e de quebra, aprendendo matemática: ciência + geografia = Periferia linda, Periferia inteligente.
Tô num apetite do caralho. Que venham novos dias!
Abs.
Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura
Caike, Ronaldo e Luciana

Vista aérea do bagulho

Movimento dos sem universidade

NCL

Minhas irmãs Silvana e Patrícia

Mestre Said

Alan Leão

Rose e Valter

Sônia, eu, cema e Aladim do pandeiro

Minha filha Mariana com o namorado Leandro (Tô de olho negão!)

Friday, September 12, 2008

A COOPERIFA NÃO PÁRA

Povo lindo, povo inteligente,

a Cooperifa não pára, e a poesia não dá descanso para nós. Na terça-feira vós fizemos um sarau para encerrar o 4º Seminário do negro na educação, que aconteceu no CDHEP que fica em Capão Redondo. Foi axé puro. O evento tinha a nossa cara.
O Seminário é organizado pelos professores do CIEJA (acho que é isso), e esses educadores, além de organizadores são parceiros da Cooperifa. Então, nós não fizemos mais do que a obrigação.
Uma noite repleta de poesia e muita informação. No final os alunos do EJA nos presentearam com um respeito fora do comum, e nós, os poetas, que não eram poucos, nos sentimos privilegiados de poder caminhar junto com esses guerreiros e guerreiras, que apesar de tudo e de todos, não cansam de mandar boas notícias.
Sei lá, posso estar enganado, mas que está rolando um astral diferente na periferia, está.
Dá para sentir no ar... sentiu?
Se por acaso não estiver sentindo, respire mais fundo. Ou então, limpe o nariz!
Os educadores são meus heróis!

Já é.

Sérgio Vaz
Aprendiz de feiticeiro

Seu Lourival, o terror da mulherada

Guerreiros e guerreiros

Fábio, eu, Cocão e jairo na concentração
*fotos: Jairo

Thursday, September 11, 2008

CONVOCAÇÃO GERAL

É HOJE!!!!!
*quem não for tá fodido(a)

LANÇAMENTO DO LIVRO
"COOPERIFA ANTROPOFAGIA PERIFÉRICA"

SEXTA-FEIRA A PARTIR DAS 19HS
Local: Auditório da Secretaria de Educação
Rua Elisabeta Lips, 166 Jd. Bom Tempo
Taboão da Serra-Centro
(Ref: Rua do CEMUR)

TANQUES DE GUERRA INVADEM A CIDADE DE DEUS, E DO BILL

MV Bill no sarau da Cooperifa
-Alô?
-Alô.
-Bill?
-Quem é ?
- o Poeta.
-Salve meu poeta, e aí...
-Aqui firmeza total...
-Porra mano, aqui o exército está invadindo a favela, está cheio de tanque de guerra na quebrada...
-Carái...

Fica só uma pergunta: e depois das eleições, tudo volta ao normal da anormalidade?

SARAU DA COOPERIFA E SARAU COLETIVOZ - BH

Kênia, quebrando tudo na Cooperifa
Povo lindo, povo inteligente,

Ontem, em pleno jogo Brasil x Bolívia pelas eliminatória da Copa do mundo, o sarau da Cooperifa estava lotado. Ou seja, ganhamos de goleada.
Dizem que o Galvão Bueno disse o que o estádio estava vazio, e a a culpa da Cooperifa. Hi, hi, hi. Nóis tá foda.
Ontem também foi o lançamento do sarau Coletivoz em BH realizado pelo Flávio, inspirado, conforme ele mesmo, no sarau da Cooperifa (ele esteve no sarau em julho). Por isso fizemos um link, via telefone celular para saudá-los e desejar boa sorte. Depois, tanto lá como cá, a poesia foi a dona da noite.

Foi uma noite daquelas... Estamos descobrindo que o futuro é logo ali.

Até daqui a pouco.

Sérgio Vaz
Vira-lata da literatura
1hs45 da manhã

UM ROLÊ POÉTICO EM HELIÓPOLIS

Povo lindo, povo inteligente,
O barato está louco e já não sobra tempo para mais nada, e esta semana então... como eu não me canso de repetir: as boas notícias não param de chegar.
E há boas notícias de tudo quanto é quebrada, e de vários parceiros que não se entregam ao marasmo, e se recusam a frequentar o muro das lamentações.
A Semana foi toda dedicada à poesia, e na terça-feira o sarau da Cooperifa apresentou-se no " 4ºSeminário do negro na educação" realizado pelo CDHP no Campo limpo (zona sul de São Paulo). O espaço estava lotado de alunos do EJA e os poetas da Cooperifa não deixaram por menos, foi uma noite muito bacana: poesia e informação. (Pena o jairo não ter mandado as fotos, mas eu vou dar um jeito de postar aqui, logo mais)
Na terça-feira fui participar do 3º Aniversário da Biblioteca comunitária de Heliópolis, a convite do meu amigo Edson e Reginaldo. Para quem não conhece Heliópolis é uma das maiores favelas do país , acho que só perde para a Rocinha, em número de habitantes. Mais, o que mais me surpreendeu foi como a comunidade está organizada, tem vários projetos rolando por lá, que são de grande importância para a dignidade humana.
A Unas é quem chega mais junto com os moradores, é cada projeto mais maravilhoso do que o outro. "Sé nóis é por nóis, quem será contra nóis?"
Já estive algumas vezes em Heliópolis, a primeira vez, há anos, foi justamente na rádio, que hoje, depois de muita luta, está legalizada, e o Reginaldo, que na época era DJ hoje é o coordenador. Só progresso. O Jairo do Periafricania colou também.
Depois de um rolê básico na quebrada fui conhecer a biblioteca comunitária, onde tinha dois saraus para fazer, um pela manhã, o outro a tarde. E no final, às 15hs, foi o lançamento do livro "Colecionador de pedras".
Na Biblioteca fizemos um bate-papo rapidinho e depois começamos a ler poemas, muito deles escritos pela molecada. Que aliás deu um banho de comportamento e sagacidade, era cada pergunta... se eu não estou esperto.
Foi um dia muito especial, não sei porque, mas estes rolês nas quebradas e ao lado da nossa gente - é muito importante para se conhecer realmente este país-, me deixa muito emocionado.
Há uma coisa de especial na gente, que mesmo apesar de tudo e de todos, eu não consigo entender. Talvez seja isso que a minoria odeia tanto em nós: "a capacidade de rir sobre a dor, quando estamos juntos, mesmo quando eles nos querem separados."
Pensei nisto quando uma garota lia uma poesia, porque enquanto ela recitava fiquei olhando a cara dos meninos e meninas, e uma alegria foi invadindo meu coração, como a muito não acontecia.
Na hora engoli as lágrimas para que elas não fossem mal interptretadas nem parecer piegas, mas agora, enquanto escrevo, meus olhos estão cheios de 'água. Faz tempo que não arava meu rosto com uma água tão doce, apesar do sal da vida.
Tem dias que a dor finge que não me conhece, e eu, que nunca a vi.
A terça-feira, em Heliópolis, foi um desses dias.
Tamo junto.
Sérgio Vaz
1 da manhã

Se liga na luz invadindo a Biblioteca

Rádio Heliópolis, Renato no comando dos microfones

Quitanda: arroz, verduras, ovos, e... TV (TV?)

"O Pipa é o pássaro de papel, está longe da gaiola,
mas tem a liberdade vigiada pela linha do carretel."

O Craque Adílio matando um poema no peito

O Lugar mais bacana da comunidade de Heliópolis

Eu, Edson e o Reginaldo em frente ao Mec Favela.
O Mec Favela incomodou até o Mac Donalds, que entrou com um pedido na justiça para que o Mec favela não usasse o "M" na sua faixada. É verdade.

Os cachorros estão acabando com os gatos

O livro, unindo nosso povo

Poesia irmãos!

Poesia em alto mar... de gente maravilhosa.

Victor gostou tanto do sarau que resolveu tirar uma sonequinha

Tamo junto!

Ivon e Fanti, dando uma moral no lançamento

Sexta-feira tem mais